terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Papa: "é tempo que as armas se calem definitivamente"

Ao meio-dia deste domingo de Natal, o Papa Francisco assomou ao balcão central da Basílica de São Pedro para a tradicional bênção Urbi et Orbi (para a cidade e para o mundo) do Pontífice.
Em suas intenções de paz, o Papa recordou as regiões em guerra e incentivou as negociações aos países que buscam a concórdia. Francisco também recordou as famílias que perderam entes queridos em atos de terrorismo.

Abaixo, a íntegra da mensagem de Francisco.

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!
Hoje, a Igreja revive a maravilha sentida pela Virgem Maria, São José e os pastores de Belém ao contemplarem o Menino que nasceu e jaz em uma manjedoura: Jesus, o Salvador.
Neste dia cheio de luz, ressoa o anúncio profético:
«Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado; tem a soberania sobre os seus ombros e o seu nome é: Conselheiro-Admirável, Deus herói, Pai-Eterno, Príncipe da Paz» (Is 9, 5).
O poder deste Menino, Filho de Deus e de Maria, não é o poder deste mundo, baseado na força e na riqueza; é o poder do amor. É o poder que criou o céu e a terra, que dá vida a toda a criatura: aos minerais, às plantas, aos animais; é a força que atrai o homem e a mulher e faz deles uma só carne, uma só existência; é o poder que regenera a vida, que perdoa as culpas, reconcilia os inimigos, transforma o mal em bem. É o poder de Deus. Este poder do amor levou Jesus Cristo a despojar-Se da sua glória e fazer-Se homem; e o levará a dar a vida na cruz e ressurgir dentre os mortos. É o poder do serviço, que estabelece no mundo o reino de Deus, reino de justiça e paz.
Por isso, o nascimento de Jesus é acompanhado pelo canto dos anjos que anunciam:
«Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens do seu agrado» (Lc 2, 14).
Hoje este anúncio percorre a terra inteira e quer chegar a todos os povos, especialmente aos povos que vivem atribulados pela guerra e duros conflitos e sentem mais intensamente o desejo da paz.
Paz aos homens e mulheres na martirizada Síria, onde já demasiado sangue foi versado. Sobretudo na cidade de Aleppo, cenário nas últimas semanas de uma das batalhas mais atrozes, é tão urgente assegurar assistência e conforto à população civil exausta, respeitando o direito humanitário. É tempo que as armas se calem definitivamente, e a comunidade internacional se empenhe ativamente para se alcançar uma solução negociada e restabelecer a convivência civil no país.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Lançada a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz 2017

Papa reza diante chama eterna na Armênia
“Possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas”: estes são os votos expressos pelo Papa Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro.
O texto foi divulgado na segunda-feira (12/12) pela Sala de Imprensa da Santa Sé, já traduzido para o português com o título “A não-violência: o estilo da política para a paz”.

Violência em pedaços
Na Mensagem, o Pontífice recorda que esta tradição foi inaugurada pelo Beato Paulo VI 50 anos atrás, dirigindo-se a todos os povos e não só aos católicos. Para Francisco, não é fácil saber se o mundo de hoje seja mais ou menos violento que o de ontem. “Seja como for, esta violência que se exerce 'aos pedaços', de maneiras diferentes e a variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental.”
Na melhor das hipóteses – escreve o Papa –, responder à violência com a violência leva a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual. “Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência”, defende o Pontífice. Isso não significa rendição, negligência e passividade. Pelo contrário, quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais críveis de processos não-violentos de construção da paz.

Jesus e o manual das bem-aventuranças
Quem oferece o manual desta estratégia de ação é o próprio Jesus, com as bem-aventuranças: felizes os mansos, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça. Para o Papa, este “manual” não é útil só para católicos, mas também a líderes políticos e religiosos, para os responsáveis das instituições internacionais e os dirigentes das empresas e dos meios de comunicação social de todo o mundo.
Como exemplos de pessoas que souberam praticar a não-violência, Francisco citou os Santos João Paulo II e Madre Teresa de Calcutá, Mahatma Gandhi, Martin Luther King e, de modo particular, as mulheres, como Leymah Gbowee e grupo por ela liderado durante a guerra civil na Libéria.
Hoje, a não-violência pode ser a melhor tática contra os traficantes de armas, de pessoas, contra as armas nucleares e o terrorismo. Mas para praticá-la em larga escala, esta deve ser o  estilo de vida manifestado primeiramente na família. “A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade”, escreve o Papa, lançando um apelo contra a violência doméstica e os abusos sobre mulheres e crianças.

Novo Dicastério
“Asseguro que a Igreja Católica acompanhará toda a tentativa de construir a paz inclusive através da não-violência ativa e criativa”, finaliza Francisco, anunciando que em 1º de janeiro de 2017, Dia Mundial da Paz, nasce o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Este organismo ajudará a Igreja a promover a justiça, a paz e a salvaguarda da criação através da solicitude para com os migrantes, os necessitados, os doentes, os excluídos, as vítimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, os reclusos, os desempregados e as vítimas de toda e qualquer forma de escravidão e de tortura.
“No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. 'Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz': são os votos finais de Francisco.

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2016/12/12/francisco_em_2017,_comprometer-se_com_a_n%C3%A3o-viol%C3%AAncia/1278402


É Natal!

D. Orani João Tempesta
Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro

Eis o mistério da festa do Natal: nesta criança nascida para nós, Deus visitou o Seu povo, Deus entrou na humanidade! Que mistério tão profundo: Ele, sem deixar de ser Deus, tornou-se homem verdadeiramente. Veio desposar a nossa condição humana, veio caminhar pelos nossos caminhos, veio experimentar a dor e a alegria de viver humanamente: amou com um coração humano, sonhou sonhos humanos, chorou lágrimas humanas, sentiu a angústia humana… Ele, Filho eterno do Pai, tornou-Se filho dos homens para salvar toda a humanidade, “tornou-se de tal modo um de nós, que nós nos tornamos eternos”!
Hoje, cumpriram-se as Escrituras: o Dia tão esperado brilhou no meio da noite. Hoje, “o povo, que andava na treva”, a humanidade perdida e confusa, “viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte”, para nós, que temos sempre de lutar contra tantas e tantas mortes, “uma luz resplandeceu”! Nesta Noite Santa, podemos comemorar, alegrarmo-nos como os que colhem depois do trabalho e do suor do plantio, por que algo inacreditável, algo que parece um sonho, um conto de fadas, nos aconteceu! Escutai, escutai: “Nasceu para nós um Menino, foi-nos dado um Filho; Ele traz nos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da Paz. Grande será o seu reino e a paz não há de ter fim… a partir de agora e por todo sempre”! Eis a graça, a glória, o mistério desta Noite!
A Liturgia não evoca apenas os mistérios de Cristo, mas vive-os no presente. Cristo manifesta-se hoje, quando a Igreja, reunida, comemora os mistérios de Sua presença na história. Importa, pois, viver o nascimento de Cristo; importa ver como Cristo continua a nascer e manifestar-Se em nós e nos outros hoje.
Estejamos atentos: por que Aquele que vem como luz no meio da noite, vem pobre, humilde, pequeno, frágil… e somente poderá ser reconhecido se estivermos atentos: atentos aos Seus sinais, atentos às pequenas coisas, atentos aos irmãos mais frágeis, atentos ao que no mundo deprecia como sem valor, sem importância, sem poder… O Menino pode ser encontrado e reconhecido pela Virgem Maria, pelo humilde José, pelos pastores…
Nascemos com Cristo no Natal – como dizia Orígenes –: “que me adianta Cristo ter nascido em Belém, se Ele não nascer no meu coração”? Comemorando o nascimento de Cristo, a Igreja, cada um de nós, é chamado a nascer também. No Natal vivemos o mistério do encontro entre o céu e a terra, entre o divino e o humano. Deus torna-se humano para que o homem se torne divino. Esta realidade vem expressa de modo maravilhoso no Primeiro Prefácio do Natal: “Quando o vosso Filho se fez homem, nova luz da vossa glória brilhou para nós, para que, vendo a Deus com nossos olhos, aprendêssemos a amar o que não vemos”. Também no Terceiro Prefácio vem muito bem expresso o mistério do Natal: “Por Ele, realizou-se neste dia o maravilhoso encontro que nos fez renascer, pois, enquanto o vosso Filho assume a nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade; torna-se de tal modo um de nós que nos tornamos eternos”.
A eternidade penetrou no tempo, para que o tempo pudesse mergulhar na eternidade. Isso deve ser também uma realidade em nossas vidas. O que se dará de vários modos: vivendo, em espírito de acolhimento, nossa humanidade contemplada e aceita na de Cristo; reconhecendo o Menino de Belém como nosso Salvador; participando dos Sacramentos Pascais nas festividades de Natal; realizando em nós a humilde atitude de serviço que Cristo manifestou, assumindo a condição de criatura.
Diante das trevas da violência, da intolerância, das insídias da morte, da corrupção, do descaso para com os enfermos, para com os pobres e humildes nasce uma grande luz, a luz divina, que é o Menino Deus, em tudo igual a nós, exceto no pecado, para nos salvar. Ele vem impregnar a sociedade dos mais especiais e evangélicos sentimentos de fraternidade, de comunhão, de solidariedade, de partilha, de misericórdia e de paz. O Menino Deus é o Príncipe da Paz que nos convida a sermos missionários da paz Divina!
Cada um poderá descobrir como Cristo pode nascer em nós no tempo de Natal, em nossa vida. Não nos esqueçamos de que neste Natal o mais importante é que consigamos ir até Belém, participar daquela cena entranhável e dar um presente ao Menino Jesus: vejamos o rosto de Deus em cada rosto humano, e presenteemos as pessoas com o nosso sorriso, a nossa generosidade e o nosso espírito de partilha. Não nos esqueçamos de dar aos nossos parentes, amigos e colegas de trabalho o presente que ninguém pode tirar de nós: caminhemos ao presépio, contemplemos o Cristo nascido para nos salvar, e ofereçamos aos nossos queridos irmãos as orações fervorosas, pedindo as graças necessárias para no Natal comemorar a presença de Deus em nossa história, Jesus Cristo, o rosto visível do Deus invisível. Dessa forma iremos ver que é possível vencermos o ódio, a maldade humana, a violência e vivermos na harmonia, na concórdia e na constância da paz divina.
Feliz Natal! Natal Feliz é Natal com Cristo. Vamos anunciar a proximidade de Deus encarnado em uma criança a todo o mundo, testemunhando que Jesus está no meio de nós! E, assim, cantando para o Céu, vivamos na Terra a alegria do júbilo natalino: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados”!

Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/1573/e-natal

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Retiro do Vicariato Jacarepaguá

Aconteceu no dia 10 de dezembro, o Retiro da Iniciação Cristã do Vicariato Jacarepaguá, na Casa de Retiro Servas dos Pobres do Brasil, em Campinho com o tema: “Maria Modelo de Evangelização”.
Iniciamos com a missa celebrada pelo Padre Luiz Fernando de Oliveira da Paróquia Santo Sepulcro em Madureira e após, tivemos as seguintes palestras:
“A Catequese de Maria”, Ela sai, vai ao encontro, Visita à Isabel com o Frei Juan José Ormazabal (Paróquia Santo Agostinho), “O olhar, o escutar, o envolver de Maria” com o Pe. Tiago Blaszczyk (Paróquia São Pedro do Mar) e “Fazei tudo o que Ele vos disser” com o Pe. Evandro José da Silva (Paróquia Nossa Senhora de Fátima).
Foi um dia bastante proveitoso, com a oração do terço, deserto e partilha.

Flora Senra – Coordenadora de Crianças e Adolescentes do Vicariato Jacarepaguá

Retiro do Vicariato Jacarepaguá
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