sábado, 25 de fevereiro de 2012

SEMINÁRIO MISSA COM CRIANÇAS



Numa parceria entre a Pastoral Litúrgica e da Iniciação Cristã da Arquidiocese do Rio de Janeiro, aconteceu no sábado, dia 25 de fevereiro, o "2º Seminário de Liturgia: Missa com Crianças". Irmã Lúcia Imaculada e Cônego José Moraes conduziram o evento, no auditório do edifício João Paulo II. O tema escolhido para este ano foi a música na Missa com crianças.
O encontro começou com a animação por conta da dupla Egder e Erick e em seguida as Laudes conduzidas por Diácono Jatobá. O painel sobre o tema foi conduzido pelo Cônego Moraes e as catequistas Mariana Nunes e Tatiana de Melo. Após o intervalo, Cônego Moraes respondeu as perguntas da assembleia e o encerramento emocionante ficou por conta do coral mirim da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, do vicariato urbano.




Esperamos que os participantes tenham aproveitado ao máximo esta oportunidade excelente para nossa formação.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Quaresma: momento para descobrir que o amor é possível



Na Quarta-feira de Cinzas, começamos um período litúrgico importante da nossa fé católica: a Quaresma. O tempo da Quaresma, eminentemente penitencial, em preparação para a Páscoa, é o propício momento em que todos nós, fiéis batizados, somos convidados a intensificar a vida de oração, penitência e caridade, com realce especial ao jejum e à abstinência. Contudo, só se compreende a Quaresma através do olhar de um Deus que se encarna, morre e ressuscita por amor a cada um de nós. Isto mesmo, Deus mergulha na epopeia e tragédia da vida humana para nos resgatar das correntes do pecado e dar-nos a vida eterna.

A Quaresma está intimamente conectada com o desejo de felicidade e infinito, latentes em cada coração humano. Sem ela não se entende o ser cristão, sem ela não se entendem os mistérios da indigência e da grandeza humana. Constata-se por muitos espaços da vida humana um mar de tristezas e frustações. A depressão, segundo dizem, é o mal de nosso século. Nunca sentimos tanta falta de infinito, e nunca estivemos tão presos ao efêmero, ao passageiro, ao transitório, aquilo que não gera relações humanas, valorizando demasiadamente o virtual e nos esquecendo do real, da dor, das misérias, da pobreza, da violência e das misérias morais que relativizam o belo, o sagrado, gerando a cultura do descartável.

O que impede o coração humano de encontrar a felicidade? Muitas são as respostas, muitos estudos são apresentados diariamente nos meios de comunicação. Buscam-se explicações psicológicas, sociais, econômicas, políticas etc. Mas, são poucos os que chegam ao fundo do problema. A verdadeira e plena felicidade só será alcançada quando passarmos pela via quaresmal, que é o caminho de purificação e penitência que nos liberta, através da graça, dos grilhões do pecado.

O pecado é o maior obstáculo. Infelizmente, estamos imersos numa cultura que o comercializa. O mais triste é que buscando a felicidade, a humanidade parece afundar-se cada vez mais no lodo e morre sufocada pelo veneno do pecado, que destrói almas e sonhos. E é a própria sociedade que promove esse tipo de vida, se questiona dos porquês dessas realidades que contaminam o orbe sem se importar com as condições econômicas ou sociais das pessoas.

A maior alienação é a incapacidade de perceber o quanto o ser humano se quebra quando se entrega ao pecado. Existe uma desintegração espiritual que se manifesta na sociedade e prolifera em estruturas. Ele nasce pessoal e, em proporção com a matéria, gravidade e circunstâncias, gera o mal social.

O reconhecimento de nossas misérias e fraquezas diárias é o primeiro passo para o encontro profundo consigo mesmo e com Deus. O pecado é a desintegração da nossa natureza e aliena nossa vida da realidade eterna a qual todos nós somos chamados. A penitência não é masoquismo, mas reconhecer de modo concreto e visível a nossa indigência e necessidade. Ela nos coloca no caminho do perdão, que é o resgate da unidade perdida pelo mal.

O salmo penitencial 51(50) exclama com beleza poética o drama do pecado e a recuperação do Rei Davi. A primeira coisa que o pecado ataca é nossa consciência, ou seja, a capacidade de perceber e distinguir o mal e o bem. O Rei Davi possui a graça de ter um grande amigo, o profeta Natã. Este, sem medo das consequências e guiado pela força do Espirito Santo, acusa Davi do seu pecado. A paz e a felicidade voltam ao rosto do rei de Israel apenas quando ele reconhece e deseja reparar o mal cometido.

O pecado nos coloca no sono mais profundo e nos impede de encontrar a paz que deve reinar em nossas vidas. Só através da paz, que nasce do encontro arrependido com Cristo misericordioso, poderemos encontrar a felicidade. Os verdadeiros amigos são aqueles que nos ajudam a despertar e a ver a realidade em toda sua complexidade, como fez Natã com Davi. Eles são capazes disso não porque sabem mais ou são mais capacitados, mas, sim, porque nos amam. Como está escrito em Eclesiástico: “O amigo fiel é poderoso refúgio, quem o descobriu, descobriu um tesouro” (Eclo 6,14).

A crise de felicidade está proporcionalmente relacionada com uma crise de amizade. Poucos encontram verdadeiros amigos. Muitas vezes não sabemos ser bons amigos. Neste clima de preparação para a JMJ RJ, conclamo ao jovem: desperte através do encontro com Cristo, o dom da amizade. Não se pode ser cristão sozinho. Jovem evangeliza jovem. Com razão impacta, positivamente, milhões de pessoas a participação nas Jornadas Mundiais da Juventude, no encontro com Cristo juntamente com o Santo Padre o Papa. Nessas jornadas, os jovens descobrem que a amizade já existe entre eles, pois todos possuem em comum o grande amigo Jesus Cristo, aquele que nunca nos abandona.

Dizem que hoje as pessoas não querem se relacionar, desejam apenas se “conectar”, pois é mais fácil colocar o outro em “off”. O medo em criar laços sólidos brota, em muitos casos, da incerteza do amor. O pecado apaga de nossas vidas a certeza de que é possível amar. A fragmentação de nosso ser, oriunda do pecado, nos impede de confiar no outro.

Assim, neste importante tempo de Quaresma despertemos novamente o desejo de felicidade. Purifiquemos nossas almas do pecado que obstaculiza o encontro com Cristo, amigo capaz de nos guiar com passos seguros. Como o Rei Davi, peçamos a Deus piedade por nossos pecados. Não tenhamos medo de reconhecer nossas transgressões.

Deus conhece nosso ser, ama a verdade e nos ensina a sabedoria. Ele nos dá a felicidade, o júbilo e nos purifica de todas as iniquidades, fazendo-nos “mais brancos do que a neve”. Sobretudo, Deus cria em cada um de nós um coração novo, através da penitência e do perdão sacramental. A via quaresmal bem vivida despertará em nós um espirito firme e devolverá o júbilo da salvação. (cf. Sal 51).

Que nesta Quaresma tenhamos a coragem de fazer uma passagem profunda de purificação do pecado para a graça, no caminho bonito do itinerário do seguimento e discipulado do Redentor!

† Orani João Tempesta, O. Cist.
  Arcebispo do Rio de Janeiro

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade 2012



A CF 2012 visa a saúde integral. Há muito tempo, ela vem sendo considerada a principal preocupação e pauta reivindicatória da população brasileira, no campo das políticas públicas.
O SUS (Sistema Único de Saúde), inspirado em belos princípios como o da universalidade, cuja proposta é atender a todos, indiscriminadamente, deveria ser modelo para o mundo. No entanto, ele ainda não conseguiu ser implantado em sua totalidade e ainda não atende a contento, sobretudo os mais necessitados destes serviços.

Objetivo Geral
Refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde.

Objetivos Específicos
a) Disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prá­tica de hábitos de vida saudável;

b) Sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o supri­mento de suas necessidades e a integração na comunidade

c) Alertar para a importância da organização da pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe;

d) Difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos socio­culturais de nossa sociedade;

e) Despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando à defesa do SUS e a reivindicação do seu justo financiamento;

f) Qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde.


ORAÇÃO DA CF 2012
Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão
se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.
Amém.

Mensagem do Papa para a Quaresma 2012

(parte 4)

3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.

Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.

Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua.

Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre atual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).


Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 3 de Novembro de 2011



Para baixar a carta na íntegra, clique aqui

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

QUAL SERÁ O NOME DO NOSSO PROGRAMA?


Começamos hoje mais uma etapa em nosso blog para que você, internauta, nos dê sua opinião para escolhermos o nome do nosso programa na WEBTV Redentor.

A equipe da Pastoral da Comunicação nos pediu a maior urgência, pois precisa definir toda a identidade gráfica do programa em função do seu nome.

Na primeira fase da enquete, o vencedor com 58% dos votos foi "À Luz da Iniciação Cristã". Recebemos mais três sugestões. Uma delas vem exatamente ao encontro da vencedora: seria "CLIC", sigla para "Caminhando à Luz da Iníciação Cristã". A outra é "Primeiros Passos", lembrando a ideia do catecumenato enquanto caminho da fé e a terceira "Iniciados em Ação" que nos recorda a importancia dos testemunhos e da missão. Dê o seu voto na nova enquete na barra lateral do nosso blog.

O Progarama da Inciação Cristã irá ao ar em breve. Aguadem que logo divulgaremos mais detalhes!!

Mensagem do Papa para a Quaresma 2012


(parte 3)

2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.

O fato de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de considerá-la na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.

Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e onipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a ação do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Jornada Catequética do Vicariato Jacarepaguá



Foi MARAVILHOSA!!!!


Os trabalhos foram iniciados com o tema: “Viver, abraçar por inteiro, ser apaixonado pelo meu chamado” por Flora Maria Senra, coordenadora de Crianças e Adolescentes do Vicariato Jacarepaguá. Em seguida, Paulo Roberto Silva da Escola de Evangelização Santo André meditou sobe o valor e a grande responsabilidade em abraçar este chamado com o tema: “O discípulo é um coração que ouve”. Foi um momento extraordinário! Paulo Roberto Silva mostrou o quanto é preciso ter intimidade com a Palavra, pois só assim podemos enfrentar o desafio da Missão recebida. 

A Santa Missa foi celebrada por Padre Renato Martins, que também ressaltou a grande responsabilidade em ser um discípulo de verdade. 

Contamos ainda com a presença do Padre Evandro José da Silva que foi excelente. Destacou o quanto é importante colocar em prática a missão recebida, e procurar sempre, abastecer sua missão com formação, vida de oração e estar atento às necessidades da realidade com o mundo. Em seguida, Irmã Lúcia Imaculada mais uma vez falou do processo do caminho do Catecumenato, o quanto se faz necessário colocar em prática. 

Tivemos dinâmicas e partilha, foi um dia MAGNÍFICO!!! 


Abaixo, algumas fotos:



Mensagem do Papa para a Quaresma 2012

(parte 2)

1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.

O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e, todavia, são objeto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bemdo outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o fato de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo atual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).

A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.

O fato de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eternaDe forma geral, hoje se é muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Mensagem do Papa para a Quaresma 2012

Caríssimos,
A Quaresma se aproxima e nos próximos dias vamos meditar trechos da linda mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2012.



Mensagem
"Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras"
(Heb 10, 24) 

Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2012 

Irmãos e irmãs! 


A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal. 


Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da fé» (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

NOSSO PROGRAMA NA WEBTV



A Iniciação Cristã do Rio de Janeiro vai começar um programa na WebTV Redentor! E estamos contando com a sua participação. Começamos hoje uma enquete para escolha do nome do nosso programa. É só votar numa das opções na barra lateral, ou, ainda, sugerir um outro nome bacana e enviar para o nosso e-mail de contato catequeserj@arquidiocese.org.br. Esse novo canal de evangelização também é seu! Ajude-nos a construí-lo!

 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Conheça o conceito da Logomarca da JMJ RIO2013





Com base no trecho da Palavra do Evangelho de São Mateus, percebe-se a necessidade de expressar uma referência direta à imagem de Jesus e ao sentido do discípulo. Neste episódio, Jesus se encontrou com seus discípulos em uma montanha, após sua ressurreição. Como símbolo da cidade do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor também se encontra em uma montanha e é um monumento reconhecido no mundo inteiro. O tema é uma palavra de ordem proclamada pelo próprio Senhor Jesus, e assim a Sua imagem possui destaque no centro do símbolo.

Os elementos do símbolo formam a imagem de um coração. Na fé dos povos o coração assumiu papel central, assim como o Brasil será o centro da juventude na Jornada Mundial. Também designa o homem interno por inteiro, se tornando nesta composição a referência aos discípulos que possuem Jesus em seus corações.

Os braços do Cristo Redentor ultrapassam a figura do coração, como o abraço acolhedor de Deus aos povos e jovens que estarão no Brasil. Representa nossa acolhida, como povo de coração generoso e hospitaleiro.

A parte superior (em verde) foi inspirada nos traços do Pão de Açúcar, símbolo universal da cidade do Rio de Janeiro, e a cruz contida nela reforça o sentido do território brasileiro conhecido por Terra de Santa Cruz. As formas que finalizam a imagem do coração possuem a cor azul, representando o litoral, somada ao verde e amarelo que transmitem a brasilidade das cores da bandeira nacional.


* Fonte: Site JMJ RIO2013




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Encontro de Coordenadores 2012





Encontro de Coordenadores Paroquiais: 2012, 
Ano do Discipulado na Arquidiocese do Rio de Janeiro!


No último dia 04/02, de 8h às 12h, aconteceu no Edifício João Paulo II, na Glória, o Encontro dos Coordenadores dos Vicariatos Norte, Sul e Urbano.  Estiveram presentes representantes da Pastoral do Batismo, Catequese Especial, Iniciação Cristã de Crianças e Adolescentes e Iniciação Cristã de Jovens e Adultos. A abertura e oração inicial, com leitura e meditação da Palavra de Deus, foi conduzida pelos Vigários Episcopais do Vicariato Norte e Urbano, Monsenhor Gustavo Auller e Pe.José Laudares, respectivamente, e pelo Pe. Frank Luis Francisnatto, Assistente Eclesiástico da Iniciação Crianças e Adolescentes do Vicariato Sul.

Logo após, os coordenadores presentes foram convidados a, reunidos em grupo, de forma dinâmica, meditar sobre as qualidades, atitudes e dons necessários para ser um bom coordenador. As conclusões dos grupos foram apresentadas em plenário e foi possível verificar a criatividade dos nossos coordenadores paroquiais, além de uma profunda consciência do seu papel de animadores e condutores do trabalho da Iniciação à Vida Cristã em nossas comunidades.

A parte formativa foi feita pelo Pe. Fábio de Freitas Guimarães, vigário paroquial da Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Isabel, que abordou o tema Jesus, Formador de Discípulos. O tema foi escolhido visando a orientar os catequistas, introdutores e agentes da Pastoral do Batismo para uma melhor vivência do Ano do Discipulado, que celebramos em nossa Arquidiocese.

A Ir. Lúcia Imaculada, coordenadora arquidiocesana da Iniciação Cristã, fez  comunicações referentes às diversas dimensões da Iniciação Cristã, com destaque para a nomeação de Bárbara Fonte para auxiliá-la na coordenação arquidiocesana. Apresentou, ainda, as várias atividades desenvolvidas pela Comissão, como a revisão dos livros para o Catecumenato Infantil da Iniciação Cristã. Ir.Lúcia lembrou que os livros atuais devem continuar a ser utilizados e adquiridos, pois a mudança não se dará no curto prazo.

O encontro foi encerrado com uma bela oração, conduzida pela Bárbara Fonte, que nos levou a aos pés da Cruz do Senhor como o Discípulo Amado, reafirmando a nossa fé.

Já no Vicarito Oeste o Encontro seguiu a mesma programação, e aconteceu na Paróquia N. Sra. da Conceição (Realengo), no horário das 14h às 18h. Após a oração inicial, feita pelo Pe. Alessandro (assistente eclesiástico), o Vigário Episcopal Mons. Luiz Artur, dirigiu palavras de incentivo a todos os coordenadores. O  palestrante da tarde  foi o Pe. Diogo Spagola, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Pe. Miguel) que animou os coordenadores a serem discípulos que buscam novos caminhos para o acolhimento e a inserção de todos os que procuram em nossas paróquias a "Casa da iniciação à vida cristã". 

Confira algumas fotos na parte inferior do blog.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

FOLIA COM CRISTO

BOM É LOUVAR O NOSSO DEUS!

A avenida Presidente Vargas ferveu!! O sol de quase 40o graus esquentou ainda mais a animação dos quase 60 mil foliões que prestigiartam a maior Micareta católica do Brasil: o "Folia com Cristo", grande evento da nossa Arquidiocese incorporado como preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.
O idealizador da Folia, Padre Renato Martins, deu as boas-vindas a todos e fez a preparação para a Santa Missa, que abriu o evento e foi presidida por Dom Orani e co-celebrada por Dom Antonio Augusto e diversos sacerdotes e diáconos. Os cantos foram conduzidos por Olívia Ferreira e Eliana Ribeiro que emendou na animação logo após a celebração eucarística, dando também seu testemunho cristão.
E a animação não parou por aí, o trio elétrico que estava concentrado em frente ao Campo de Santana subiu até a Candelária ao som de Márcio Pacheco, Maris e Jake.
Vejam que imagens bacanas desse lazer super-saudável na nossa galeria de fotos (na parte final do nosso blog).
E ano que vem tem mais! Eu vou, e você???

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Primeira reunião do ano




            A comissão arquidiocesana da iniciação cristã realizou sua primeira reunião de 2012, no dia 28 de janeiro, sábado, na Catedral de S. Sebastião. Estiveram presentes os assessores e cordenadores vicarais dos segmentos que compõem a comissão: Pastoral do Batismo, Catequese Especial, crianças e adolescentes e jovens e adultos.

            A oração inicial foi conduzida por Joice Coopper, e, em seguida foi realizada uma dinâmica sobre a figura do coordenador, seguida de plenário.

            Após o intervalo, D. Pedro Cunha Cruz. Bispo referencial da iniciação cristã dirigiu palavras de incentivo aos inícios de trabalho de toda a equipe.

            Em seguida, Irmã Lucia Imaculada, apresentou os principais eventos  e metas de 2012, além de trazer  muitas notícias e, dentre elas, a apresentação de Bárbara Machado Fonte como membro a integrar a  coordenação arquidiocesana. E anunciou também que Agar Pinho Vinagre, passará para a assessoria arquidiocesana do Catecumenato Infantil.

            Foi distribuída também a bela mensagem de 2012, escrita por Madre Maria Helena Cavalcanti, que em seu conteúdo afirma: “Estamos entrando em um novo tempo. Um novo tempo é um novo coração, novos valores, nova maneira de encarar tudo. (...) O anúncio da Boa Nova é para todos os dias, todos os séculos, até o fim dos tempos. O Evangelho de Cristo não envelhece, com o tempo, mas rejuvenesce o tempo.”

            Terminando a reunião, os coordenadores vicariais se reuniram em grupos, para organizarem a estrutura dos encontros de coordenadores paroquiais que acontecem nos meses de fevereiro e março, conforme agenda divulgada em nosso blog.