quarta-feira, 30 de novembro de 2011

As Festas de Natal e seus Símbolos [parte 1]


Coroa do Advento
Esta Coroa feita de cipreste, hoje, dos mais diversos materiais, costuma ser colocada à porta das casas, ou pendurada nos lustres sobre a mesa da Família, ou ainda, no Presépio.

Que significa?
Significa muito quando acompanha a Família desde o primeiro Domingo do Advento. Colocada sobre uma mesa, tendo quatro velas nas cores do paramento sacerdotal nos Domingos do Advento, portanto, três roxas e uma cor-de-rosa (correspondendo ao 3º Domingo). Em cada vela, há um laço de fita vermelha.


A Coroa é sinal de nossa Fé no Salvador que veio (em Belém), vem (na Graça) e virá (na Glória) e é também sinal de nossa Esperança na Promessa de Deus: “Mostra-te fiel até a morte e Eu te darei a coroa da vida.” (Ap 2,10).



A Coroa é circular pois a circunferência, linha contínua, é símbolo da Eternidade (não se nota princípio nem fim) e da igualdade (todos os pontos são eqüidistantes do centro). No centro da Coroa, poderá ser colocada a manjedoura vazia – símbolo da humanidade que, na Fé, na Esperança e no Amor, aguardava a vinda do Redentor.. Na noite de Natal, a manjedoura é colocada no Presépio, entre as imagens da Virgem Maria e de São José, à meia noite, coloca-se sobre a manjedoura a imagem do Menino Jesus.


A Árvore... O que significa?
A Árvore, o Pinheiro, significa a Igreja – Corpo Místico de Cristo, Árvore da vida. Cristo é tronco que sustenta e alimenta com Sua Graça, os galhos que somos nós, presos a Cristo pela Graça do Batismo: “Eu sou a Videira, vós sois os ramos; aquele que permanece em Mim e Eu nele, produz muito fruto porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15,5)

Foi escolhido o Pinheiro para simbolizar a Árvore da Vida, por sua resistência às intempéries, conservando-se verde (cor da Esperança) o ano inteiro. Assim também, o verdadeiro Cristão conserva a Esperança em todos os dias de sua vida. As luzes da árvore simbolizam a iluminação que nos dá a Graça de Deus, a presença de Deus Amor em nós: “Outrora éreis trevas, mas agora, sois Luz do Senhor: andai como Filhos da Luz, pois o fruto da Luz consiste em toda Bondade, Justiça e Verdade.” (Ef 5,9)

As bolas multicoloridas e os demais enfeites, simbolizam os frutos da graça em nós, as virtudes e qualidade do verdadeiro cristão: “O fruto do Espírito é Caridade, Alegria, Paz, Paciência, Afabilidade, Bondade, Fidelidade, Mansidão, Temperança.” (Gal 5,22-23)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Deus vem ao nosso encontro



Em sua peregrinação pelo deserto, um viajante ouve um estranho ruído, um murmúrio triste e plangente, trazido pelo vento. Curioso, ele pergunta ao companheiro de viagem o que era aquilo. O beduíno simplesmente lhe responde que é apenas o deserto se lamentando de não ser mais um terreno fértil, um campo florido, um prado verdejante. Algo semelhante brota hoje de uma multidão de corações, que, tendo se afastado de Deus, abandonado sua Palavra e esquecido seu amor, transformou-se em terra árida, como as areias estéreis do deserto.

Em nossos dias, o fenômeno da desertificação nunca esteve tão em voga. Fala-se na destruição da floresta amazônica, cujo desmatamento desordenado põe em risco a biodiversidade de um patrimônio incalculável para toda a humanidade.

Preocupante também se encontra o estado do coração humano, que sofre do mesmo processo de desertificação. Cada vez mais se torna difícil o cultivo do amor e da bondade em meio a tanta violência e sofrimento. O mundo consumista e individualista, que destrói a natureza e onde o que vale é o cada um por si, nos deixa cada vez mais distantes uns dos outros e de Deus.

O Advento, este tempo com que hoje iniciamos o ano litúrgico da Igreja, nos questiona, nos chama a atenção para os sinais dos tempos em nossa vida pessoal; nos convida, na expectativa do Natal, a um profundo exame de consciência e, na espera do Senhor que vem, a prepararmos nossa casa para alguém que, longe de ser um hóspede, é o dono e Senhor do mundo e da nossa vida. O pedido de Isaías – “Ah, se rompesses os céus e descesses!” – já foi atendido. Basta que abramos as portas do nosso coração. Como dizia Santo Agostinho: “Na procura por Deus, é Ele quem se adianta e vem ao nosso encontro.”

domingo, 27 de novembro de 2011

ASSEMBLEIA DO 11º PPC





No final de semana de 26 e 27 de novembro aconteceu a Assembléia Arquidiocesana para elaboração do 11º Plano de Pastoral de Conjunto. Quase mil participantes delegados das paróquias, comunidades de vida e aliança, congreagações, movimentos leigos, etc, incluindo sacerdotes, religiosos e leigos, se reuniram no Colégio Nossa Senhora da Penha, para o estudo das propostas e as votações dos rumos da ação evangelizadora no Rio de Janeiro para o período entre 2012 e 2016. A Comissão da Iniciação Cristã estava muito bem representada: Padre Claudio dos Santos e Padre Serafim Fernandes, assistentes eclesiásticos, Irmã Lúcia Imaculada, coordenadora, Anette, da Pastoral da Batismo, Silvia e Tatiana, da infância e adolescência, Joice e Maria Helena, de jovens e adultos, Miriam, da Catequese Especial, além de diversos delegados indicados por suas paróquias.

Os grupos de trabalho se ocuparam das seguintes prioridades transversais:
- Iniciação Cristã,
- animação bíblica da pastoral,
- rede de comunidades,
- estado permanente de missão,
- ministérios,
- promoção da vida através da caridade social,
- juventude
- comunicação
Após muitos debates, foram aprovadas 100 propostas e o texto final será redigido pela Coordenação de Pastoral, aprovado pelo Arcebispo Dom Orani e, em breve, será disponibilizado nas comunidades.

Veja mais fotos na galeria ao final do nosso blog.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Convite

O Governo do Estado do Rio de Janeiro
a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e
a Arquidiocese do Rio de Janeiro
têm a honra de convidá-lo e a sua família para o
Solene TE DEUM
que, em comemoração ao
DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS,
será realizado às 11 horas do dia 24 de novembro de 2011,
na Igreja Nossa Senhora da Candelária, na Praça Pio X - Centro - Rio de Janeiro - RJ

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Assembleia Geral Arquidiocesana


Dom Edson de Castro Homem
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

O Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, convoca os participantes da Assembleia Geral Arquidiocesana, que elaborará o Décimo Primeiro Plano de Pastoral de Conjunto. São: bispos auxiliares; sacerdotes e diáconos que exercem o respectivo ministério no território arquidiocesano; fiéis leigos (as) e religiosos (as), em número suficiente que favoreça a representatividade.

Como qualquer assembleia, é encontro em local conhecido, de fácil acesso e com hora marcada, cuja data e demais pormenores já foram e estão sendo divulgados.

A Assembleia Geral Arquidiocesana é exercício eclesial de comunhão, de representatividade e de corresponsabilidade em ordem ao consenso das ações e práticas nomeadas de pastorais. Como tal, é expressão da vitalidade da Igreja Particular, isto é, presente em determinado território chamado de diocese ou arquidiocese, entregue ao pastoreio episcopal.

O alcance e a responsabilidade do momento eclesial que viveremos não admitem improvisação e descompromisso ou indiferença. Por isso, houve a preparação, mediante os três textos de estudo, elaborados pelo Secretariado de Pastoral, com os quais se reuniram as forças vivas da Igreja Católica na cidade: o clero e os fiéis leigos (as) das paróquias e comunidades e dos movimentos e associações. As conclusões destes estudos feitos nas reuniões da base muito colaborarão para a próxima Assembleia Geral.

O momento culminante do processo preparatório é a própria assembleia, alegre na fé e unida no amor, consciente do ato de convocação e de reunião que se assemelha a um pequeno sínodo em ordem às diretrizes práticas e disciplinares ou às indicações exortativas da ação comum.

Dentro do espírito genuinamente católico, a Igreja Particular se constitui como verdadeira Igreja de Cristo pelo governo pastoral do bispo, sucessor dos apóstolos, unido ao sucessor de Pedro, o Papa. Consequentemente, cabe ao pastor local, além da convocação dos participantes, aprovar os temas e as regras da participação em vista às escolhas que visam ao consenso e dar-lhe posterior valor de obrigatoriedade.

A assembleia supõe e até exige a invocação ao Espírito Santo, luz divina que favorece ao discernimento para as decisões sábias, corretas e acertadas e ao seu cumprimento. É comunhão fraterna dos irmãos de Cristo, em torno da Celebração Eucarística em sua memória. É reunião com Maria, os apóstolos e os discípulos, à semelhança da que houve no Cenáculo de Jerusalém, e poderá se constituir em novo Pentecostes de renovação. É a expressão do afeto filial a Deus, o Pai, e por Ele da família reunida na fé e no amor.

Toda a Igreja que está no Rio de Janeiro, representada pelos participantes e em união com seu Arcebispo, há de estar espiritualmente presente pelo mistério da comunhão dos santos, através da oração que nos aproxima. Quem ora é porque se sente comprometido!

Peçamos, pois, a Maria e ao nosso padroeiro, o mártir São Sebastião, que orem conosco e por nós ao Cristo Senhor, a fim de que Ele nos alcance do Pai no Espírito as bençãos para a Assembleia Geral Arquidiocesana pelo seu bom e esperado fruto: o Décimo Primeiro Plano de Pastoral de Conjunto.

Providencial e significativamente, terá início o tempo do Advento, com a abertura do novo ano litúrgico da Igreja, no domingo, dia 27, que corresponde ao segundo dia da assembleia. Reforçará o sentimento comum de esperança pela chegada do Senhor a renovar todas as coisas. Com a Igreja inteira, diremos “Maranatha”: Vem, Senhor Jesus! (Ap 22, 20).

O que é Iniciação Cristã?




O que é Iniciação Cristã? são primeiros passos para a experiência pessoal com Jesus Cristo e não se restringe à recepção dos Sacramentos. Implica em amadurecimento da fé, vivido na comunidade eclesial, o que gera interação entre fé e vida.

Objetivo: formar verdadeiros discípulos que darão testemunho de vida cristã no meio em que vivem.

Importância hoje: a comunidade desperta para o acolhimento. A Iniciação Cristã é o eixo fundamental da Pastoral de Conjunto

O que é Processo Catecumenal: experiência de Deus e da fé na comunidade eclesial, cuja metodologia está contida no RICA. Implica em acolhimento e acompanhamento individual - cada um tem a sua própria história, sua situação particular, que se enquadrará em ritos específicos; os ritos marcam a passagem de um tempo para outro. O ideal é que aconteça em consonância com o tempo litúrgico, de modo que, mais intensamente, se integrem o mistério celebrado e o mistério vivido.
**Os candidatos, sejam eles batizados ou não, depois de avaliados pela equipe, são consultados sobre a sua disposição de passar para a próxima etapa.

Pré-Catecumenato
Tempo de acolhimento e evangelização - anúncio do kérigma (introdutor)
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Rito de Admissão
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Catecumenato
Tempo de Catequese: exposição sistemática do Credo, Mandamentos, Pai Nosso, Sacramentos
Acompanhamento da vida
Prática da vida cristã- Ritos litúrgicos apropriados - Cooperação ativa nas ações evangelizadoras da comunidade
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Rito de Eleição
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Purificação ou Iluminação
Tempo de recolhimento em preparação às celebrações dos Sacramentos
Preparação imediata de caráter penitencial (Quaresma: escrutínios)
Sábado Santo – Símbolo, Éfeta, Nome, Unção
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Celebração dos Sacramentos da Iniciação Cristã
Batismo, Crisma e Eucaristia na Vigília Pascal somente para os catecúmenos
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Mistagogia
Tempo de mergulhar (saborear, vivenciar) no Mistério com catequese específica
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Vida em Missão

sábado, 19 de novembro de 2011

Salve, Cristo Rei!



A festa de Cristo Rei é uma maneira solene de celebrar aquilo que foi o sonho de Jesus de Nazaré, o Reino de Deus. Ele constituiu o centro de sua pregação. Reino de Deus ou Reino dos céus, é expressão que não ocorre no Antigo Testamento. É típica do Novo Testamento onde aparece mais de cem vezes, quase sempre na boca do próprio Jesus.

O Reino já está acontecendo no mundo, lá onde as pessoas vivem: na família, no trabalho, e na vida da sociedade. Por isso a construção do Reino é obra sobretudo dos cristãos e cristãs leigos. Essa é sua vocação específica. Ela se realiza na medida em que os cristãos , cristãs e todas as pessoas de boa vontade mudam seu modo de viver, seus valores, atendendo ao apelo do Senhor: “Convertei-vos, o Reino, chegou”. Esse é o grande Evangelho, a grande Boa Nova. A Igreja existe não para tirar as pessoas do mundo e reuni-las dentro de si. A Igreja existe para enviar as pessoas ao mundo para evangelizá-lo, anunciar e construir o Reino de Deus.

A celebração de Cristo Rei encerra o ano litúrgico, conscientizando-nos que terminou um período da construção do Reino ( o que já construímos no ano que passou) e começou outra etapa (o que ainda não realizamos com a graça de Deus, o que continua esperando por nós). A celebração de Cristo Rei é assim a celebração da grande esperança, feita das esperanças do dia a dia. Esperança que nos vem da certeza de nossa Ressurreição e da transformação do mundo em que vivemos: “Eis que eu faço novas todas as coisas”.

(Fonte: www.catequisar.com.br)

sábado, 5 de novembro de 2011

ASSEMBLEIA ARQUIDIOCESANA



Aconteceu neste sábado, dia 05 de novembro, a 28a Assembleia da Iniciação Cristã da Arquidiocese do Rio de Janeiro. O evento foi realizado no Colégio Zaccaria, no bairro do Catete e contou com mais de 700 participantes de todos os vicariatos da Arquidiocese e de todos os segmentos: Pastoral do Batismo, Iniciação Cristã de crianças, adolescentes, jovens, adultos e catequese para pessoas com deficiência.



Os trabalhos do dia iniciaram-se com as boas-vindas, orações e a apresentação da retrospectiva de 2011. Em seguida, todos dirigiram-se à Capela onde aconteceu a Santa Missa presidida pelo Arcebispo, Dom Orani João Tempesta, e co-celebrada por outros sacerdotes e diáconos presentes. Entre eles destacamos as presenças de Monsenhor Gilson da Silveira (vigário episcopal do vicariato Suburbano), Monsenhor Gustavo Auler (vigário episcopal do vicariato Norte) e Padre Claudio dos Santos (assistente eclesiástico da Iniciação Cristã de crianças, adolescentes, jovens e adultos).


A conferência "Igreja: Casa da Iniciação Cristã" também foi ministrada pelo arcebispo. Dom Orani ressaltou os avanços na implementação do Catecumenato e convocou a todos a nos unirmos para acharmos ações conjuntas para vencermos os desafios e resistências que ainda existam.


Em preparação para a Assembleia do 11o Plano de Pastoral de Conjunto, um painel conduzido pela coordenadora da Iniciação Cristã, ir. Lúcia Imaculada, deu voz aos assessores arquidiocesanos de cada segmento para pontuarem aspectos importantes em diversos itens a serem discutidos nos próximos dias 26 e 27 de novembro, já sendo definidas algumas posições. Dom Pedro Cunha, bispo animador da Iniciação Cristã também deixou sua mensagem de incentivo aos catequistas e agentes, bem como a sua bênção.


Os participantes foram brindados com uma linda apresentação do coral infantil: "Pastorinhos de Fátima" da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Rainha de Todos os Santos, do vicariato Norte. Todos ficaram encantados!


Aproveitando o evento, Danielle Paes, secretária da Iniciação Cristã, promoveu o lançamento de mais um veículo importantíssimo de comunicação em nossos dias: o Facebook, que contará com uma página (www.facebook.com/iniciacaocristarj) para que cada vez mais pessoas possam ser atingidas com a ajuda da tecnologia.


O encerramento foi feito com o resumo dos pontos principais do Congresso Nacional de Animação Bíblica da Pastoral, lembrando-nos como nosso apostolado só será eficaz se for calcado nas Sagradas Escrituras. E a partir da presença viva da Palavra de Deus no meio de nós, a oração final, feita em forma de celebração deixou gravada no coração de todos esta convocação de permeamos todas as nossas ações com as palavras que não passam...



Confira mais fotos dos momentos marcantes na nossa galeria, ao final do blog!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Retiro da Iniciação Cristã do Vicariato Urbano


No domingo, dia 23 de outubro, os catequistas do Vicariato Urbano encerraram suas atividades anuais com um retiro na Paróquia de Santo André, cujo tema “A história do povo de Deus e a missão do catequista nos dias de hoje” foi conduzido pelo agente de pastoral, Isaías Bezerra.

Para facilitar nossa compreensão do que Deus quer nos dizer, o palestrante trabalhou os exercícios espirituais de Santo Inácio. O primeiro momento foi de meditação e o segundo momento, logo após o almoço, foi de contemplação.

Foi um encontro muito proveitoso e também de muita satisfação, com a presença de cinco seminaristas do Seminário São José em estágio pastoral.



Papa convoca "Ano da Fé"



O Papa Bento XVI anunciou no dia 16 de outubro, a celebração de um “Ano da fé”, entre outubro de 2012 e novembro do ano seguinte, para assinalar o 50º aniversário do Concílio Vaticano II (1962-1965). A revelação foi feita pelo Papa na homilia da missa a que presidiu, na basílica de São Pedro, no final de um encontro internacional com pessoas “empenhadas, em muitas partes do mundo, nas fronteiras da nova evangelização”.

“Decidi proclamar um “Ano da Fé”, que será ilustrado com uma Carta Apostólica. Terá início a 11 de outubro de 2012, no quinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, e concluir-se-á a 24 de novembro de 2013, na solenidade de Cristo Rei do Universo. Será um momento de graça e de empenho para uma plena conversão a Deus, para reforçar a nossa fé e para anunciá-lo com alegria ao homem do nosso tempo”, indicou.

Após o final da missa, na recitação do Angelus, o Papa voltou a anunciar aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro (Vaticano) a celebração de um “ano especial de fé”, meio século depois da abertura do Concílio Vaticano, por considerar “oportuno recordar a beleza e centralidade da fé, a exigência de reforçá-la e aprofundá-la a nível pessoal e comunitário, numa perspectiva não tanto celebrativa, mas antes missionária”.

Na homilia que pronunciara na basílica do Vaticano, o Papa afirmou que “a teologia da história é um aspeto importante, essencial, da nova evangelização”, porque “após a nefasta época dos impérios totalitários do século XX, [os homens] têm necessidade de reencontrar um olhar abrangente sobre o mundo e sobre o tempo, um olhar verdadeiramente livre, pacífico. Trata-se daquele olhar que o Concílio Vaticano II transmitiu nos seus documentos e que Paulo VI e João Paulo II ilustraram com o seu magistério”, sublinhou.