sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Confraternização de Natal 2018 do Vicariato Sul

Dia 05 de dezembro, às 19h na Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus realizou-se a confraternização de Natal dos catequistas do Vicariato Sul.
Foi um encontro de muita alegria em que pudemos nos reunir para celebrar e agradecer por mais um ano de serviço ao Senhor, anunciando a Boa Nova da salvação a nossos catequizandos. 
Em nossa celebração litúrgica refletimos sobre o tempo do Advento, época de vigilância, conversão, e preparação para acolher o Menino Deus que vai nascer no Natal. Cantamos, oramos, distribuímos presentes e partilhamos um farto e delicioso lanche. Foi de fato, uma reunião de família, de irmãos unidos em Cristo Jesus.
Confraternização de Natal - Sul

Com carinho,

Ana Claudia e Marcelo
Coordenação da Iniciação Cristã de Crianças e Adolescentes do Vicariato Sul

Joyce
Coordenação da Iniciação Cristã de Jovens e Adultos do Vicariato Sul

Neia
Coordenação do Batismo do Vicariato Sul


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Audiência do Papa: com Jesus, aprender a rezar com humildade

Concluída a série sobre os Dez Mandamentos, o Papa Francisco iniciou um novo ciclo de catequeses dedicado ao “Pai-Nosso”. Diante de milhares de fiéis na Sala Paulo VI, o Papa partiu sua explicação do Evangelho de Marcos.

“Senhor, ensina-nos a rezar”: na Audiência Geral desta quarta-feira (05/12), o Papa Francisco iniciou um novo ciclo de catequeses dedicado ao “Pai-Nosso”.
Concluída a série sobre os Dez Mandamentos, o Pontífice se concentra agora na figura de Jesus como homem de oração.

Todos te buscam!
Diante de milhares de fiéis na Sala Paulo VI, o Papa partiu sua explicação do Evangelho de Marcos.
Desde a primeira noite de Cafarnaum, Jesus demonstra ser um Messias original. Na última parte da noite, quando o alvorecer se anuncia, os discípulos ainda o buscam, mas não conseguem encontrá-lo. Até que Pedro finalmente o encontra num lugar isolado, completamente absorto em oração. E lhe diz: “Todos te buscam!” (Mc 1,37).
Mas Jesus diz aos seus que deve ir além; que não são as pessoas a buscá-Lo, mas é antes de tudo Ele a buscar os outros. Por isso, não deve fincar raízes, mas permanecer continuamente peregrino pelas estradas da Galileia. “E também peregrino em relação ao Pai, isto é, rezando. Em caminho de oração.”
“Tudo acontece numa noite de oração”, notou o Papa. “Em alguma página das Escrituras, parece ser a oração de Jesus, a sua intimidade com o Pai, a governar tudo”, explicou.

Jesus, homem de oração
“Eis o ponto essencial: Jesus rezava.” Jesus rezava com intensidade nos momentos públicos, mas buscava também locais apartados que lhe permitissem entrar no segredo de sua alma. Rezava com as orações que a mãe lhe havia ensinado.
Jesus rezava como reza qualquer homem do mundo. E mesmo assim, no seu modo de rezar, estava contido um mistério, algo que certamente não passou desapercebido aos olhos dos seus discípulos, a ponto de dizerem: “Senhor, ensina-nos a rezar”. Eles viam Jesus rezar e tinham vontade de aprender.
“E Jesus não recusa, não tem ciúme da sua intimidade com o Pai, mas veio justamente para nos introduzir nesta relação. E assim se torna mestre de oração dos seus discípulos, como certamente quer ser para todos nós. ”

Sempre aprender a rezar
Mesmo rezando há muitos anos, devemos sempre aprender!, exclamou o Papa. A oração do homem, este anseio que nasce de modo assim tão natural da sua alma, é talvez um dos mistérios mais intensos do universo. E não sabemos nem mesmo se as orações que endereçamos a Deus são realmente as que Ele quer ouvir de nós.
Há orações inoportunas, afirmou Francisco, citando aquela narrada na parábola do fariseu e do publicano. O fariseu era orgulhoso, fazia de conta que rezava, mas seu coração era frio.
“O primeiro passo para rezar é ser humilde. Ir ao Pai, a Nossa Senhora: ‘Olhe, sou pecador, fraco, malvado’, cada um sabe o que dizer. Mas sempre se começa com a humildade. O Senhor escuta, a oração humilde é ouvida pelo Senhor.”
Por isso, iniciando este ciclo de catequeses sobre a oração de Jesus, a coisa mais bela e mais justa que todos devemos fazer é repetir a invocação dos discípulos:
“Será belo no tempo de Advento repetir: Senhor, ensina-nos a rezar. Todos podemos ir além e rezar melhor e pedir ao Senhor, ‘ensina-nos a rezar’. Façamos isso neste tempo de Advento. Ele certamente não deixará cair no vazio a nossa invocação. ”
Imaculada
Ao final da catequese, ao saudar os peregrinos poloneses, o Pontífice saudou os redatores da seção polonesa da Rádio Vaticano, que celebram 80 anos de fundação. “Eu lhes agradeço pelo serviço ao Papa e à Igreja.”
Francisco recordou ainda a celebração no próximo domingo, na Polônia, da 19ª Jornada de oração e de Ajuda à Igreja no Leste. “Com reconhecimento penso a todos aqueles que com a oração e as obras concretas, apoiam as comunidades eclesiais dos países vizinhos.”
O Papa lembrou por fim a celebração no próximo sábado, 8 de dezembro, da solenidade da Imaculada Conceição. “Entreguemo-nos a Nossa Senhora! Ela, como modelo de fé e de obediência ao Senhor, nos ajude a preparar os nossos corações a acolher o Menino Jesus no seu Natal”, disse Francisco.
Como é tradição, no dia 8 o Papa vai até a Praça de Espanha para uma homenagem com flores a Nossa Senhora. A Rádio Vaticano/Vatican News transmitirá o evento ao vivo, com comentários em português, a partir das 16h locais (13h no horário de Brasília).

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-12/papa-francisco-audiencia-geral-jesus-rezar.html

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Preparemos os caminhos

D. Orani João Tempesta
Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro

A celebração do Advento é uma insubstituível pedagogia para compreender o mistério da salvação, a fim de que Jesus seja o ponto de referência não somente para sentimentos piedosos e religiosos, mas para empenhar toda a existência no anúncio e testemunho do Reino.
A expectativa vigilante e alegre caracteriza sempre o cristão e a Igreja, porque o Deus da revelação é o Deus da promessa, que manifestou em Cristo toda a sua fidelidade ao homem: “Todas as promessas de Deus encontram n’Ele o seu sim” (2Cor 1, 20). Ao realizar-se em definitivo a história das “promessas de Deus”, no fim dos tempos, aparecerá o objeto de todas essas promessas, isto é, o próprio Deus, visto e possuído em toda a riqueza da sua graça (cf. 1 Cor 13,8-12). A liturgia exprime sempre a realidade e quando, no Advento assume a esperança de Israel, o faz vivendo-a em níveis mais profundos e plenos de atuação.
A expectativa vigilante é acompanhada sempre pelo convite à alegria. O Advento é tempo de expectativa alegre porque aquilo que se espera certamente acontecerá. No Advento temos vários símbolos que nos ajudam a viver a espiritualidade desse tempo e um deles é a coroa do advento.
A Coroa de Advento tem a sua origem em uma tradição antiga europeia. No inverno, se acendiam algumas velas que representavam ao "fogo do deus sol" com a esperança de que a sua luz e o seu calor voltassem. Essa coroa é originária dos países nórdicos (países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade. Simbolismos estes que se tornaram muito adequados ao mistério natalino cristão, e que por isso, adentraram facilmente nos países sulinos. Visto que se converteram rapidamente em mais um elemento de pedagogia cristã para expressarmos a espera de Jesus como Luz e Vida, em conjunto com outros símbolos, certamente mais importantes, como são as leituras bíblicas, os textos de oração e o repertório de cantos. Os primeiros missionários aproveitaram esta tradição para evangelizar as pessoas. Partiam de seus próprios costumes para ensinar-lhes a fé. Assim, a coroa está formada por uma grande quantidade de símbolos:

A forma circular: O círculo não tem princípio, nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e, também, do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca se deve terminar. Além disso, o círculo dá uma ideia de “elo”, de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.

Os ramos verdes: Verde é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Bênçãos que nos foram derramadas pelo Senhor Jesus, em sua primeira vinda entre nós, e que agora, com esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na sua segunda e definitiva volta. Ao mesmo tempo, ter um ramo verde no inverno europeu é um símbolo de resistência diante das intempéries.

As quatro velas: As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, as quatro semanas do Advento. No centro do círculo se colocam as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva à oração, e simbolizam as quatro manifestações de Cristo: 1- Encarnação, Jesus Histórico; 2- Jesus nos pobres e necessitados; 3- Jesus nos Sacramentos; 4- Parusia: segunda vinda de Jesus. No início, vemos nossa coroa sem luz e sem brilho. Recorda-nos a experiência de escuridão do pecado. A medida em que se vai aproximando o Natal, vamos ao passo das semanas do Advento, acendendo uma a uma as quatro velas representando assim a chegada, em meio de nós, do Senhor Jesus, luz do mundo, que dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada.

A coroa do Advento é o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus.
Você pode fazer uma coroa do Advento em sua casa e celebrar com sua família à luz da nossa fé a chegada de Jesus Cristo nosso Salvador. E a cada domingo ir acendendo as velas, convidando seus familiares para rezar. Aproveitar desse sinal para se reunir e rezar a novena de natal, um modo tradicional de preparar a vinda do Senhor.
Seria muito bom que em cada casa de nossa Arquidiocese façamos um esforço de providenciar uma coroa do advento: a cada semana ascendendo uma vela somos convidados a rezar a Novena do Natal, a vivenciar a récita do terço em família e a reunirmos nossos vizinhos, parentes e amigos para se prepararem com dignidade para o Natal fazendo a novena com o texto arquidiocesano que também nos prepara para o Ano Vocacional iniciando no início do Advento. No Natal se celebra o nascimento de Jesus. Seja nosso Natal um Natal com Jesus, por Jesus e em Jesus.
Vivamos intensamente o tempo do Advento e que o Cristo seja a luz a iluminar a nossa vida e que iluminados pelo Senhor que vem, que veio e que virá seja a guia de nossa vida e testemunho do seguimento cristão!

“Senhor Jesus, celebrar o teu Natal é fazer da minha vida, da minha casa, um lugar de eternidade e salvação. Que a Tua luz brilhe em cada coração. Acendendo cada vela desta coroa do Advento queremos acender a esperança, o amor, a fraternidade e a Salvação que é o grande presente que queremos dar a todos que amamos por intermédio do Menino Jesus, que vai nascer em nossa família”.

Foto: https://diocesesa.org.br/2017/12/12/tempo-do-advento/


Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/2415/preparemos-os-caminhos

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Carta do Papa à Arquidiocese do Rio pelo Ano Vocacional em 2019

Queridos irmãos cariocas!

Ao inaugurar-se o Ano vocacional da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, no dia 1º de dezembro, quero me unir ao clamor de cada um de vocês ao senhor da Messe para que envie sempre mais operários para a missão nessa terra abençoada pelo Cristo Redentor.
Aliás, a sua estátua no alto do corcovado, com seus abraços abertos como que num grande abraço acolhedor, nos lembra que já a nossa vida é fruto de uma chamada de Deus: nos chamou à vida porque nos ama e tudo predispôs§ para que cada um de nós fosse único. Ele é Deus conosco, acompanha-nos ao longo das estradas por vezes poeirentas da nossa vida e, sabendo da nossa pungente nostalgia de amor e felicidade, chama-nos à alegria, que se encontra somente no dom de nós mesmos aos outros (cf. Mensagem para o 55º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, 22/IV/2018).
Por isso, quero repetir as palavras que dirigi aos jovens durante a minha inesquecível visita à cidade Maravilhosa em 2013: «Deus chama para escolhas definitivas, Ele tem um projeto para cada um: descobri-lo, responder à própria vocação é caminhar para a realização feliz de si mesmo (...). Alguns são chamados a se santificar constituindo uma família através do sacramento do Matrimônio. (...) o senhor chama alguns ao sacerdócio, a se doar a Ele de modo mais total, para amar a todos com o coração do Bom
Pastor. A outros, chama para servir os demais na vida religiosa: nos mosteiros, dedicando-se à oração pelo bem do mundo, nos vários setores do apostolado, gastando-se por todos, especialmente os mais necessitados. (...) Queridos jovens, talvez algum de vocês ainda não veja claramente o que fazer da sua vida. Peça isso ao Senhor; Ele lhe fará entender o caminho (...): Senhor, o que quereis que eu faça, que caminho devo seguir?» (Discurso aos Voluntários da JMJ, 28/VII/2013).
Por isso, ao depositar aos pés de Nossa Senhora Aparecida os votos de que esse Ano Vocacional seja muito fecundo envio à toda a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro a minha Bênção Apostólica, pedindo que, por favor, não deixem de rezar por mim.

Vaticano,23 de novembro de 2018.


Papa Francisco

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Leste 1 agradece a ação missionária dos leigos e leigas!

Presidimos na manhã do sábado, dia 24 de novembro a celebração da Eucaristia na conclusão da 17ª Assembleia Geral Ordinária, do nosso Regional Leste 1. Queremos agradecer a Deus por todos aqueles que participaram, contribuíram, refletiram e pedir a Deus para que as nossas conclusões que hoje são apresentadas para que nos inspirem em nossas dioceses, paróquias e comunidades para podermos viver mais intensamente ainda esta ação evangelizadora.
Nossos trabalhos foram inspirados nas diretrizes, com suas urgências, na recepção no Sínodo dos Bispos da Juventude, assim como na questão social das políticas públicas inspirados na próxima Campanha da Fraternidade. O nosso diálogo aberto e franco durante esses dias, nos ajudarão em nossa caminhada pastoral nessa região do Brasil, o Estado do Rio de Janeiro.
Nós colocamos intenções de cada diocese, de cada paróquia, de cada membro que está participando de nossa Assembleia, pedindo a Deus que nos conduza nesses tempos tão importantes da nossa história, especialmente, para os leigos e leigas. Neste encerramento do ano temático, que acontece neste final de semana, e nós pedimos cada vez mais por aquilo que nós aprofundamos, que surta seus efeitos na vida da Igreja, enquanto participação ao interno e na Igreja em saída, dos leigos e leigas.
Ao final da celebração, vamos ler uma carta dos bispos para os leigos e leigas do Estado do Rio de Janeiro. Neste sábado, nesta Missa celebramos o dia dos mártires, Santo André Dung-Lac e seus 117 companheiros mártires canonizados por São João Paulo II, mártires do Vietnã durante dois séculos e meio de martírio, de perseguição da Igreja, pessoas que derramaram seu sangue por causa do Evangelho.
Eu me perguntei sobre o que nos diz essa palavra de Deus deste sábado, ao final desta nossa 17ª Assembleia do Regional Leste, que conversamos sobre ação evangelizadora da Igreja e as unidades de urgências, tanto na evangelização, as preocupações com a juventude e a questão social, levando a preparação da próxima Campanha da Fraternidade: em que nos ilumina com relação aquilo que nós conversamos, que daqui a pouco iremos ver um pouco apresentação das conclusões que levaremos para nossas Dioceses, Arquidioceses e Administração Apostólica.
O primeiro anúncio que nós ouvimos hoje é que temos uma vida e uma direção que não termina aqui nesse mundo, embora nós saibamos que é neste mundo que vamos acompanhar e vai acontecendo as nossas opções como está claro no evangelho deste dia. Acabamos de ver no Evangelho (Lc 20,27-40) que a questão colocada diante de Jesus sobre a vida eterna, por quem não acreditava na vida eterna: Jesus responde com muita clareza, que não é uma questão de procriar para continuar a vida, porque na vida eterna não é mais necessário, pois não vamos morrer mais. Jesus invoca a Escritura demonstrando que Deus é dos vivos, quando diz que Deus é o Deus de Isaac, Abraão e Jacó, que é Deus dos vivos e não dos mortos.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

“Nós ouvimos e sabemos que Ele é o Salvador do mundo”

O lema acima, extraído do Evangelho segundo João (Jo 4,42) iluminou as reflexões e trabalhos desenvolvidos durante a 4ª Semana Brasileira de Catequese – a serviço da Iniciação à Vida Cristã – sediada no mosteiro de Itaici, entre os dias 14 e 18 de novembro. O evento contou com mais de 430 participantes - clérigos, religiosos e leigos - dedicados à catequese, vindos de todos os cantos do país e do Paraguai, para partilhar suas experiências, aprofundar questões fundamentais e refletir sobre os desafios enfrentados por esse fundamental aspecto da ação evangelizadora da Igreja, que é a Iniciação à Vida Cristã de estilo catecumenal.
O evento, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, e apoiado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, ofereceu diversas conferências dedicadas às seguintes temáticas: “O anúncio de Jesus Cristo em um mundo plural”, “O seguimento de Jesus e o sentido da vida”, “O Querigma e a transmissão da fé no contexto atual”, “Celebrar e iniciar ao mistério: a liturgia”, “Do encontro com Jesus ao encontro com o irmão: viver em comunidade” e “A catequese na cultura digital: novas linguagens e novo processos de comunicação”. Além das conferências, os participantes tiveram também a oportunidade de participar de oficinas no turno da tarde, que ajudaram a aprofundar temas ligados ao processo catecumenal e serviram também para apresentar novos recursos para a ação evangelizadora, que permitem trabalhar de forma criativa e cativante aspectos da vivência cristã – leitura orante da Palavra, Liturgia, bibliodrama, dentre outros.
Outros momentos de destaque na 4ª SBC foram a homenagem ao Padre Zezinho no final do primeiro dia, por seu trabalho de evangelização e catequese, sobretudo, através da música. Uma retrospectiva afetiva de sua trajetória foi apresentada por seu colega de Congregação, Padre Joãozinho, que também interpretou algumas canções compostas pelo homenageado. A segunda noite do evento foi dedicada ao lançamento de livros dedicados à diversos aspectos da Iniciação à Vida Cristã. Além dos autógrafos e fotos, os autores também tiveram a oportunidade de apresentar as obras e de expor suas trajetórias intelectuais e pastorais. A terceira e última noite foi dedicada a homenagens: cinco importantes nomes da catequese no Brasil tiveram suas trajetórias relembradas e trouxeram inspiração para todos os presentes. Os homenageados foram o Irmão Israel José Nery, Therezinha Motta Lima da Cruz, Marlene Maria Silva, Dom Francisco Javier e o Padre Luiz Alves de Lima.
Pela primeira na história das Semanas Brasileiras de Catequese, o evento contou com a presença de um representante da Santa Sé: o monsenhor Dom Octavio Arenas, secretário do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, que teve a oportunidade de acompanhar todas as atividades e de conviver com os participantes. Além disso, apresentou no 3º dia uma conferência sobre as relações entre Iniciação à Vida Cristã e Nova Evangelização, traçando uma síntese do contexto brasileiro e latino-americano, com seus progressos e desafios pastorais.
Além de todas as atividades previstas, temos também alguns momentos não previstos mas muito ricos, que nascem justamente da interação entre os catequistas de diferentes regiões do país, que se encontram nas refeições e nos intervalos de descanso, e aproveitam para trocar ideias, sugestões, falar de suas experiências, desafios e esperanças. E, apesar da diversidade de temas, podemos destacar um tema em comum que apareceu em todas as conferências e nos momentos litúrgicos: a importância fundamental do encontro entre a pessoa do catequista e a pessoa de Jesus Cristo. É Ele que renova todas as coisas, e é n´Ele que mergulhamos nossos cântaros ao longo desses dias para tê-los plenos de uma viva esperança.
4ª SBC

Texto: Wallace Farias