quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Tempo do Natal
O tempo do
Natal começa com as primeiras vésperas da solenidade do Natal e termina com o
domingo depois da Epifania, ou depois do dia 6 de janeiro. Várias festas são
celebradas no tempo que se segue ao Natal:
- A memória de Santo Estevão (26/12), de São João Evangelista
(27/12) e dos santos Inocentes (28/12). As duas últimas se relacionam, de modo
especial, com o tempo do Natal: São João por ser o evangelista que possui, no
prólogo de seu Evangelho, a reflexão teológica mais profunda sobre a encarnação;
e os Santos Inocentes pelo relato de Mt 2,13-18, conseqüência direta do
nascimento de Jesus.
- A festa da Sagrada Família, que se celebra no domingo dentro
da oitava do Natal, associa explicitamente o mistério do nascimento de Jesus a
seus pais, Maria e José. É a ocasião de celebrá-los como modelos da Igreja e,
sobretudo, das famílias.
- A solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, é celebrada no dia
1º de janeiro. Nela se recorda a circuncisão, imposição do nome de Jesus e a
maternidade de Maria. É uma festa com pouca repercussão na devoção popular e
cuja coincidência com o início do ano civil dificulta a participação.
- A Epifania é celebrada no dia 6 de janeiro ou então, onde não
é dia de preceito, no domingo entre o dia 2 e o dia 8 de janeiro. Está em íntima
revelação com o Natal. O acontecimento bíblico da visita dos magos do Oriente
(Mt 2,1-12) adquire uma dimensão universal como manifestação do recém-nascido
para as nações e dá à festa, além disso, um caráter interreligioso e missionário.
- O Batismo do Senhor é a festa que encerra o tempo do Natal. É
celebrada no domingo subseqüente à Epifania.
(Fonte: Manual de Liturgia IV, Paulus)
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
A Liturgia do Natal
Natal não é festa de
uma ideia, mas é a festa que celebra a nossa salvação
É no ano 336 que temos a primeira notícia da Festa do Natal,
ocorrida em Roma. Por intermédio de Santo Agostinho, temos
conhecimento de que essa festa era celebrada no século IV também na África.
Também na Espanha, no final do século IV, o Natal já era celebrado.
A data 25 de dezembro não é confirmada historicamente como
oficial ao nascimento de Jesus. Segundo estudiosos, a explicação mais provável
nasce na tentativa de a Igreja de Roma suplantar a festa pagã do “Natalis
(solis) incicti”.
Foi no século III que se difundiu no mundo greco-romano o
culto ao sol. Foi o Imperador Aureliano (275 d.C.) que deu a esse culto uma
importância oficial. Assim, o culto ao sol tornou-se um símbolo da luta pagã
contra o Cristianismo. A data principal dessa festa era 25 de dezembro. Era
celebrada no solstício de inverno e representava a vitória anual do sol
sobre as trevas. Visando purificar essa celebração pagã, a Igreja deu a
ela um significado diferente, tendo como base uma rica temática bíblica: Lucas
1,78; Efésios 5,8-14. Enquanto celebrava-se o na scimento do sol, a Igreja
apresentou aos cristãos o nascimento do verdadeiro Sol: Cristo, que apareceu ao
mundo após longas noites de pecado.
Celebrar o Natal é celebrar o Sol da Vida, que nos ilumina
com Sua graça salvadora. É a Luz de um novo tempo que nasce em nosso coração e
deseja fazer morada definitiva em nós.
São Leão Magno, em seu "Sermão de Natal", escreve:
“O Natal do Senhor não se apresenta a nós como lembrança do passado, mas o
vemos no presente”. Fazemos memória presente do nascimento de Cristo em meio à
nossa frágil humanidade. Natal não é festa de uma ideia, mas é a festa que
celebra a nossa salvação. A Festa do Natal é o ponto de partida para nossa
salvação realizada por Cristo.
O Tempo do Natal começa com as primeiras Vésperas do Natal e
termina no domingo depois da Epifania (entre 2 e 8 de janeiro). Interessante
ressaltar que a Liturgia do Natal do Senhor se caracteriza por quatro
Celebrações da Eucaristia, assim distribuídas:
1. Na tarde do dia 24 se celebra a
Missa vespertina . Esta Missa tem caráter festivo, com o canto do Glória e a
Profissão de Fé.
2. Na noite de 25, em geral à
meia-noite, celebra-se a primeira Missa do Natal do Senhor.
3. Ao alvorecer se celebra a segunda
Missa do Natal.
4. Durante o “dia” de Natal se celebra
a terceira Missa da festividade.
A solenidade do Natal prolonga sua celebração por 8 dias
contínuos, conhecidos como: Oitava do Natal.
1. Missa da Vigília: Primeira Leitura:
Is 62,1-5; Salmo Responsorial: Sl 88; Segunda Leitura: At 13,16-17.22-25;
Evangelho: Mt 1,1-25.
2. Missa da Noite: Primeira Leitura:
Is 9,1-6; Salmo Responsorial: Sl 95; Segunda Leitura: Tt 2,11-14; Evangelho: Lc
2,1-14.
3. Missa da Aurora: Primeira Leitura:
Is 62,11-12; Salmo Responsorial: Sl 96; Segunda Leitura: Tt 3,4-7; Evangelho:
Lc 2,15-20.
4. Missa do Dia: Primeira Leitura: Is
52,7-10; Salmo Responsorial: Sl 97; Segunda Leitura: Hb 1,1-6; Evangelho: Jo
1,1-18.
Natal é tempo de festa e alegria. É tempo de estar unido à
comunidade celebrando o dom da vida manifestada no nascimento de Jesus Cristo.
Celebrar o nascimento de Cristo é estar unido à Igreja em todo o mundo que se
une na fé e na esperança de um novo tempo. A participação nas Missas é
fundamental, pois nos reunimos em comunidade, na qual o Cristo se revela a cada
um de nós e a todos por meio do Pão da Palavra e do Pão da Eucaristia. Para
melhor participarmos destas celebrações é interessante meditarmos antecipadamente
as Leituras que serão proclamadas durante a Missa. O silêncio exterior e
interior é oportunidade para melhor celebrarmos o Sol da Vida, que nos ilumina
com Seu amor salvífico.
Padre Flávio Sobreiro
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Celebração Arquidiocesana

A Capela do edifício João Paulo II, na Glória, recebeu os representantes das comissões arquidiocesanas das diversas pastorais e movimentos para a celebração em ação de graças deste ano. Presidida por Dom Orani, a Santa Missa contou ainda com os padres Ramon, Márcio Queiroz e Jeferson como co-calebrantes, além das presenças de Monsenhor Joel Portella e Cônego Manoel Managão.
Dom Orani agradeceu o empenho de todos os agentes de pastoral na evangelização e destacou a esperança que o tempo do Advento deve trazer a todos nós, para não nos deixarmos abater pelas dificuldades, já que o nosso Deus está conosco, caminha ao nosso lado.
Logo após a Missa, todos se dirigiram ao refeitório para um momento de dinâmica e confraternização.
Dom Orani agradeceu o empenho de todos os agentes de pastoral na evangelização e destacou a esperança que o tempo do Advento deve trazer a todos nós, para não nos deixarmos abater pelas dificuldades, já que o nosso Deus está conosco, caminha ao nosso lado.
Logo após a Missa, todos se dirigiram ao refeitório para um momento de dinâmica e confraternização.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Curso de Formação de Catequistas
Nos dias 4 e 13 de dezembro aconteceu o encerramento do curso de formação de catequistas promovido pelo Centro de Formação Nossa Senhora de Belém. O curso aconteceu em dois lugares, no Convento de N. Sra. de Belém e no Ed. João Paulo II, em dias e horários diferenciados, de modo a facilitar a participação dos catequistas dos vários vicariatos.
O curso é dinamizado pelas Irmãs de Belém no período de abril a dezembro de cada ano. Este foi realizada a 9ª edição da qual participaram 196 catequistas de várias paróquias para refletir sobre o tema: Família – Família: meta e lugar de evangelização e catequese.
No próximo ano tem mais!
Confira algumas fotos abaixo:


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Agenda 2012
Já está disponível para download a agenda de 2012 com todos os eventos vicariais e arquidiocesanos da Iniciação Cristã.
Clique aqui para baixar
domingo, 11 de dezembro de 2011
VAMOS CELEBRAR!

No sábado, dia 10 de dezembro, toda a Comissão da Iniciação Cristã do Rio de Janeiro se reuniu no Edifício João Paulo II para sua confraternização de fim de ano. Os coordenadores de arquidiocese, vicariatos e foranias se encontraram para um primeiro momento de avaliação do ano em todos os segmentos da Iniciação Cristã e proposta das metas de 2012 para a Batismo, crianças e adolescentes, jovens e adultos e catequese especial. Foi apresentado, ainda, um resumo da Assembleia do 11o Plano de Pastoral de Conjunto e as principais orientações e programações para o ano que vem.

Com o coração agradecido, celebramos a Santa Missa em ação de graças por todo apostolado realizado em 2011. A Eucaristia foi presidida pelo padre Serafim Fernandes, assessor eclsiástico da Pastoral do Batismo na Arquidiocese. Em sua homilia ele confirmou nossa importância enquanto incansáveis evangelizadores para anunciarmos ao mundo tão cético de hoje a vinda do Salvador, que nascerá em cada coração que se abrir a Ele.
Ao final da Missa, com todos reunidos em roda, foi lida uma mensagem preparada pelo Vicariato Sul e aconteceu um super-animado "Amigo Oculto" com troca de presentes e cartões.

A confraternização encerrou-se com um maravilhoso almoço partilhado, antecipando a alegria de amor e união do Natal. As fotos estão na nossa galeria no final do blog. Cada coordenador levou para casa lindos brindes que marcaram esta festa e, com certeza, um coração cheio de esperança para o ano novo que nos espera!
"Em volta desta manjedoura, milhões e milhões de pessoas de todas as idades, raças e culturas se debruçam na contemplação do Menino Deus, cheias de espanto, ternura e reverência. E a infância renasce na alma de todos. E a esperança canta outra vez!"
(Madre Maria Helena Cavalcanti)
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Árvore de Natal

A árvore de Natal sempre aponta para o céu, e sua ramagem perpetuamente verde lembra-nos Aquele que nos concedeu a vida eterna.
A história da festiva árvore começa nas densas florestas da Germânia, no século VIII. O grande São Bonifácio, bispo e apóstolo daquelas terras, havia então trazido um bom número de tribos pagãs ao rebanho de Jesus Cristo. Mas seu labor não era fácil. Por vezes, os conversos, cuja fé ainda era vacilante, recaíam nos perversos costumes de seus antepassados.
Em certa ocasião, Bonifácio teve de realizar uma longa viagem a Roma, onde fora pedir conselho ao Papa Gregório II. Meses depois, ao retornar à região do Baixo Hesse, com horror surpreendeu alguns nativos que estavam a ponto de realizar um dos holocaustos humanos exigidos pela religião primitiva. Libertando nove meninos que seriam vítimas, o zeloso bispo quis, então, dar um público testemunho de quão impotentes eram os falsos deuses diante do Cordeiro de Deus.
Mandou abater o enorme carvalho de Thor, sob o qual se realizaria o sangrento sacrifício. Os sacerdotes pagãos o ameaçaram de ser fulminado pelos raios do deus do trovão. No entanto, derrubada a árvore, nada aconteceu, para humilhação dos gentios.
Os relapsos se arrependeram, então, e muitos idólatras pediram o sacramento do Batismo. A queda da árvore de Thor representou a queda do paganismo naquelas regiões.
Os germanos, já então pacificados e convertidos, adotaram o pinheirinho como um símbolo cristão. Ele sempre aponta para o céu, e sua ramagem eternamente verde lembra-nos Aquele que nos concedeu a vida eterna. Sob seus galhos já não há ofertas cruéis, mas sim os presentes em honra de Cristo recém-nascido.
Anos e anos mais tarde, a árvore de Natal transpôs as fronteiras da Alemanha. Nos séculos XVIII e XIX, tornou-se comum entre a nobreza européia, alcançando as cortes da Áustria, França e Inglaterra, até a longínqua Rússia. Dos palácios difundiu-se pelo povo da Europa e, por fim, nos dias de hoje, a encontramos espalhada por todo o orbe.
No centro da cristandade, em plena Praça de São Pedro, todos os anos, é erguida uma árvore de grandes proporções, elegantemente ornada, segundo é próprio à dignidade do local. Tocado pela sua beleza e simbolismo, o saudoso Papa Beato João Paulo II a ela se referiu, em dezembro de 2004:
"A festa do Natal, talvez a mais querida à tradição popular, é extremamente rica de símbolos, ligados às diferentes culturas. Entre todos, o mais importante é, sem dúvida, o presépio [...].
Ao lado deste, como nesta Praça de São Pedro, encontramos a tradicional ‘árvore de Natal'. Também esta é uma antiga tradição, que exalta o valor da vida porque na estação invernal, a árvore sempre verde se torna um sinal da vida que não perece. Geralmente, na árvore adornada e aos pés da mesma são colocados os dons de Natal.
Assim, o símbolo torna-se eloqüente também em sentido tipicamente cristão: evoca à mente a ‘árvore da vida' (cf. Gn 2, 9), figura de Cristo, supremo dom de Deus à humanidade.
Por conseguinte, a mensagem da árvore de Natal é que a vida permanece ‘sempre verde', se ela se torna dom: não tanto de coisas materiais, mas de si mesmo: na amizade e no carinho sincero, na ajuda fraterna e no perdão, no tempo compartilhado e na escuta recíproca. Que Maria nos ajude a viver o Natal como uma ocasião para saborear a alegria de nos doarmos a nós mesmos aos irmãos, especialmente aos mais necessitados".
(Beato João Paulo II, Ângelus, 19/12/2004 –
Revista Arautos do Evangelho, Dez/2007, n. 72)
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
VIVA A IMACULADA CONCEIÇÃO!

Hoje, dia 08 de dezembro, a Igreja nos convida a louvarmos a Imaculada Conceição de Maria, escolhida desde toda eternidade para ser a puríssima mãe do Redentor:
Ó Virgem Mãer de Deus
das virgens guardiã,
ó porta azul dos céus,
estrela da manhã!
És lírio entre espinhos,
és pura, sem igual,
brilhando nos caminhos
da culpa original!
És mãe, esposa e filha
do Deus que é uno e trino
tão grande maravilha
oremos neste hino!
(Retirado do Hino das Vésperas da Solenidade da Liturgia das Horas)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Ano da Fé: Vaticano divulga Carta Apostólica de Bento XVI

O Vaticano divulgou a Carta Apostólica com a qual o Papa Bento XVI proclama o Ano da Fé. O documento, intitulado Porta Fidei - A porta da Fé, foi assinado pelo Pontífice em 11 de outubro, mas foi divulgado na manhã da segunda-feira, 17 de outubro.
"A PORTA DA FÉ, que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma", indica o Santo Padre no início do texto.
"Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo", salienta.
O Ano da Fé iniciará em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do Universo. "Será um momento de graça e de empenho para uma sempre mais plena conversão a Deus, para reforçar a nossa fé n'Ele e para anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo", explicou o Papa durante a Missa de encerramento do Encontro Novos Evangelizadores para a Nova Evangelização.
Bento XVI salienta que atravessar a porta da fé é embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. "Este caminho tem início com o Batismo, pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna", indica.
De fato, desde o início de seu ministério como Sucessor de Pedro, o atual Pontífice sublinha a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. "Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos", adverte na Porta Fidei.
Ano da Fé
Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. Já o Servo de Deus Papa Paulo VI, em 1967, proclamou um ano semelhante, para celebrar o 19º centenário do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo.
"Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, 'não perdem o seu valor nem a sua beleza'. [...] Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: 'Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja'", escreve Bento XVI na Carta Apostólica divulgada nesta segunda-feira.
Em 11 de Outubro de 2012, além dos 50 anos da convocação do Vaticano II, também se completarão 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo Beato Papa João Paulo II. Conforme Bento XVI, este Ano deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo a sua síntese sistemática e orgânica.
"Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. [...] Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar", revela.
Da mesma forma, será decisivo repassar a história da fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. O Ano da Fé também será uma ocasião propícia para intensificar o testemunho da caridade. "A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra de realizar o seu caminho. [...] Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. [...] À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça", escreve.
O Bispo de Roma convida também seus Irmãos Bispos de todo o mundo a comemorar o dom precioso da fé. "Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessara fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia. [...] Esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano".
Desafios
O Papa analisa que nos dias atuais, mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm de uma mentalidade que reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. "Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas tendem, embora por caminhos diferentes, para a verdade", ensina.
Desafios
O Papa analisa que nos dias atuais, mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm de uma mentalidade que reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. "Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas tendem, embora por caminhos diferentes, para a verdade", ensina.
Da mesma forma, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. "O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este 'estar com Ele' introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita".
A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: "de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou", adverte.
Por fim, Bento XVI lembra que Jesus Cristo, em todo o tempo, convoca a Igreja, confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo.
"Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor de uma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar.[...] Só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus".
Fonte: Canção Nova
As Festas de Natal e seus Símbolos [parte 3]
A Estrela

É figura da Virgem Maria, “Stella Matutina”, a Estrela que anuncia o Sol, Cristo, Fonte de Luz e de energia que desponta.
Anunciada no Antigo Testamento – “Eu vejo, mas não é para agora... uma Estrela (Maria) sai de Jacó; um Cetro (Jesus Rei) levanta-se em Israel.” (Nm 24,17)
Seguindo a Estrela-Maria, seguiremos Cristo: “fazei tudo o que Ele vos disse.” (Jo 2,5), diz-nos a Virgem Maria e, obedecendo-lhe, a água de nossa vida – suor e lágrima – se transformará em precioso vinho.
Vivamos o conselho de São Bernardo “Nas tempestades da vida, olha para a Estrela, invoca Maria e tudo se acalmará!”.
Presentes... Por quê?

A troca de presentes tem seu fundamento bíblico em Jo 3,16: “De tal modo Deus amou o mundo que lhe deu Seu Filho único para que todo o que n’Ele crer não pereça, mas tenha a Vida Eterna”.
Tendo recebido de Deus Pai, o máximo presente: Cristo Jesus, retribuímos ao Senhor, presenteando Cristo na pessoa dos nossos irmãos, pois Jesus afirmou: “Em verdade, vos digo: tudo o que fizestes ao menos de meus irmãos, a mim o fizeste”. (Mt 25,40)
domingo, 4 de dezembro de 2011
Figuras marcantes do Advento
Por Dom Edson de Castro Homem - Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Quatro figuras nos acompanham no tempo do Advento da nossa preparação do Natal de Jesus. São elas: Isaías, João, Maria, José. Muito nos dizem em palavras e atitudes. Isaías é relido na liturgia da Igreja como sendo o profeta, entre outros, que anunciou a vinda do Messias, descendente de Davi, que faria reinar a paz e a justiça sobre a Terra e nela propagaria o conhecimento de Deus (Is 2,1-5; 7,10-17; 9,1-6; 11.1-9; 28,16-17 ). O livro do Segundo Isaías (caps. 40-55) e o do Terceiro Isaías (caps. 56-66) compendiados no único livro do profeta Isaías, também eles são relidos em chave messiânica. De ambos reproduzimos os seguintes textos citados no Novo Testamento e aplicados a Jesus na liturgia do Advento: “Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus” (Is, 40, 3) e “O espírito do Senhor Deus está sobre mim; enviou-me para levar a boa-nova aos pobres” (Is 61, 1).
João é o profeta precursor do Messias. É citado pelos evangelistas como aquele que, por sua pregação e estilo de vida, ajudou o povo a preparar o caminho do Senhor, para sua chegada. Coube-lhe o privilégio de batizar a Jesus no início de sua vida pública. Por isso, é chamado de Batista. Eis como se identifica: “Eu sou a voz que grita no deserto: Aplainai o caminho do Senhor, conforme o profeta Isaías” (Jo 1, 23); “Eu batizo com água, mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis e que vem depois de mim” (Jo 1, 26-27).
Maria ocupa lugar todo especial no Advento por razões óbvias: não pode haver Natal sem a mãe. Ela gerou e deu à luz a Jesus. Por isso, os liturgistas preferem chamar o Advento de o “Mês de Maria”. A mãe a esperar seu Filho é o próprio sentido deste tempo, pois também a Igreja, à semelhança de Maria, aguarda Aquele que já traz consigo e está em seu meio.
Há uma aproximação entre o mistério da maternidade divina de Maria e a profecia de Isaías no diálogo do anjo Gabriel: “Eis que conceberás no teu seio, darás à luz um filho e o chamarás com o nome de Jesus” (Lc 1, 31; cf. Is 7,14; cf. também Mt 1, 23). Nela se cumpre a profecia. Cabe também à Igreja unida ao Espírito favorecer a vinda de Cristo ao mundo.
São José é igualmente figura que caracteriza o Advento. O evangelista Mateus destaca-o, ao inseri-lo no Evangelho da infância em algumas circunstâncias: “José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em casa sua mulher” (Mt 1, 24); “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito. Fica até que eu te avise porque Herodes vai procurar o menino para o matar” (Mt 2, 13). Importante para a vivência do Advento, como experiência própria de José, são as razões que o anjo em sonho lhe expõe: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1, 20-21).
Digna de nota é a atitude de José, assim narrada: “ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em casa sua mulher” (Mt 1, 24). Aguardou o nascimento de Jesus com sua santíssima esposa. Acolheu o Menino como seu filho desde a gestação. Trata-se da obediência da fé que fez dele um homem justo e abençoado.
Está no cerne da espiritualidade do Advento a aceitação do Filho de Deus como único filho de Maria. Daí, a presença ativa e receptiva de São José enquanto casto esposo da Virgem, pai adotivo e protetor do Menino Jesus e de sua mãe.
As figuras mencionadas nos apontam os mistérios da encarnação, do Natal e da infância de Jesus, de modo diverso, mas complementar. Ilustram a meditação pessoal na leitura orante da Bíblia. Atualizam a mensagem durante a celebração comum da liturgia da Palavra.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
As Festas de Natal e seus Símbolos [parte 2]

Anjos e Sinos
Como outrora os coros dos anjos, hoje, os sinos bimbalham alegremente, anunciando-nos a Boa Nova que é para todos os homens: “Nasce-nos o Salvador, hoje e sempre!” (leia Lc 2,8-14)
Presépio

Idealizado por São Francisco de Assis, o presépio serve muito para lembrar a todos nós, o despego às coisas deste mundo: o Filho de Deus desprezou os bens terrenos e nasceu desabrigado, em pobre gruta de Belém.
Lembra-nos também o dever da hospedagem, da boa acolhida que se deve dar a Jesus, Homem-Deus.
Em Belém não houve lugar para Ele! Em nossa família haverá? E em nosso coração? Se há lugar para Cristo em nosso coração, haverá também para Ele na pessoa do pobre, do enfermo?
Velas... Para quê?

As velas são símbolo de Cristo – Luz do mundo – já anunciado pelos profetas: “O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa, resplandeceu uma Luz.” (Is 9,1)
“Não terás mais necessidade do sol para te alumiar, nem da luz para te iluminar, permanentemente terás por Luz, o Senhor e por resplendor, o teu Deus.” (Is 60,19)
Há arranjos de Natal em que aparecem três velas. Isto significa a tríplice geração do Verbo:
- Eterna, em Deus: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus.” (Jo 1,1)
- No tempo: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua Glória.” (Jo 1,14)
- Na Graça: é a Presença de Deus em nós, por Cristo Jesus, no Amor do Espírito Santo: “... quem Me ama guarda os meus mandamentos. Meu Pai o amará, viremos a Ele e faremos nele morada.” (Jo 14,23)
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