quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz

"Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz" é o tema da Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial da Paz, a ser celebrado em 1° de janeiro de 2018. Eis a íntegra do texto:

"MIGRANTES E REFUGIADOS: HOMENS E MULHERES EM BUSCA DE PAZ”

1.     Votos de paz
Paz a todas as pessoas e a todas as nações da terra! A paz, que os anjos anunciam aos pastores na noite de Natal,[1] é uma aspiração profunda de todas as pessoas e de todos os povos, sobretudo de quantos padecem mais duramente pela sua falta. Dentre estes, que trago presente nos meus pensamentos e na minha oração, quero recordar de novo os mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados. Estes últimos, como afirmou o meu amado predecessor Bento XVI, «são homens e mulheres, crianças, jovens e idosos que procuram um lugar onde viver em paz».[2] E, para o encontrar, muitos deles estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta.
Com espírito de misericórdia, abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental.
Estamos cientes de que não basta abrir os nossos corações ao sofrimento dos outros. Há muito que fazer antes de os nossos irmãos e irmãs poderem voltar a viver em paz numa casa segura. Acolher o outro requer um compromisso concreto, uma corrente de apoios e beneficência, uma atenção vigilante e abrangente, a gestão responsável de novas situações complexas que às vezes se vêm juntar a outros problemas já existentes em grande número, bem como recursos que são sempre limitados. Praticando a virtude da prudência, os governantes saberão acolher, promover, proteger e integrar, estabelecendo medidas práticas, «nos limites consentidos pelo bem da própria comunidade retamente entendido, [para] lhes favorecer a integração»[3]. Os governantes têm uma responsabilidade precisa para com as próprias comunidades, devendo assegurar os seus justos direitos e desenvolvimento harmónico, para não serem como o construtor insensato que fez mal os cálculos e não conseguiu completar a torre que começara a construir.[4]

2.     Porque há tantos refugiados e migrantes?
Na mensagem para idêntica ocorrência no Grande Jubileu pelos 2000 anos do anúncio de paz dos anjos em Belém, São João Paulo II incluiu o número crescente de refugiados entre os efeitos de «uma sequência infinda e horrenda de guerras, conflitos, genocídios, “limpezas étnicas”»[5] que caraterizaram o século XX. E até agora, infelizmente, o novo século não registou uma verdadeira viragem: os conflitos armados e as outras formas de violência organizada continuam a provocar deslocações de populações no interior das fronteiras nacionais e para além delas.
Todavia as pessoas migram também por outras razões, sendo a primeira delas «o desejo de uma vida melhor, unido muitas vezes ao intento de deixar para trás o “desespero” de um futuro impossível de construir».[6] As pessoas partem para se juntar à própria família, para encontrar oportunidades de trabalho ou de instrução: quem não pode gozar destes direitos, não vive em paz. Além disso, como sublinhei na Encíclica Laudato si’, «é trágico o aumento de migrantes em fuga da miséria agravada pela degradação ambiental».[7]

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Confraternização da Iniciação Cristã do Vicariato Sul

No dia 13 deste mês, às 19h na Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, em Botafogo, realizou-se a confraternização de Natal dos catequistas do Vicariato Sul. 
Foi um encontro de muita alegria e paz onde pudemos rezar juntos, conversar e confraternizar nossa amizade em Cristo.





Nossa celebração litúrgica conduzida com muito entusiasmo pelo padre Frank, animador da Iniciação Cristã do Vicariato Sul, foi inspirada no documento 105 da CNBB em que montamos o presépio destacando em cada personagem uma característica dos leigos chamados à santidade no mundo.






Joyce Stone
Coordenação da Iniciação Cristã de Jovens e Adultos do Vicariato Sul

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

"Eu sou a Luz do mundo" (Jo 8, 12a)

No Natal celebramos a Luz divina, que brilhou para nós em Jesus Cristo, e resplandece em meio às dificuldades do nosso cotidiano, pois o próprio Senhor disse: “Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12b). Por isso o Senhor nos envia: “Vós sois a luz do mundo. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,14.16).
Meus queridos diocesanos, são tantas as pessoas que vivem na escuridão do mal, do medo e do sofrimento! Que na alegria pelo nascimento de Jesus, possamos assumir com maior entusiasmo nossa missão de refletir a Luz da Vida a todos aqueles aos quais possam chegar nossa palavra e nosso sorriso.

Com minha bênção, desejo-lhes um Santo Natal!

D. Orani João Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro

Comissão Arquidiocesana realiza confraternização de Natal

A Comissão da Iniciação Cristã se reuniu no dia 16 de dezembro, no Convento da Congregação de Nossa Senhora de Belém, em Jacarepaguá, para render graças a Deus pelo ano dentro do espírito do Advento.
Iniciamos com a Santa Missa celebrada pelo Pe. Eufrázio Morais, assistente eclesiástico da Iniciação Cristã, seguida pela retrospectiva do ano de 2017 e se preparando para 2018 e, logo depois, um singelo amigo oculto.

Confraternização da Comissão

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

As lições do Presépio

Pe. Cristiano Holtz
Vigário paroquial da Catedral de São Sebastião

Principal representação do Natal, o presépio foi idealizado por São Francisco de Assis em 1223 para retratar o nascimento de Jesus. Não é uma representação litúrgica, mas devocional. Contudo, vamos tentar lançar um olhar diferente sobre ele, contemplando suas partes a partir do valor litúrgico que cada uma possui:

a) Manjedoura: a palavra significa “lugar de se alimentar”. É o lugar onde se coloca o alimento para os rebanhos. Foi onde reclinaram Jesus após seu nascimento (Lc 2,7). Apesar da situação de abandono, é possível ler este fato como uma profecia sobre a vida de Jesus, pois na cidade de Belém (casa do pão), nasceu Aquele que disse: “Eu sou o Pão da vida” (Jo 6,35), e foi colocado na manjedoura, da mesma forma como mais tarde dirá: “Tomai todos e comei: isto é o meu corpo” (Mt 26,26).

b) São José: José, descendente de Davi (Lc 2,4), ao assumir Jesus como seu filho, dando-lhe o nome (Mt 1,21; Lc 2,21), deu-lhe a descendência de Davi, não pelo sangue, mas pela adoção (cf. Rm 4,13). É significativo recordar que, em Jesus, todos nos tornamos filhos e herdeiros, pela graça de Deus, e não mais pela Lei (cf. Gl 4,5.7).

c) Virgem Maria: Jesus nasceu de Maria, é “carne da nossa carne” (Gn 2,23). Nasceu como todos nós. Assim, podemos dizer, como lembra São Paulo no areópago: “Somos da raça do próprio Deus” (At 17,28). Agradeçamos a Deus por nos ter enviado seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para nos resgatar (cf. Gl 4,4s).

d) Estrela: foi o sinal que guiou os Magos, indicando que Jesus havia nascido (Mt 2,2). Ora, por meio do profeta Daniel, o Senhor havia dito que “os que ensinam a muitos a justiça serão como estrelas, por toda a eternidade” (Dn 12,3). A estrela nos recorda os profetas, que instruíam o povo de Israel a deixar o mal e a praticar o bem (Is 1,16-17), reorientando-o para Deus, até que chegasse a luz que ilumina todo homem (Jo 1,9).

e) Anjo: a palavra “anjo” significa “mensageiro”. Foi um anjo que trouxe a notícia do nascimento de Jesus aos pastores (Lc 2,9). O anjo nos recorda o que diz o autor da Carta aos Hebreus logo no seu início: que agora Deus fala conosco por meio do seu Filho, ao qual todos os anjos devem adorar e servir (Hb 1,6). Sua missão é indicar Aquele que é a Boa Nova por excelência, o próprio Deus na carne humana.

f) Pastores e animais: os pastores receberam o anúncio do anjo e vieram contemplar o sinal que este lhes anunciara (Lc 2,9-16). Lá chegando, encontraram Aquele que é o Bom Pastor, que dá a vida pelas suas ovelhas (Jo 10,11), e que, mais tarde, constituirá os seus discípulos como pastores (Jo 21,15-17). Assim, os pastores serão também rebanho, alimentado e protegido pelo único Pastor.

g) Magos: não são do povo de Israel, mas, guiados pela estrela, reconheceram Jesus como o Rei dos judeus, oferecendo-lhe presentes. São imagem dos pagãos, associados à fé pela ação do Espírito Santo por meio da pregação do Evangelho (At 11,18). Isso significa que o Evangelho não tem fronteiras, pode chegar até onde haja um coração disposto a acolhê-lo generosamente, fazendo novos filhos de Deus pela graça (Jo 1,12-13). Recorda também que todo aquele que, ouvindo a Palavra, reconhece Jesus como Rei, deve estar disposto a abrir generosamente seus cofres e oferecer-lhe seus dons (Mt 2,11), não somente em sentido material, mas especialmente ofertando sua vida em favor dos irmãos, na partilha solidária, na escuta, no acolhimento mútuo e no perdão.

Que estas breves lições nos ajudem a celebrar bem o Natal do Senhor!

Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/1979/as-licoes-do-presepio

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Papa: “Alegria, oração e gratidão" para viver o Natal de modo autêntico

Neste último período do tempo do Advento, confiemos nossa vida à materna intercessão da Virgem Maria. Ela é “causa da nossa alegria, não somente porque gerou Jesus, mas porque nos envia continuamente a Ele”.

A alegria do cristão “não se compra”, jamais devemos perdê-la, mesmo quando as coisas não acontecem, segundo os nossos desejos. Este o encorajamento do Papa Francisco durante a oração do Angelus neste domingo, 17 de dezembro, dia em que Bergoglio comemora 81 anos de vida.
O Santo Padre assomando à janela do apartamento pontifício do Palácio Apostólico do Vaticano para recitar o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro e com as crianças com seus Meninos Jesus que aclamam “Papa Francisco”, falou do terceiro domingo de Advento, chamado 'Domingo da alegria'.
“Queridos irmãos e irmãs – disse Francisco -  a liturgia nos convida a colher o espírito com que tudo isso acontece, isto é, precisamente, a alegria. São Paulo nos convida a preparar a vinda do Senhor assumindo três atitudes: a alegria constante, oração perseverante e a contínua ação de graças”.
O Papa se detém sobre a primeira atitude: “Vivam sempre contentes”, exorta o apóstolo. Vale dizer, permanecer sempre na alegria, mesmo quando as coisas não acontecem segundo os nossos desejos. Mas há a alegria profunda que é a paz, e a paz é uma alegria.
“As angústias, as dificuldades e os sofrimentos atravessam a vida de cada um, e tantas vezes a realidade que nos circunda parece ser inóspita e árida, semelhante a um deserto no qual ecoava a voz de João Batista, como recorda o Evangelho de hoje”.
Mas precisamente as palavras do Batista revelam que a nossa alegria baseia-se na certeza de que este deserto é habitado.
“No meio de vocês está quem vocês não conhecem”, diz. Trata-se de Jesus, o enviado do Pai que vem, como sublinha Isaías, “a trazer a boa nova aos humildes, a curar os corações doloridos, a anunciar a liberdade dos escravos, a libertação dos prisioneiros, a proclamar um ano de graças do Senhor’.
“Estas palavras, que Jesus fará suas no discurso na sinagoga de Nazaré, - explica o Papa - esclarecem que a sua missão no mundo consiste na libertação do pecado e das escravidões pessoais e sociais que ele produz. Ele veio sobre a terra para restituir aos homens a dignidade e a liberdade de filhos de Deus, que somente Ele pode comunicar”.

Celebração de Natal para as famílias

A pedido de D. Orani esta oração é para ser feita antes da ceia ou do almoço de Natal pelas famílias.