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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Propostas aprovadas pela 35ª Assembleia Arquidiocesana da IVC - 09/11/2019



Pilar da PALAVRA: iniciação à vida cristã e animação bíblica da vida e da pastoral

151. Revisar, a partir dos desafios do mundo urbano, o dinamismo das comunidades eclesiais missionárias, possibilitando que o anúncio de Jesus Cristo transforme pessoas, famílias, ambientes, instituições e estruturas sociais.

- O anúncio de Jesus Cristo para transformar pessoas, precisa de uma igreja acolhedora que vê a necessidade de cada pessoa e de sua comunidade
- Incentivar: encontros nas casas dos catequizandos; envolver a família para perseverar.

153. A comunicação e o anúncio da pessoa de Jesus Cristo não podem ser apenas teóricos. É indispensável possibilitar experiências concretas da vida eclesial a partir da dimensão de relacionamento fraterno (At 2,4-5), diante de um contexto de forte individualização e consumo, inclusive do religioso.

- Festa da Bíblia – um festival com dança, música, etc.
- Mais dinâmicas para evangelizar


Pilar do PÃO: liturgia e espiritualidade

164. Resgatar a centralidade do domingo como Dia do Senhor por meio da participação na Missa Dominical ou, faltando essa, na Celebração da Palavra. Somente situações excepcionais podem justificar a ausência nesse momento central da vivência da fé cristã. A assembleia eucarística é considerada “alma do domingo” (DD, n. 34e cap. 3)“ e, não sem razão, entre os mandamentos da lei de Deus, está a guarda do Domingo e dos dias Santos e, razão pela qual, entre os mandamentos da Igreja, encontra-se o dever da participação na celebração eucarística nesse dia (CIgC, n. 2042; CIC, cân. 1246-1248).

- Valorizar a importância da liturgia no domingo do Senhor. Assim como respeitar as peculiaridades de cada celebração de acordo com seu tempo litúrgico.
- Achamos que para a família participar na missa dominical com maior constância está em: realizar um trabalho de conscientização na família, para que ela veja a importância da missa em suas vidas e como a sua presença é importante. E a primeira forma será pelo acolhimento, que fará a família ser mais participativa e interessada em fazer parte da vida na igreja. Com a experiência, a família passará a conhecer o amor de Jesus.
- Incluir a família, as crianças e os jovens em funções da celebração da Eucaristia.

167. Valorizar o canto litúrgico, o espaço sagrado e tudo que diz respeito ao belo como serviço à vida espiritual. Nesse sentido, incentive-se a comunhão entre as pastorais da Liturgia, da Catequese, da Cultura e da Arte Sacra.

- Preparar melhor a participação dos catequizandos na missa, fazendo a Leitura Orante do evangelho de domingo.
- Faz-se necessário um cuidado especial nas escolhas dos cantos, encenações e danças dentro ou fora da ação litúrgica.
- As músicas devem estar em sintonia com o que está sendo celebrado. Para haver esta união, as pastorais devem trabalhar em comunhão plena: liturgia, catequese e arte sacra.

168. Respeitar o ano litúrgico em suas especificidades, tanto no conteúdo quanto na forma. Deve-se tomar grande cuidado com celebrações peculiares realizadas para atender necessidades e interesses individuais, sem relação alguma com o tempo litúrgico em que ocorrem e que, por vezes, desfocam a importância da centralidade do Domingo e da participação na comunidade paroquial.

- Não permitir que as celebrações fujam que ao proposto pelo tempo litúrgico. Em caso de dúvida, consultar os subsídios oferecidos pela Igreja.
- Imprescindível a unidade da ação evangelizadora, através da variedade de métodos e instrumentos.


Pilar da CARIDADE: a serviço da vida

175. Priorizar as ações com as famílias e com os jovens, como resposta concreta aos sínodos da família (2014 e 2015) e da juventude (2018), para que, sustentados e animados pela comunidade de fé, possam ser sal e luz, mantendo viva a esperança do Reino. A ação pastoral junto às famílias e aos jovens deve estar presente em todas as comunidades, abrindo-se espaços para diferentes formas de vivência da mesma fé.

- Viver a fraternidade dentro da paróquia.
- Acompanhar as famílias a partir do batismo visitando-as e levando-as à integração na comunidade eclesial.
- Promover encontros mensais ou bimestrais com as famílias das crianças e dos jovens.
- A pastoral familiar poderia realizar um trabalho mais integrado com a iniciação cristã. Convidar a participarem do grupo “ mães que oram por seus filhos” e “terço dos homens”. 
- Visitar os catequizandos que se afastaram.
- Comemorar os aniversários dos batizados e primeira eucaristia.
- Fazer com o jovem se sinta parte da comunidade eclesial, tendo responsabilidades e sendo exemplo .
- Busca de estruturas física e pessoal para acolher a juventude.

178. Desenvolver grupos de apoio às vítimas da violência, nas suas mais variadas formas, de modo especial as agredidas pela dependência química, as que perderam entes queridos em razão da violência ostensiva e as que se veem tentadas a retirar a própria vida e a de inocentes que estão por nascer, bem como todos os atentados contra a vida.

- Buscar na própria comunidade profissionais nas diversas áreas, para que possam dar assistência e apoio àqueles que necessitam. Ex: psicólogos, professores, profissionais do canto, assistente social, médicos, advogados, aulas de violão, etc.

Pilar da AÇÃO MISSIONÁRIA: estado permanente de missão

191. Desenvolver os projetos de visitas missionárias a áreas e ambientes mais distanciados da vida da Igreja. Estabelecer um cronograma de visitas, de modo que se possa acompanhar o amadurecimento das pessoas e estimular a formação de novas comunidades, sempre alicerçadas na Palavra, no Pão e na Caridade. Evitar realizar visitas únicas ou pontuais, destinadas apenas a apresentar a realidade eclesial já existente.

- Oração do terço nas casas.
- Novena de natal e visita da imagem da padroeira.

194. Considerar uma prioridade pastoral histórica o investimento de tempo energia e recursos com os jovens. Formar acompanhadores de jovens, promover missões juvenis em vista da renovação de experiências de fé e de projetos vocacionais e abrir espaços para que os jovens criem novas formas de missão, por exemplo, nas redes sociais (ChV, n. 240, 241 e 246).

- Os jovens devem se sentir protagonistas nas atividades da paróquia. Por exemplo: missão nas casas dos paroquianos para uma oração, um canto de louvor. Manter atividades que se alegrem em participar (pastoral da música, teatro). Manter EAC’s e EJAC’s como portas de entrada para novos jovens. As lideranças devem estar sempre preocupadas em ouvi-los, incentivando-os e ouvindo suas dúvidas.
- Se não evangelizarmos os jovens hoje, não teremos igreja amanhã. Temos que usar os jovens para evangelizar outros jovens.

197. Priorizar a pessoa como objetivo da ação missionária. A Cultura do Encontro deve ser o pano de fundo para a missão permanente. Percursos de acompanhamento espiritual, que contemplem cada pessoa na sua individualidade, buscando sair da lógica das massas para entrar na dinâmica do Mestre que se põe a caminho para estar com Os desanimados discípulos que voltavam para Emaús (Lc 24,13-35), escutando suas angústias e oferecendo-lhes a luz da Palavra e da Eucaristia, são também caminhos de uma autêntica missão.

- Fortalecer a nossa espiritualidade para que possamos buscar força e coragem de ir ao encontro da pessoa. Entender as suas angústias e sofrimentos, mostrando-lhe o caminho de volta, levando-o ao encontro do Pai Misericordioso, animando os desanimados. Para isso, precisamos primeiro nos alimentar para oferecer a estes a luz do verdadeiro caminho.
- Implantar a “Pastoral da Escuta”. Pessoas disponíveis para ouvir outras pessoas, suas angústias, dúvidas e questionamentos. Aconselhar conforme a Palavra e se necessário encaminhar ao diácono ou pároco. Essas pessoas não precisam ficar só na igreja, mas também podem visitar as casas das pessoas que vivem na região da paróquia.
- As pessoas hoje querem ser ouvidas. Aprender a trabalhar o diálogo. Acolher, escutar, ajudar e animar.




sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Comunidades eclesiais missionárias é o tema da 18ª Assembleia do Regional Leste 1

A presidência do Regional Leste 1 – CNBB receberá no Centro de Estudos Sumaré no Rio de Janeiro receberá os delegados que participarão da 18ª Assembleia do Regional que se inicia nesta quinta-feira, 21 de novembro e vai até o próximo sábado, 23 de novembro.
São convocados para a Assembleia Regional os bispos que compõem o Conselho Episcopal do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o Vigário Geral, o Coordenador de Pastoral e dois representantes de cada diocese do Estado e o coordenador e o assessor da Pastorais, movimentos, serviços e organismos presentes no Regional.
Neste ano a assembleia terá como temática central as Comunidades Eclesiais Missionárias, proposta pelas novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019 – 2023 e que foram aprovadas em maio durante a 57ª Assembleia Geral da CNBB em Aparecida, SP.
Dom José Francisco Rezende Dias, arcebispo metropolitano de Niterói e Presidente do Regional fez a abertura do encontro, acolhendo os presentes e agradecendo a todos que contribuíram para a realização da 18ª Assembleia Regional. Dom Gilson Andrade da Silva, bispo de Nova Iguaçu e Vice-presidente do Regional, recordando as palavras do Papa Francisco, disse que é um momento de sentir com o coração da Igreja e que, como irmãos, devemos viver em primeiro lugar aquilo que propomos aos demais. Por fim o Secretário do Regional, dom Tarcisio Nascentes dos Santos, bispo de Duque de Caxias, fez um apelo para que sejamos mais fraternos nas nossas relações.
Tendo sido realizada a abertura da Assembleia, Dom José passou a palavra a Comissão Organizadora do encontro que é formada por Dom Gilson Andrade da Silva, Dom Luiz Antônio Lopes Ricci e Dom Paulo Celso Dias do Nascimento. Os bispos apresentaram um relatório que foi desenvolvido com base nas respostas que as dioceses e pastorais enviaram de um questionário formulado pela Comissão e em seguida foi aberta a fala aos delegados para que complementassem esse primeiro momento de escuta.
A Assembleia continua nessa sexta-feira, 22 de novembro e terá a presença do Dom Claudio Hummes, falando sobre o Sínodo para a Pan-Amazônia. Além do cardeal teremos ainda a presença do Secretário-Geral da CNBB, dom Joel Portalla Amado, que é membro do Regional Leste 1, falando sobre as Novas Diretrizes.



segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Continuando a falar sobre casa ...


Em julho deste ano, o 9º Congresso Arquidiocesano tratou da Paróquia, como casa da iniciação à vida cristã. Este pano de fundo também esteve presente em nossa Assembleia, ocorrida no último dia 9 de novembro, na Paróquia Nossa Senhora de Loreto, com a presença de quase 1.000 catequistas de todos os Vicariatos.
O que dizer da 35ª Assembleia Arquidiocesana da Iniciação à Vida Cristã, cujo tema foi “Paróquia, casa de portas abertas”? Qual termo usar? Iluminada, talvez seja a expressão mais correta.
Nossa manhã começou com a missa presidida por D. Orani, que enfatizou a importância dos sacramentos da Iniciação Cristã e pediu que todos, particularmente os mais sofridos, doentes, excluídos, sejam acolhidos por todos nós. Que a acolhida seja generosa em todas as paróquias. Disse D. Orani, “as novas Diretrizes da Igreja do Brasil nos falam da importância do acolhimento e do envio. Por isso a Igreja de portas abertas é uma realidade não só física, mas também do ir e vir. Que essa 35ª Assembleia da Iniciação à Vida Cristã de nossa Arquidiocese possa contemplar toda a dinamicidade da Igreja com os seus pilares, suas bases e preparar-nos ainda mais para a missão permanente. Uma vez batizados, sempre missionários. Por isso, Igreja de portas abertas”.
Após o intervalo para o lanche, Frei Juan José Ormazábal, da paróquia Santo Agostinho, na Barra da Tijuca, refletiu sobre o tema do dia, “Paróquia, casa de portas abertas”, onde estabeleceu uma relação entre “a casa paróquia” e a nossa casa. O subsídio que iluminou a palestra foi o documento 109, da CNBB: Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil (DGAE 2019-2023). Afirmou Fr. Juan: “Deus habita esta cidade. O Senhor está no meio de nós. Que nossas comunidades eclesiais tenham jeito de casa, casa de acolhida, não uma coisa estática. Um jeito de ser que evoque uma ideia de casa que acolhe. Para isto é necessário o pilar da Palavra de Deus, da Iniciação Cristã; o pilar do Pão, onde a casa é sustentada pela Liturgia, que é a espiritualidade; o pilar da Caridade, que é o acolhimento fraterno, especialmente dos mais frágeis e excluídos e, por último, o pilar da missão; é impossível fazer uma experiência profunda com Deus na comunidade, sem levar vida missionária”.
Posteriormente à palestra, os catequistas foram divididos em 32 grupos de trabalho, onde leram os encaminhamentos dos quatro pilares, propostos pelas DGAE (2019-2023) e apresentaram propostas para serem aprovadas pela Assembleia e apresentadas em forma celebrativa.
Para ilustrar a ideia de que todos nós somos responsáveis por esta construção, foi montada pelos representantes dos grupos, em forma de quebra cabeça, um grande painel com a imagem da casa de portas abertas e alicerçada pelos quatro pilares.




Finalmente, não podemos esquecer o empenho de toda a Comissão da Iniciação à Vida Cristã, que trabalhou com afinco, alegria, determinação e vontade de que as paróquias pudessem se animar e colocar em prática o que foi vivido neste dia. É unânime a sensação de dever cumprido e a leveza de reiterar que o que nos ensina S. Paulo: “nós somos muitos mas formamos um só corpo” (1 Cor 10,17).

Annette Fernandes
Coordenadora Arquidiocesana da Pastoral do Batismo

Fotos: Assis Freitas


segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Paróquia, casa de portas abertas!

D. Orani João Tempesta
Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro

Com a celebração do Rio Celebra, no dia 09 de novembro, celebramos a 35ª Assembleia Arquidiocesana da Iniciação à vida Cristã, que tem como tema: “Paróquia, casa de portas abertas” (Conforme documento 109 CNBB).
Lembramos a importância dos Sacramentos da Iniciação à Vida Cristã. Ensina o Catecismo da Igreja Católica que: “Através dos sacramentos da iniciação cristã – Batismo, Confirmação e Eucaristia são lançados os alicerces de toda a vida cristã. «A participação na natureza divina, dada aos homens pela graça de Cristo, comporta uma certa analogia com a origem, crescimento e sustento da vida natural. Nascidos para uma vida nova pelo Batismo, os fiéis são efetivamente fortalecidos pelo sacramento da Confirmação e recebem na Eucaristia o Pilo da vida eterna Assim. por estes sacramentos da iniciação cristã, eles recebem cada vez mais riquezas da vida divina e avançam para a perfeição da caridade» (3).”(cf. Catecismo da Igreja Católica 1212).
A Igreja no Brasil, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em 1973 publicou o Rito de Iniciação Cristã de Adultos – RICA - A publicação do RICA, com uma segunda edição no ano 2001, que, sobretudo, enriqueceu o vocabulário eclesial com uma expressão quase que esquecida, mas tão antiga quanto a Igreja: a Iniciação Cristã. Os fiéis que queiram adquirir o RICA podem ter uma visão da beleza de seu conteúdo pelo sítio https://bibliaecatequese.com/rica-rito-da-iniciacao-crista…/.
Em nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, como gesto concreto nessa linha catecumenal, foi publicado o Diretório Arquidiocesano da Iniciação Cristã. Rio de Janeiro (Nossa Senhora da Paz Livraria e Editora, 2008, 80 pp). Um documento que foi e continua sendo uma referência iluminadora da ação evangelizadora em nossa Igreja. Além disso temos uma coletânea de livros catequéticos próprios usando a linha da iniciação à vida cristã.
A CNBB, repercutindo o Diretório Nacional de Catequese e, sobretudo, a Conferência de Aparecida, tomou como tema prioritário da 47ª. Assembleia Geral de Aparecida, de 2009, a questão da iniciação da vida cristã.
Na linha do que ensina o Código de Direito Canónico e do Rito da Iniciação Cristã dos adultos (RICA) lembramos que o vetor principal deste itinerário formativo procura concretizar uma autêntica “conversão pastoral” na medida em que faz da “dimensão sobrenatural da vida cristã” o critério da ação pastoral. Procura-se não só recuperar a ordem tradicional dos Sacramentos da Iniciação cristã, como valorizar a dimensão da Graça presente nos Sacramentos. Neste sentido, a celebração dos Sacramentos é vista como ponto de partida da vida cristã, entendida, assim, como um dinamismo de reconhecimento e desenvolvimento da Graça.
A iniciação cristã para os já batizados consiste em desenvolver os germens da fé já infundidos no sacramento do Batismo. Para os não batizados é o processo que conduz ao mergulho total (batismo) no mistério de Cristo Jesus. Nesse processo iniciático estão incluídos, quer as ações litúrgico-rituais (celebrações, ritos, entregas, escrutínios...) como o processo catequético no sentido estrito de ensinamento e reflexão sobre a sabedoria evangélica, a doutrina de Jesus Cristo e os exercícios de vida cristã em vista da assimilação completa do mistério cristão. O complexo processo que, desde o século II, prevaleceu na Igreja para iniciar os novos membros nos mistérios da fé, recebeu o nome de Catecumenato.
Para alguns autores o “catecumenato” deveria significar apenas o “segundo tempo” da iniciação cristã, o mais longo e mais propriamente catequético. Entretanto, a maioria usa o termo “catecumenato” para significar todo o processo da iniciação cristã. O neocatecumenato é um itinerário de vida cristã para os já batizados, com estatutos próprios, nascido na Espanha e está muito presente no Brasil. Não se deve, pois, confundir catecumenato como o caminho neocatecumenal.
O caminho da iniciação da vida cristã deve ser vivido em conformidade com o que pede o Documento de Aparecida: “ser cristão não é uma carga, mas um dom: Deus Pai nos abençoou em Jesus Cristo”. “A alegria do discípulo é antídoto frente a um mundo atemorizado pelo futuro e oprimido pela violência e pelo ódio. A alegria do discípulo não é um sentimento de bem-estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a boa nova do amor de Deus. Conhecer Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber e dar; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DAp, 29).
Nesse sentido, em que hoje devemos estar atentos em ir ao encontro de todas as pessoas, conforme nos pede o Papa Francisco, buscando levar o Evangelho em todas as periferias existenciais, queremos refletir sobre a Paróquia, casa de portas abertas.
Quando falamos que a “Paróquia, casa de portas abertas” não significa que devemos esperar que os fiéis acorram para os sacramentos. Nós devemos ir ao encontro de todos, para levar a Boa Nova do Evangelho e para testemunhar, pela vivência dos sacramentos e sacramentais, a santidade de Deus, da Igreja e de cada um de nós. Por isso vamos ao encontro dos que foram batizados e não receberam a Eucaristia e a Crisma, ou daqueles muitos que nem foram batizados e precisam iniciar todo o itinerário da iniciação cristã.
O Papa Francisco, já nos Sínodo sobre as Famílias, em 2015, ele expressava que “uma igreja com as portas fechadas trai a si mesma e à sua missão, em vez de ser ponte, converte-se em barreira”. “As paróquias têm de estar em contato com os lares, com a vida das pessoas, com a vida do povo. Têm de ser casas onde a porta esteja sempre aberta para ir até os demais. E é importante que a saída siga uma clara proposta de fé.” “Trata-se de abrir as portas e deixar que Jesus saia afora com toda a alegria de sua mensagem. Por isso, não nos deixemos roubar a alegria evangelizadora! Por favor, não nos deixemos roubar a alegria evangelizadora.” “Peçamos por nossas paróquias, para que não sejam escritórios, mas que, animadas por um espírito missionário, sejam lugares de transmissão da fé e testemunho da caridade”, pede o Papa Francisco. (https://pt.aleteia.org/…/papa-francisco-pede-que-paroquias…/, último acesso em 08 de novembro de 2019)
Recentemente, o Santo Padre, o Papa Francisco, nos dá uma orientação de como devem ser as nossas Paróquias: “A comunidade eclesial descrita no livro dos Atos dos Apóstolos vive das muitas riquezas que o Senhor põe à sua disposição — o Senhor é generoso! — experimenta crescimento numérico e muita efervescência, apesar dos ataques externos. Para nos mostrar esta vitalidade, Lucas, no Livro dos Atos dos Apóstolos, indica-nos também lugares significativos, por exemplo o pórtico de Salomão (cf. At 5, 12), ponto de encontro dos crentes. O pórtico (stoà) é uma galeria aberta que serve de abrigo, mas também de ponto de encontro e testemunho. Lucas, de facto, insiste nos sinais e maravilhas que acompanham a palavra dos Apóstolos e no cuidado especial dos doentes aos quais eles se dedicam. No capítulo 5 dos Atos, a Igreja nascente é mostrada como um «hospital de campo» que acolhe os mais débeis, isto é, os doentes. O sofrimento deles atrai os Apóstolos, que não possuem «nem prata nem ouro» (At 3, 6) — assim diz Pedro ao coxo — mas sentem-se fortes pelo nome de Jesus. Aos seus olhos, como aos olhos dos cristãos de todos os tempos, os doentes são destinatários privilegiados da boa nova do Reino, são irmãos nos quais Cristo está presente de modo especial, para que sejam procurados e encontrados por todos nós (cf. Mt 25, 36.40). Os doentes são privilegiados para a Igreja, para o coração sacerdotal, para todos os fiéis. Não devem ser descartados, pelo contrário, devem ser curados, devem ser cuidados: são objeto de preocupação cristã” (cf.http://w2.vatican.va/…/papa-francesco_20190828_udienza-gene…, último acesso em 08 de novembro de 2019)
A acolhida de todos, o respeito, a escuta e a proximidade é o único caminho para que levemos a alegria do Evangelho a todos os homens e mulheres. Uma Igreja acolhedora, missionária, em saída no abraço fraterno da misericórdia e da compaixão.
Com esta nossa Assembleia queremos reafirmar nosso compromisso de “Paróquias, casas de portas abertas” aonde todos, particularmente os mais sofridos, doentes, excluídos, marginalizados, que vivem em situação de risco ou de dificuldades de toda sorte sejam acolhidos. Que a escuta de todos, sem exceção, e a acolhida generosa sejam as marcas de todas as Paróquias em nossa Arquidiocese, assim seja!


Foto: Assis Freitas

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Assembleia do Vicariato Sul

No dia 24 de agosto, a Iniciação Cristã do Vicariato Sul realizou a sua Assembleia Vicarial de 2019. Ela aconteceu na Pequena Cruzada que faz parte da Paróquia Santa Margarida Maria.

O tema deste ano foi "Ano Vocacional Sacerdotal - A Iniciação Cristã para despertar vocações".
Após uma calorosa acolhida, padre Frank, o padre animador da Iniciação Cristã do Vicariato Sul, proferiu uma palestra sobre o tema deste ano e desafiou os catequistas a proporem gestos concretos para o Ano Vocacional Sacerdotal.


E posterior ao lanche partilhado, nos reunimos em pequenos grupos para conversar sobre o desafio proposto.
Ao final da manhã, antes do momento litúrgico que encerrou nossa Assembleia foram apresentadas as propostas que serão compiladas pela coordenação dos três segmentos e posteriormente apresentadas ao nosso Vigário Episcopal.
Foi uma manhã muito enriquecedora e de muita partilha entre os catequistas, confirmando o papel importante que a Iniciação Cristã tem no despertar e no animar os vocacionados, aqueles que atenderam ao chamado de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Joyce Stone – Coordenadora de Jovens e Adultos do Vicariato Sul

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Assembleia do Vicariato Suburbano

Foi realizada no dia 17 de agosto, na paróquia Nossa Senhora do Divino Amor (Irajá), com o tema “A ação transformadora dos discípulos missionários no mundo atual” com base no documento 109.


Iniciamos com uma belíssima adoração, realizada pelo Pe. Rogério, nosso Vigário Episcopal.



sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Registros de uma frutuosa Assembleia

Nos dias 26, 27 e 28 do mês de Julho do ano de 2019, realizou-se a 27ª Assembleia da Dimensão Bíblico-Catequética do Catequética do Regional Leste1, na Casa de Retiros Betânia, no município de Vassouras. Estiveram presentes 54 representantes de diversas Dioceses. Pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, estiveram presentes Rosali Bastos, Maria de Fátima Lopes, Sheila Campista, Wallace Farias, Ir. Patrícia Violeta de Maria e Ir. Lucia Imaculada.

O evento se iniciou às 18h com a missa presidida pelo padre Nilson, da Diocese de Volta Redonda e Barra do Piraí. Após o jantar, o mesmo Pe. Nilson conduziu a palestra sobre a mística da Iniciação à Vida Cristã, em tempos  de mudança .

No sábado, após a Celebração Eucarística e o café da manhã, o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, D. Paulo Romão conduziu os trabalhos do dia, apresentando as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), contidas no documento 199, da CNBB.

As palestras do dia foram entremeadas com trabalho de grupos que promoveram a troca de experiências entre os participantes. O ponto alto da formação foi a apresentação, por parte de D. Paulo, dos quatro pilares da ação evangelizadora:  Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária. A apresentação dos trabalhos ressaltaram como a Catequese pode assumir estes pilares em sua ação pastoral, culminando com belo momento celebrativo. E à noite, o arraial do Leste 1 animou todos os participantes que celebraram a alegria  e a amizade cristã.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Repercutindo a 34ª Assembleia da Iniciação Cristã

Foto: Ir. Lucia Imaculada



Aconteceu no dia 10 de novembro, a 34ª Assembleia da Iniciação Cristã da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Como nos anos anteriores, os padres barnabitas e os paroquianos do Santuário de Nossa Senhora de Loreto, na Freguesia, acolheram calorosamente os quase 800 catequistas vindos dos 8 vicariatos da arquidiocese para uma manhã de muita alegria, partilha e formação. 
As paróquias foram recepcionadas pelos alegres cânticos de boas vindas, o EAC da Paróquia Santa Luzia, na Gardênia Azul, que também colaboraram na organização e distribuição do lanche.
EAC na Assembleia



A Assembleia é o momento de celebrar o que foi vivido pelos catequistas em suas comunidades e de renovar a fé e o compromisso para 2019. Logo ao chegar, cada participante recebeu seu kit, que veio com a aguardada agenda de eventos vicariais e diocesanos para o próximo ano.
Na oração inicial, uma novidade: a reflexão sobre o diálogo de Jesus com a Samaritana foi dinamizada através de um bibliodrama que contou com a participação do grupo de teatro do Santuário e das Irmãs de Belém, na música.
Bibliodrama
Em seguida, tivemos as palavras de boas-vindas do pároco do Santuário, Padre Sebastião, e do Cônego Robert Chrzaszcz, Vigário Episcopal do Vicariato Jacarepaguá.


Côn. Robert

Pe. Sebastião
O momento de formação da manhã ficou a cargo do Padre Antônio Marcos Depizzoli, assessor da CNBB para a animação bíblico-Catequética. Ele apresentou a reflexão intitulada “Caminhando à luz da Iniciação Cristã”: Padre Antonio trouxe várias dicas de leitura e a experiência obtida no convívio com catequistas de todo o Brasil, mostrando como um olhar atento sobre o cotidiano pode fornecer elementos preciosos para a evangelização e catequese.



O lanche, além de restaurar as forças, foi também a oportunidade de rever os irmãos de caminhada e de conferir as novidades trazidas pelas principais editoras católicas. Depois, os participantes dividiram-se em pequenos grupos para conversar e elaborar propostas de melhoria para a ação pastoral da Iniciação à Vida Cristã em 2019, que foram partilhadas em Assembleia e repercutidas pelo Padre Antonio.
Grupos
Foi lembrada também a proximidade da 4ª Semana Brasileira de Catequese, evento que reunirá catequistas de todo o país entre os dias 14 e 18 de novembro, em Itaici, no interior de São Paulo: a logomarca da 4ª SBC foi apresentada em linguagem catequética, através da dança, e a oração elaborada para o evento foi recitada por todos.
Dança Logo

Na conclusão dos trabalhos da manhã, os catequistas participaram da missa, celebrada pelo Padre Eufrázio, assessor eclesiástico da Iniciação Cristã em nossa Arquidiocese. 
Missa 34ª Assembleia

Depois de uma manhã assim, fica aquele gostinho bom de “quero mais” e o desejo de fazer mais e melhor por aqueles que buscam Jesus Cristo.
Finais

Texto: Wallace Farias – Coordenador Arquidiocesano de Jovens e Adultos

Fotos: Assis Freitas

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Assembleia do Vicariato Suburbano

18 de agosto, a paróquia São Luiz Gonzaga, acolheu uma manhã muito rica de conhecimentos e partilha onde os participantes renderam muitos elogios, tudo para honra e glória de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Encerramos com a distribuição do lanche para os moradores de rua, que foi muito gratificante!

Yara Aquino – Coordenadora do Catecumenato do Vicariato Suburbano

Assembleia Suburbano 2018

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Assembleia do Vicariato Sul

No dia 18 deste mês de agosto, a Iniciação Cristã do Vicariato Sul realizou a sua Assembleia Vicarial de 2018, na Paróquia São Judas Tadeu no Cosme Velho. 
O evento foi aberto pelo pároco, Padre Diegues, que calorosamente recebeu todos os catequistas de Crianças e Adolescentes, Jovens e Adultos e agentes da Pastoral do Batismo de nosso Vicariato. 

Em seguida tivemos um momento muito especial conduzido pelo diácono Gilvan da Paróquia de Nossa Senhora de Copacabana: uma roda viva com o tema "Ano do Laicato: Vamos conversar sobre a nossa missão?". 
 

Após o lanche partilhado por todos, nos reunimos por segmento para conversar sobre nossas atividades, trocar informações e comunicar ações necessárias para os eventos mais próximos, como por exemplo, a 18ª Mostra Bíblica que acontecerá no dia 23/09 nessa mesma paróquia em que estávamos reunidos.


Ao final da manhã encerramos o evento com música, uma reflexão do Papa Francisco sobre a passagem bíblica de Mt 5, 13-16, a distribuição de uma linda lembrança confeccionada pela Coordenadora Vicarial da Pastoral do Batismo, Neia, e a Oração do Catequista em que pedimos ao Senhor forças para prosseguirmos com nossa missão de seus discípulos missionários.




Joyce Stone – Coordenadora de Jovens e Adultos do Vicariato Sul