Atenção Vicariato Suburbano!

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Papa: catequista não é profissão, mas vocação

            Ser catequista não é uma profissão, mas uma vocação: é o que afirma o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes do Simpósio Internacional sobre Catequese, em andamento na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires.
            No texto, o Pontífice cita um diálogo de São Francisco de Assis com um de seus seguidores, que queria aprender a pregar. O santo lhe diz: Quando visitamos os enfermos, ajudamos as crianças e damos de comer aos pobres já estamos pregando. “Nesta lição, está contida a vocação e a tarefa do catequista”, escreve o Papa.

Ser catequista
            Em primeiro lugar, a catequese não é um trabalho ou uma tarefa externa à pessoa do catequista, mas se “é” catequista e toda a vida gira em torno desta missão. De fato, “ser” catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como dom do Senhor para ser transmitido aos demais. Por isso, o catequista deve constantemente regressar àquele primeiro anúncio ou “kerygma”, que é o dom que transformou a própria vida. Para Francisco, este anúncio deve acompanhar a fé que já está presente na religiosidade do povo.

Com Cristo
            O catequista, acrescentou o Papa, caminha a partir de Cristo e com Ele, não é uma pessoa que parte de suas próprias ideias e gostos, mas se deixa olhar por Ele, porque é este olhar que faz arder o coração. Quanto mais Jesus toma o centro da nossa vida, mais nos impulsiona a sair de nós mesmos, nos descentraliza e nos faz mais próximos dos outros.

Catequese “mistagógica”
            O Papa compara este dinamismo do amor com os movimentos cardíacos: sístole e diástole, se concentra para se encontrar com o Senhor e imediatamente se abre para pregar Jesus. O exemplo fez do próprio Jesus, que se retirava para rezar ao Pai e logo saía ao encontro das pessoas sedentas de Deus. Daqui nasce a importância da catequese “mistagógica”, que é o encontro constante com a Palavra e os sacramentos e não algo meramente ocasional.

Criatividade
            E na hora de pregar, Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo. “Os meios podem ser diferentes, mas o importante é ter presente o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha a sua frente. É preciso saber mudar, adaptar-se, para que a mensagem seja mais próxima, mesmo quando é sempre a mesma, porque Deus não muda, mas renova todas as coisas Nele.
            O Papa conclui agradecendo a todos os catequistas pelo que fazem, mas sobretudo porque caminham com o Povo de Deus. “Eu os encorajo a serem alegres mensageiros, custódios do bem e da beleza que resplandecem na vida fiel do discípulo missionário.”
            O Simpósio Internacional sobre Catequese teve início no dia 11 de julho e prossegue até o dia 14. O encontro tem como tema “Bem-aventurados os que creem”, e entre os conferencistas estão o Arcebispo Luis Francisco Ladaria sj, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Mons. José Ruiz Arenas, Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Fonte: https://pt.aleteia.org/2017/07/15/papa-catequista-nao-e-profissao-mas-vocacao-2/

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Oferta da vida: nova via de santidade

Foi publicado esta terça-feira (11/07) o Motu Proprio do Papa Francisco “Maiorem hac dilectionem” sobre a oferta da vida nas causas dos santos.
Com o documento, o Pontífice abre o caminho à beatificação daqueles fiéis que, impulsionados pela caridade, ofereceram heroicamente a própria vida pelo próximo, aceitando livre e voluntariamente uma morte certa e prematura com o intuito de seguir Jesus.

Um nova via de santidade
Há séculos, as normas da Igreja Católica preveem que se possa proceder à beatificação de um Servo de Deus percorrendo uma dessas três vias: o martírio (suprema imitação de Cristo com morte violenta), as virtudes heroicas (a vivência acima do comum e constante no tempo das virtudes teologais), e os casos excepcionais (conhecida como equipolente).
Essas três vias, todavia, resultavam insuficientes para interpretar todos os casos possíveis de santidade canonizável. De fato, ultimamente, a Congregação das Causas dos Santos colocou-se a questão “se os Servos de Deus que, inspirados pelo exemplo de Cristo, tenham livre e voluntariamente oferecido e imolado a própria vida pelos irmãos num supremo ato de caridade, que tenha sido diretamente causa de morte, não mereçam a beatificação”. Trata-se, portanto, de introduzir uma quarta via, que foi chamada “oferta da vida”.

Oferta da vida: entre martírio e virtudes heroicas
Embora tenha elementos que a assemelhem seja à via do martírio, seja à via das virtudes heroicas, esta nova via pretende valorizar um tipo de testemunho cristão heroico até agora sem um procedimento específico, justamente porque não se enquadra completamente nem na categoria do martírio nem na categoria das virtudes heroicas. Não é martírio porque não há um perseguidor e não é virtude heroica porque não é expressão de um exercício prolongado das virtudes. Para delimitar este aspecto, o Motu Proprio fala de “morte num período breve de tempo”, o que não significa imediata, mas nem mesmo tão longa a ponto de transformar o ato heroico em virtude heroica.
A “oferta da vida” até então não constituía uma categoria específica, mas, se comprovada, era incorporada ou como martírio ou como virtudes heroicas – o que não fazia jus à sua verdadeira natureza. Há séculos, a Igreja não exclui das honras dos altares os fiéis que deram a vida num extremo ato de caridade, como, por exemplo, morrer contagiado com a mesma doença do enfermo assistido.
Critérios
O documento pontifício esclarece no artigo 2: “a oferta da vida, para que seja válida e eficaz para a beatificação de um Servo de Deus, deve responder aos seguintes critérios: a. oferta livre e voluntária da vida e heroica aceitação propter caritatem de uma morte certa e decorrida num breve período de tempo; b. nexo entre a oferta da vida e a morte prematura; c. exercício, pelo menos em grau ordinário, das virtudes cristãs antes da oferta da vida e, depois, até a morte; d. existência da fama de santidade pelo menos depois da morte; e. necessidade do milagre para a beatificação, ocorrida depois da morte do Servo de Deus e por sua intercessão”.

Enriquecimento
Com este documento, a doutrina sobre a santidade cristã  e o procedimento tradicional da Igreja para a beatificação dos Servos de Deus não somente não são alterados, mas são enriquecidos de novos horizontes e oportunidades para a edificação do povo de Deus, que nos seus Santos vê o rosto de Cristo, a presença de Deus na história e a exemplar atuação do Evangelho.

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/07/11/oferta_da_vida_nova_via_de_santidade/1324351

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Petrópolis sedia Encontro de Catequistas do Regional Leste 1

Aconteceu entre os dias 30 de junho e 2 de julho, a 25ª Assembleia da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética do Regional Leste 1, que corresponde às 10 dioceses do Estado do Rio de Janeiro.
O evento, sediado no Convento Madre Regina em Petrópolis, reuniu as comissões diocesanas de Iniciação à Vida Cristã e contou com as presenças do bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e referencial da dimensão Bíblico-Catequética para o Leste 1, Dom Roque Costa Souza, e do Padre Antônio Marcos Depizzoli, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-Catequética da CNBB.
Na primeira noite da Assembleia cada comissão diocesana teve a oportunidade de apresentar um breve e criativo relato dos progressos realizados e desafios enfrentados no desenvolvimento da Iniciação à Vida Cristã.
O sábado foi marcado pela apresentação do recém-lançado documento 107 da CNBB - Iniciação à Vida Cristã: itinerário para formar discípulos missionários – aprovado pela 55ª Assembleia Geral dos Bispos em Aparecida, entre abril e maio deste ano.
Padre Antônio Marcos falou das etapas de desenvolvimento do documento, das contribuições trazidas por bispos e catequistas de todo Brasil, e destacou, dentre outros pontos, a reflexão bíblica sobre o diálogo entre Jesus e a samaritana (Jo 4,1-26.39-42), na introdução do mesmo.
O último dia da Assembleia, iniciado com missa solene em honra aos Apóstolos São Pedro e São Paulo, foi dedicado à elaboração de metas pastorais para cada diocese e apresentação de propostas de ação para o Regional Leste 1.
Ao final, todos os 40 participantes retornaram às suas dioceses, animados pela rica experiência de partilha e unidade e motivados a construir pontes para o anúncio da Boa Nova.

(Wallace Farias – coordenador arquidiocesano de Jovens e Adultos)

25ª Assembleia do Leste 1
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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Retiro Arquidiocesano da Iniciação Cristã

Aconteceu nos dias 23, 24 e 25 de junho o retiro arquidiocesano da Iniciação Cristã, na Casa de Retiros Santa Juliana, em Jacarepaguá. Participaram cerca de 30 catequistas de vários vicariatos.
Padre Eufrázio, assistente eclesiástico, conduziu com momentos da liturgia das horas, adoração, missas e pregações.
            Houve também momentos de reflexão e contemplação, partilha em grupo e terço missionário com procissão luminosa.
            O retiro foi finalizado com dinâmicas de confraternização.
         Os agradecimentos vão para Pe. Eufrázio que carinhosamente dedicou o seu tempo para pastorear os presentes e as Irmãs da Congregação de Nossa Senhora de Belém que ajudaram na organização e animação.
            Com o tema “Maria conservava todas estas coisas, meditando-as em seu coração” (Lc 2,19) os catequistas puderam aprofundar na rica espiritualidade mariana.

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Retiro Arquidiocesano da Iniciação Cristã-2017
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