terça-feira, 17 de julho de 2018

26ª Assembleia do Regional Leste 1

Aconteceu de 13 a 15 de Julho, na Casa de Formação São José, no Monjolos, São Gonçalo, a 26ª Assembleia do Regional Leste 1. Estiveram reunidos nestes dias representantes e coordenadores de todo o estado do Rio de Janeiro, além do Bispo referencial D. Roque Costa e do Padre Antônio Depizzoli, assessor da CNBB.


Este ano o trabalho foi direcionado a perceber as repercussões do Documento 107 nas dioceses e arquidioceses do nosso Regional, os avanços e desafios alcançados e vividos. Os testemunhos e reflexões foram muitos ricos e inspiradores. A espiritualidade do encontro de Jesus com a Samaritana permeou todos os momentos.

Num clima de amizade e confraternização, a já tradicional Noite Cultural, foi em clima de festa julina, com direito a brincadeiras, bingo e uma divertidíssima quadrilha de São João.
Concluímos o encontro elaborando propostas para as dioceses e para o Regional. Já estamos com saudades! Que venha 2019!

Texto: Jandira Ferreira 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Nossa Senhora do Carmo

D. Orani João Tempesta
Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro

No dia 16 de julho celebramos a memória mariana de Nossa Senhora do Carmo. São muitos os textos da Ordem do Carmo e de histórias sobre o assunto, que se tornou de domínio público. Ao adentramos na história da Igreja, encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: “O Carmo existe para Maria, e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.
A palavra Carmelo vem do hebraico, ‘carmo’, e significa vinha; e ‘el’ significa Senhor; portanto, ‘Vinha do Senhor’. Este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, de onde o profeta Elias e o sucessor Eliseu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, conforme uma interpretação piedosa foi prefigurada numa pequena nuvem. (Cf. 1 Rs 18,20-45).
O Monte Carmelo, na Palestina, é o lugar sagrado do Antigo e do Novo Testamento. É o Monte em que o profeta Elias evidencia a existência e a presença do Deus verdadeiro, vendo os 450 sacerdotes pagãos do Baal, fazendo descer do céu o fogo devorador. (I Reis, 18, 19ss). É, ainda, o profeta Elias que implora ao Senhor chuva benfazeja, depois de uma seca de três anos e três meses. (1Re, 18, 45). É no Monte Carmelo que a tradição colocou a origem da Ordem Carmelitana. Ali viviam eremitas entregues à oração e à penitência.
Devido a perseguições aos cristãos na Terra Santa, o grupo de eremitas do Monte Carmelo acabou indo para a Europa, se estabelecendo na Inglaterra. Aí se uniu a eles o eremita Simão Stock. Esse homem, penitente como o profeta Elias e austero como João Batista, chamava-se Simão. Mas, diante de sua vida solitária no interior oco de uma árvore no seio da floresta, deram-lhe o apelido de Stock.
Já vivendo com os eremitas do Carmelo, e depois por passar várias dificuldades em sua vida, São Simão teve a inspiração e a confirmação mariana de sua vida e sua ordem no dia 16 de julho de 1251. Ele suplicava, com o maior empenho, à Mãe do Carmelo sua proteção, recitando a bela oração por ele composta: “Flor do Carmelo, vinha florífera, esplendor do céu, virgem fecunda, singular. Ó Mãe benigna, sem conhecer varão, aos Carmelitas dá privilégio, estrela do mar”.
Terminada esta oração, levantou os olhos marejados de lágrimas, e viu sua cela encher-se subitamente de luz. Rodeada de anjos, em grande cortejo, apareceu-lhe a Virgem Santíssima, revestida de esplendor, trazendo nas mãos o escapulário, dizendo a São Simão Stock, com inexprimível ternura maternal: “Recebe, diletíssimo filho, este escapulário de tua Ordem, como sinal distintivo e marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno”.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Irmãs de Belém: 60 anos de evangelização na educação

Em comemoração ao jubileu de 60 anos de fundação da Congregação de Nossa Senhora de Belém, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidirá a santa missa em ação de graças, no Santuário de Nossa Senhora de Loreto, em Jacarepaguá, no dia 22 de julho, às 16h.
Em entrevista ao Jornal Testemunho de Fé, a fundadora e superiora geral, Madre Maria Helena Cavalcanti, destacou a alegria da congregação em anunciar Cristo Ressuscitado, por meio da evangelização em escolas e nas catequeses. Além disso, tem a missão de auxiliar muitas catequistas, com encontros de formação sempre alegres, dinâmicos e, sobretudo, alicerçados na Sagrada Escritura.

Testemunho de Fé (TF) – Como surgiu o desejo de se consagrar a Cristo?
Madre Maria Helena Cavalcanti (Madre Maria Helena) – No Colégio Santa Maria, em Belo Horizonte, tive a oportunidade de aprofundar minha fé sob a orientação das irmãs dominicanas e recebi o chamado de Deus para a vida religiosa.

TF – Como nasceu a Congregação de Nossa Senhora de Belém?
Madre Maria Helena – Senti preocupação com relação ao ensino religioso quando, logo após o término dos estudos com as irmãs dominicanas, passei a dar aulas sobre religião numa escola pública. Ao retornar para casa, passava pela Paróquia da Divina Providência, no Jardim Botânico, e diante de Jesus Sacramentado, percebia como era pouco o que eu fazia.
Em 1952, eu já era religiosa no Colégio São Domingos, em Poços de Caldas (MG), quando essa preocupação retornou de maneira muito forte. Organizei o movimento das Alunas Missionárias, as quais davam aulas de formação religiosa em escolas da cidade, na tentativa de atacar mais de perto esse problema.
Quando retornei ao Rio de Janeiro, em 1957, depois de me apresentar ao padre Negromonte, comecei, com a permissão de minha superiora, a dar aulas de religião em três estabelecimentos do Governo: Instituto de Educação, Rivadávia Corrêa e Paulo de Frontin.
Depois de quase dois anos de experiência nas escolas, no dia 20 de abril de 1958, escrevi um relatório ao Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, que me chamou ao Sumaré para uma conversa. Ao final de duas horas, estava resolvida a fundação da Congregação.

TF – Como foi escolhido o nome da Congregação?
Madre Maria Helena – Quando Dom Jaime me pediu que escolhesse um nome para a obra que surgia, fiquei confusa. Lembrei-me então do que havia lido em uma biografia de São Francisco de Assis. Ajoelhei-me, rezei e abri a Bíblia. Sem olhar, coloquei o dedo em uma das páginas e caiu sobre a palavra Belém. Imediatamente me veio à mente: pelas mãos de Maria. Então pensei, Nossa Senhora de Belém. Congregação de Nossa Senhora de Belém. Faço muita questão desse ‘de’. A congregação é dela. Depois percebi que, se ficasse mil anos pensando, não encontraria nome mais adequado, pois Belém significa ‘Casa do Pão’. Nossa intenção, além de prolongar o mistério da Encarnação no meio estudantil laicizado, é a de que Belém seja realmente a Casa do Pão: pão doutrinário, pão intelectual e o pão gostoso da sadia convivência humana. Só alguns anos mais tarde alguém me lembrou de que o nome escolhido era também o de minha cidade natal.

TF – Qual é o carisma e o lema da Congregação?
Madre Maria Helena – Nosso carisma é prolongar o mistério da Encarnação no meio estudantil laicizado, campo árduo que pede generosas vocações. Colaborando no grande esforço missionário da Igreja, atuamos também na catequese paroquial e em outras atividades que para tal contribuem. Nosso lema é: “Eis que vos anuncio uma grande alegria” (Lucas 2,10). Esta é a maior notícia que a humanidade jamais recebeu: “Hoje vos nasceu na cidade de Davi o Salvador que é o Cristo Senhor!” (Lucas 2,11). É a grande alegria que nos vem por Maria, causa de nossa alegria.

TF – Quais as áreas de evangelização?
Madre Maria Helena – As irmãs são, em sua maioria, professoras do município e do estado, nos ensinos Fundamental e Médio e, além disso, trabalham na catequese e atuam também nas paróquias. A novidade da nossa humilde congregação é que, ao invés de termos colégios nossos, inserimo-nos por meio de concurso na rede pública ou trabalhamos em escolas particulares.
Além do anúncio da Boa Nova do Evangelho e do contato cotidiano nas salas de aula, há os retiros, os passeios, os livros, a música, os domingos de formação, as palestras nas paróquias e a pedagogia catequética nas Escolas Mater Ecclesiae e Luz e Vida.

TF – Qual é a diferença da catequese hoje e antigamente?
Madre Maria Helena – Os pais são os primeiros catequistas. Atualmente percebe-se a pouca participação das famílias na educação religiosa dos filhos. Muitas crianças e jovens desconhecem Jesus, sua mensagem e as orações que antigamente eram ensinadas pelos pais e avós.
Comecemos em casa nosso ardor de catequistas, a fim de não sermos só ouvintes da Palavra, mas praticantes. É necessário, pois, uma tomada de consciência na fé, um testemunho de vida na esperança e um anúncio da salvação na caridade.

TF – Quais são as características de um catequista e sua influência para a Igreja?
Madre Maria Helena – Integrar o conhecimento numa vida correta inspirada pelos valores do Evangelho para anunciar a Palavra de Deus. Essa é a meta do catequista. Não sejamos como carteiros levando a Carta de Deus, mas discípulos que trazem suas palavras na mente, no coração e na vida.
Não é preciso ser perfeito, do contrário ninguém estaria à altura. Porém, certos requisitos são muito importantes. A vida do catequista não pode desmentir o que sua boca fala. Quem não aprecia uma pessoa simpática, afável com todos, exigente sem ser intolerante, mansa sem ser fraca, educada sem ser formal e, principalmente, sincera e alegre na adesão a Cristo e à Igreja? Só uma chama acende outra chama.

TF – Como é o caminho para quem deseja entrar na Congregação?
Madre Maria Helena – A vocação é uma iniciativa divina, um dom de Deus. Um dos fatores decisivos é a família cristã bem estruturada, na qual os filhos percebem a coerência dos pais entre a fé que praticam e a vida que vivem. Nos dias de hoje, toda vocação é um milagre. Basta ouvir a história de cada vocacionado, de cada moça ou rapaz que procura a vida religiosa ou o sacerdócio.
Para aqueles que se sentem chamados a viver nosso carisma, é necessário em primeiro lugar possuir real vocação. Além disso, os requisitos físicos, como boa saúde e idade de 19 a 30 anos. É preciso que ore bastante e pergunte como São Paulo: “Senhor, que quereis que eu faça?” (At 9,6). Além disso, podem buscar conhecer mais profundamente a congregação.

TF – Quais são as alegrias e desafios da vocação e da missão de servir a Deus num mundo em mudança? Qual a diferença entre os tempos iniciais e agora?
Madre Maria Helena – A missão das irmãs de Belém, onde quer que trabalhem, é evangelizar pelo testemunho e pela Palavra, sempre que possível. A irmã de Belém procura ser transparente para que ninguém se aproxime dela sem se aproximar também de Deus. Geralmente, somos bem acolhidas, respeitadas e estimadas pelos colegas de trabalho e alunos. Na verdade, como evangelizar sem dar testemunho e como testemunhar a não ser por uma vida santa? 

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/6811/irmas-de-belem-60-anos-de-evangelizacao-na-educacao

quarta-feira, 4 de julho de 2018

5ª Expo-Rio Catequese

O dia 30 de junho foi muito especial para todos os catequistas de nossa Arquidiocese. Mais uma Expo-Rio Catequese aconteceu, dessa vez no Colégio Nossa Senhora Rainha dos Corações, no Pechincha, que acolheu a todos com muito carinho.
 Iniciamos com a Santa Missa celebrada pelo bispo animador da Iniciação Cristã, D. Paulo Romão que incentivou os catequistas a permanecerem firmes em sua missão evangelizadora.
Missa com D. Paulo
Após a missa, Irmã Patrícia, coordenadora da Comissão Arquidiocesana da Iniciação à Vida Cristã, dirigiu palavras de agradecimento a todos os envolvidos na elaboração da Expo-Rio. De forma especial agradeceu à Irmã Aparecida, diretora do Colégio Nossa Senhora Rainha dos Corações, que permitiu com tanta fraternidade e generosidade que o este evento fosse realizado nas dependências deste renomado Colégio do Vicariato Jacarepaguá.
Em seguida, D. Paulo e Ir. Aparecida dirigiram-se à entrada do Colégio para desatar a fita de abertura das atividades da Expo-Rio. A partir deste momento, os visitantes puderam participar de várias atividades oferecidas.
No auditório, Ir. Lucia Imaculada falou sobre o itinerário catequético dos livros 1 e 2 da Iniciação Cristã de crianças.

Enquanto isso na quadra, aconteciam lindas apresentações de diversas paróquias como coral, dança e teatro que encantavam a todos os que assistiam.
Apresentações
Ao mesmo tempo, nos variados estandes, os catequistas podiam apreciar ricos materiais voltados para os diversos segmentos da Iniciação Cristã.  
Estandes
Nas salas, aconteceram as oficinas de Pré-Catecumenato Infantil, Dinâmicas na Catequese, Catequese Especial, Catequese e Família e Coach, Espiritualidade e Maturidade do Catequista, que tinham por objetivo mostrar novas maneiras de evangelizar e, solidificar o conhecimento.
Oficinas
Encerrando a 5ª Expo, rezamos o Terço da Misericórdia conduzido pela Ir. Patrícia Violeta de Maria, das Irmãs de Belém, em um grande círculo, tendo no centro a imagem de Jesus Misericordioso e Nossa Senhora Aparecida, pedindo a proteção para o nosso país e, principalmente, agradecendo pelo êxito do nosso evento e todas as graças recebidas.
Agradecemos a todos os catequistas, catequizandos e famílias que compareceram à nossa 5ª Expo-Rio Catequese, proporcionando um valioso momento de confraternização e interação de toda Iniciação Cristã de nossa Arquidiocese.

Maysa Ester – Secretária da Iniciação Cristã


Fotos: Assis Freitas

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Papa no Angelus: família, um santuário da vida

"É preciso aprender a confiar e a se calar diante do mistério de Deus e a contemplar na humildade e no silêncio a sua obra, que se revela na história e que muitas vezes supera a nossa imaginação", disse Francisco.

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo (24/06), Solenidade da Natividade de São João Batista, com os fiéis e peregrinos de várias partes do mundo, presentes na Praça São Pedro.
O nascimento de João Batista “é o evento que ilumina a vida de seus pais Isabel e Zacarias, e envolve os parentes e vizinhos na alegria e estupor. Esses pais idosos sonharam e prepararam aquele dia, mas agora não o esperavam mais. Sentiam-se excluídos, humilhados e desiludidos: não tinham filhos”.
“Diante do anúncio do nascimento de um filho, Zacarias ficou incrédulo, porque as leis naturais não o permitiam: eram idosos. Consequentemente, o Senhor o tornou mudo durante todo o tempo da gestação”, frisou o Papa.

Confiar e se calar diante do mistério de Deus
“É um sinal, mas Deus não depende de nossas lógicas e capacidades humanas limitadas. É preciso aprender a confiar e a se calar diante do mistério de Deus e a contemplar na humildade e no silêncio a sua obra, que se revela na história e que muitas vezes supera a nossa imaginação.”
Agora que o evento se cumpre e Isabel e Zacarias experimentam que “para Deus nada é impossível”, grande é a sua alegria.
“O Evangelho deste domingo anuncia o nascimento e depois se detém no momento da imposição do nome ao menino”, sublinhou Francisco.
“Isabel escolhe um nome estranho à tradição familiar e diz: ‘Ele vai chamar-se João’, dom gratuito e inesperado, porque João significa ‘Deus fez a graça’. Este menino será arauto, testemunha da graça de Deus para os pobres que esperam com fé humilde a sua salvação.”
Zacarias confirma inesperadamente a escolha daquele nome, escrevendo-o numa tabuinha, porque estava mudo, e ‘no mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus’.

Estupor, surpresa e gratidão
O nascimento de João Batista é circundado de uma sensação alegre de estupor, surpresa e gratidão. “Estupor, surpresa e gratidão. As pessoas ficaram tomadas pelo temor santo de Deus, e ‘a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judéia’.”
Segundo o Papa, “o povo fiel entende que aconteceu algo de grande, embora humilde e escondido, e se pergunta: ‘O que virá a ser este menino?’ O povo fiel de Deus é capaz de viver a fé com alegria, com a sensação de estupor, surpresa e gratidão. Olhemos para as pessoas que falavam bem sobre esse fato maravilhoso, sobre esse milagre do nascimento de João, e faziam isso com alegria, estavam felizes, sentiam estupor, surpresa e gratidão”.
“Olhando para isso, perguntemo-nos: como anda a minha fé? É uma fé alegre ou uma fé sempre igual, uma fé plana? Fico surpreso quando vejo as obras do Senhor, quando ouço falar de evangelização ou da vida de um santo, ou quando vejo muitas pessoas boas: sinto a graça dentro ou nada se mexe dentro do meu coração? Sinto o consolo do Espírito ou estou fechado?” “Perguntemo-nos, cada um de nós, no exame de consciência: como está a minha fé? É alegre? É aberta às surpresas de Deus? Porque Deus é o Deus das surpresas. Experimentei na alma a sensação de estupor que a presença de Deus dá, o senso de gratidão? Pensemos nessas palavras que foram de ânimo para a fé: alegria, sensação de estupor, surpresa e gratidão”, disse o Papa.

Família, um santuário da vida 
Francisco concluiu, pedindo à “Virgem Maria para que nos ajude a entender que em cada ser humano existe a marca de Deus, fonte da vida”.
Que Maria, Mãe de Deus e nossa, “nos torne cada vez mais conscientes de que na gestação de um filho os pais agem como colaboradores de Deus. Uma missão realmente sublime que faz de toda família um santuário da vida e desperta, todo nascimento de um filho, a alegria, o estupor e a gratidão”.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-06/papa-angelus-familia-santuario-vida.html

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Lançada logomarca da 4ª Semana Brasileira de Catequese

A Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética realizará de 14 a 18 de novembro de 2018, em Indaiatuba, Itaici (SP), a 4ª Semana Brasileira de Catequese. A iniciativa pretende compreender a catequese de inspiração catecumenal a serviço da Iniciação à Vida Cristã, buscando novos caminhos para a transmissão da fé, no contexto atual. “O evento é uma oportunidade de reafirmar nosso empenho e compromisso no serviço à Iniciação à Vida Cristã, como um itinerário para formar discípulos missionários de Jesus Cristo numa comunidade querigmática, mistagógica e missionária”, afirma o assessor da Comissão, padre Antonio Marcos Depizzoli.
Nessa semana, o site da Comissão divulgou a logomarca do evento. O símbolo visual da 4ª Semana Brasileira de Catequese, que tem como inspiração o texto bíblico: “Nós ouvimos e sabemos que ele é o Salvador do mundo” (Jo 4,42), é constituído por uma cruz central, sinal de nossa salvação, sinal do amor de Jesus que nos amou até o fim. A cruz refere-se à morte de Jesus e também à sua ressurreição. A cruz é símbolo do estilo de vida que Cristo ensinou e que agora, somos convidados a assumir, do caminho pascal, de morte e ressurreição, que Cristo percorreu e que agora somos chamados a percorrer: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16,24).É com o sinal da cruz que os catecúmenos são acolhidos na iniciação cristã.
Do lado esquerdo um pequeno traço nos lembra o lado transpassado de Cristo:  “Pendente da cruz, do seu coração aberto pela lança fez correr sangue e água” (RICA 215). O sangue e água são identificados pela Tradição da Igreja como os dois sacramentos principais: Eucaristia e Batismo. O lado aberto de Cristo morto na cruz também evoca a nossa imersão batismal na paixão e morte do Senhor. Do seio de Jesus elevado e glorificado no mistério da morte e ressurreição, flui a água viva, símbolo do dom do Espírito Santo. O Batismo confere aos fiéis o dom do Espírito Santo e os tornam portadores e templos do Espírito.
O espiral que se forma nas cores vermelha e azul, símbolo do sangue e da água, remete-nos a caminhada que iniciamos todos nós, a partir da fé em Jesus Cristo e da sua Igreja, que nasceu do seu lado aberto, assim como nova Eva do lado do novo Adão. É símbolo da caminhada dos simpatizantes, catecúmenos, eleitos, neófitos... de todo Cristão. O espiral em sentido anti-horário, representando o Kairós de Deus, “o tempo oportuno”, pelo qual somos regidos, amadurecemos e crescemos, ano após ano, de domingo a domingo, de páscoa em páscoa, até a páscoa definitiva. As pegadas aí impressas mostram que a nossa fé não é circular, mas espiral, como no ano litúrgico. A cada ano concluído, não paramos no mesmo lugar, amadurecemos no seguimento, não somos mais os mesmos, subimos um degrau.
Assim, a logotipo da 4ª SBC em sua simplicidade e profundidade, quer nos ajudar a refletir e a resgatar a essência de nossa fé e o fundamento da Iniciação à Vida Cristã, que deve unir experiência e anúncio, fé e vida num itinerário capaz de nos transformar em discípulos missionários de Jesus Cristo.

Fontes: http://www.cnbb.org.br/lancada-logomarca-da-4a-semana-brasileira-de-catequese/ e http://www.catequesedobrasil.org.br/noticia/logomarca-da-4-semana-brasileira-de-catequese


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Papa: ser sal e luz é o testemunho diário do cristão

"Não somos protagonistas dos nossos méritos", disse o Papa Francisco na homilia, afirmando que o cristão deve ser sal e luz aos outros.

Ser sal e luz para os outros, sem se atribuir méritos. Este é o simples testemunho cotidiano ao qual o cristão é chamado: palavras pronunciadas pelo Papa Francisco na homilia da missa celebrada na terça-feira (12/06) na capela da Casa Santa Marta.

O simples testemunho habitual
O maior testemunho do cristão é dar a vida como fez Jesus, isto é, o martírio. Mas há também outro testemunho, de todos os dias, que começa pela manhã quando se acorda, e termina à noite, quando se vai dormir: “o simples testemunho habitual”.

Sal e luz
“Parece pouco”, mas o Senhor “com pouco faz milagres, faz maravilhas”, afirmou Francisco. Portanto, é preciso ter uma atitude de “humildade”, que consiste em tentar ser somente sal e luz:
Sal para os outros, luz para os outros, porque o sal não dá sabor a si mesmo, sempre a serviço. A luz não ilumina si mesma, sempre a serviço. Sal para os outros. Pouco sal que ajuda nas refeições, mas pouco. No supermercado, o sal não é vendido em toneladas, não… Pequenos pacotes; é suficiente. E depois, o sal não se orgulha de si mesmo porque não está a serviço de si mesmo. Está sempre ali para ajudar os outros: ajudar a preservar as coisas, a dar sabor às coisas. Simples testemunho.

Nenhum mérito
Portanto, reiterou o Papa, ser cristão de todos os dias significa ser luz “para as pessoas, para ajudar nas horas de escuridão”:
O Senhor nos diz assim: “Você é sal, você é luz”- “Ah, verdade! Senhor, é assim. Vou atrair tantas pessoas para a igreja e farei…” – “Não, você vai fazer de modo que os outros vejam e glorifiquem o Pai. E não será atribuído a você nenhum mérito. Quando comemos não dizemos: “Ah, bom o sal!”, Não!: “Bom o macarrão, boa a carne, boa …”. Não dizemos: “Que bom o sal”. À noite, quando vamos para casa, não dizemos: “Que boa a luz”, não. Ignoramos a luz, mas vivemos com aquela luz que ilumina. Esta é uma dimensão que faz com que nós cristãos sejamos anônimos na vida.
“Não somos protagonistas dos nossos méritos”, destacou ainda o Papa, reiterando que não é preciso fazer como o fariseu, que agradece ao Senhor pensando ser santo:
E uma bela oração para todos nós, no final do dia, seria se perguntar: “Fui sal hoje? Fui luz hoje?”. Esta é a santidade de todos os dias. Que o Senhor nos ajude a entender isso.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2018-06/papa-francisco-missa-santa-marta-sal-luz.html