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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Mensagem do Papa: “Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida”

Síria, Líbano, Iêmen, Iraque, Venezuela e nações do continente americano, Ucrânia, República Democrática do Congo, Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria. Regiões da humanidade onde há dor e sofrimento provocados pelas trevas nos corações humanos, nas relações pessoais, familiares, sociais, nos conflitos econômicos, geopolíticos e ecológicos, receberam a atenção do Santo Padre em sua mensagem Urbi et Orbi neste dia de Natal: “Mas a luz de Cristo é maior”, reiterou.

A Mensagem e a Bênção Urbi et Orbi do Santo Padre:

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1).

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!
Nesta noite, do ventre da mãe Igreja, nasceu de novo o Filho de Deus feito homem. O seu nome é Jesus, que significa Deus salva. O Pai, Amor eterno e infinito, enviou-O ao mundo, não para condenar o mundo, mas para o salvar (cf. Jo 3, 17). O Pai no-Lo deu, com imensa misericórdia; deu-O para todos; deu-O para sempre. E Ele nasceu como uma chamazinha acesa na escuridão e no frio da noite.
Aquele Menino, nascido da Virgem Maria, é a Palavra de Deus que Se fez carne; a Palavra que guiou o coração e os passos de Abraão rumo à terra prometida, e continua a atrair aqueles que confiam nas promessas de Deus; a Palavra que guiou os judeus no caminho desde a escravidão à liberdade, e continua a chamar os escravos de todos os tempos, incluindo os de hoje, para sairem das suas prisões. É Palavra mais luminosa do que o sol, encarnada num pequenino filho de homem, Jesus, luz do mundo.
Por isso, o profeta exclama: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1). É verdade que há trevas nos corações humanos, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nas relações pessoais, familiares, sociais, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nos conflitos económicos, geopolíticos e ecológicos, mas é maior a luz de Cristo.
Que Jesus Cristo seja luz para tantas crianças que padecem a guerra e os conflitos no Médio Oriente e em vários países do mundo; seja conforto para o amado povo sírio, ainda sem o fim à vista das hostilidades que dilaceraram o país nesta década; sacuda as consciências dos homens de boa vontade; inspire os governantes e a comunidade internacional, para encontrar soluções que garantam a segurança e a convivência pacífica dos povos da Região e ponham termo aos seus sofrimentos; seja sustentáculo para o povo libanês, para poder sair da crise atual e redescobrir a sua vocação de ser mensagem de liberdade e coexistência harmoniosa para todos.
Que o Senhor Jesus seja luz para a Terra Santa, onde Ele nasceu, Salvador do homem, e onde continua a expectativa de tantos que, apesar de cansados mas sem se perder de ânimo, aguardam dias de paz, segurança e prosperidade; seja consolação para o Iraque, atravessado por tensões sociais, e para o Iémen, provado por uma grave crise humanitária.
Que o Menino pequerrucho de Belém seja esperança para todo o continente americano, onde várias nações estão a atravessar um período de convulsões sociais e políticas; revigore o querido povo venezuelano, longamente provado por tensões políticas e sociais, e não lhe deixe faltar a ajuda de que precisa; abençoe os esforços de quantos se empenham em favorecer a justiça e a reconciliação e trabalham para superar as várias crises e as inúmeras formas de pobreza que ofendem a dignidade de cada pessoa.
Que o Redentor do mundo seja luz para a querida Ucrânia, que aspira por soluções concretas para uma paz duradoura.
Que o Senhor recém-nascido seja luz para os povos da África, onde perduram situações sociais e políticas que, frequentemente, obrigam as pessoas a emigrar, privando-as duma casa e duma família; haja paz para a população que vive nas regiões orientais da República Democrática do Congo, martirizada por conflitos persistentes; seja conforto para quantos padecem por causa das violências, calamidades naturais ou emergências sanitárias; dê consolação a todos os perseguidos por causa da sua fé religiosa, especialmente os missionários e os fiéis sequestrados, e para quantos são vítimas de ataques de grupos extremistas, sobretudo no Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria.
Que o Filho de Deus, descido do Céu à terra, seja defesa e amparo para todos aqueles que, por causa destas e outras injustiças, devem emigrar na esperança duma vida segura. É a injustiça que os obriga a atravessar desertos e mares, transformados em cemitérios; é a injustiça que os obriga a suportar abusos indescritíveis, escravidões de todo o género e torturas em campos de detenção desumanos; é a injustiça que os repele de lugares onde poderiam ter a esperança duma vida digna e lhes faz encontrar muros de indiferença.
Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida. Enterneça o nosso coração frequentemente endurecido e egoísta e nos torne instrumentos do seu amor. Através dos nossos pobres rostos, dê o seu sorriso às crianças de todo o mundo: às crianças abandonadas e a quantas sofreram violências. Através das nossas frágeis mãos, vista os pobres que não têm nada para se cobrir, dê o pão aos famintos, cuide dos enfermos. Pela nossa frágil companhia, esteja próximo das pessoas idosas e de quantas vivem sozinhas, dos migrantes e dos marginalizados. Neste dia de festa, dê a todos a sua ternura e ilumine as trevas deste mundo.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Audiência: fazer o presépio é convidar Jesus a entrar na nossa vida

"Jesus não muda magicamente as coisas, mas, se O acolhermos, todas as coisas podem mudar. Porque se Ele habita a vida, ela renasce. E se a vida renasce, é verdadeiramente Natal. Feliz Natal a todos”, disse o Papa Francisco na Audiência Geral.

Faltando uma semana para o Natal, o Papa Francisco dedicou a catequese desta quarta-feira (18/12) na Audiência Geral ao modo como estamos nos preparando para acolher o festejado.
Um modo simples, mas eficaz, afirmou o Pontífice, é preparar o presépio, recordando que este ano foi a Greccio – lugar do primeiro presépio idealizado por São Francisco – e que escreveu uma Carta Apostólica a respeito.

Evangelho vivo
O presépio, de fato, é como um Evangelho vivo e nos recorda uma coisa essencial: que Deus não permaneceu invisível no céu, mas veio sobre a Terra, se fez homem.
“Fazer o presépio é celebrar a proximidade de Deus: é redescobrir que Deus é real, concreto, vivo e palpitante. Não é um senhor distante ou um juiz desapegado, mas é Amor humilde, que desceu até nós.”
Parar diante do Menino Jesus no presépio, aconselhou o Papa, é uma ocasião para falar das pessoas e das situações que temos no coração, fazer com Ele o balanço do ano e compartilhar as expectativas e as preocupações.
Ao lado de Jesus, vemos Nossa Senhora e José. A Sagrada Família é um evangelho doméstico. A palavra presépio, explicou Francisco, significa literalmente “manjedoura”, enquanto a cidade do presépio, Belém, significa “casa do pão”. Esses elementos nos recordam que Jesus é o nutrimento essencial, o pão da vida. “É Ele que alimenta o nosso amor, é Ele que doa às nossas famílias a força para ir avante e nos perdoar.”

Convite à contemplação
O presépio, acrescentou o Papa, nos oferece outro ensinamento de vida: nos ritmos às vezes frenéticos de hoje é um convite à contemplação. Nos recorda a importância de parar. “Porque somente quando sabemos nos recolher, podemos acolher o que conta na vida.”
Francisco contou que ontem lhe deram de presente uma imagem pequena, com José acudindo o Menino e Maria descansando, cujo nome era: "Deixemos a mãe repousar". "Quantos entre vocês têm que dividir a noite entre marido e mulher para acudir a criança que chora, chora, chora...Deixemos a mãe repousar. É a ternura de uma família, de um matrimônio."

Imagem artesanal de paz
O presépio, portanto, é a imagem artesanal da paz num mundo onde todos os dias se fabricam inúmeras armas e tantas imagens violentas.
Queridos irmãos e irmãs, concluiu o Papa, do presépio podemos colher o ensinamento sobre o sentido próprio da vida. Agora não estamos mais sós, há uma novidade decisiva: Jesus.
“Jesus vem na nossa vida concreta, por isso é importante fazer um pequeno presépio sempre, porque nos recorda que Deus veio entre nós, nasceu entre nós, nos acompanha e se fez homem como nós. Na vida de todos os dias, não estamos mais sós. Ele habita conosco. Não muda magicamente as coisas, mas, se O acolhermos, todas as coisas podem mudar. Eu então faço votos de que fazer o presépio seja a ocasião para convidar Jesus na vida. Quando fazemos o presépio em casa, é como abrir a porta: entre Jesus. Fazer concreta esta proximidade, este convite a Jesus para que venha na nossa vida. Porque se Ele a habita, renasce. E se a vida renasce, é verdadeiramente Natal. Feliz Natal a todos!”


sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

O Senhor vem: estejamos preparados

D. Orani João Tempesta
Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro

Neste tempo do Advento é muito importante que nos preparemos para o encontro com o Senhor que “vem”. Ele já veio e Ele virá, mas é importante que nós o reencontremos no hoje de nossas vidas. Uma atitude neste tempo é a celebração penitencial ou confissão. Para isso as Paróquias se preparam e convidam os padres da região para terem oportunidade confessores extraordinários para atenderem a todo o povo.
Antes de nos confessarmos, é necessária uma preparação prévia para examinarmos a nossa consciência e refletir nas nossas práticas diárias, aquilo que de certa maneira fizemos que possa ter ofendido a Deus e ao próximo. Isso se chama “exame de consciência” e depois de fazê-lo podemos ir colocando num papel os pecados para na hora da confissão não ocorrer de esquecermos algum.
A confissão é a oportunidade de pedir perdão a Deus e de receber a sua misericórdia. Antes de se confessar, reserve uns momentos de silêncio para refletir no que você fez de errado, no que possa ter prejudicado outras pessoas e no que você pode fazer para se tornar um cristão melhor. Uma confissão sincera permite a renovação da alma e a sua abertura à graça de Deus.
Uma das maneiras de fazermos um bom exame de consciência é meditar sobre os dez mandamentos da Lei de Deus. Os três primeiros mandamentos remetem na nossa relação com Deus. Em que não fui fiel na minha relação com Deus? E do quarto ao décimo mandamento, se remete na relação com o próximo. Em que ofendi o meu próximo, aqueles que convivem comigo? Podemos trilhar este caminho, na própria Igreja antes da confissão, se possível diante do sacrário. Alguns Salmos da Bíblia de cunho penitencial também podem nos ajudar a refletir em nossos pecados, por exemplo, o Salmo 50 e, juntamente com os dez mandamentos, vamos refletir em nossos pecados, e, com o coração contrito chegarmos diante do sacerdote, que naquele momento representa o próprio Cristo, e nos confessarmos.
Ao fazermos o exame de consciência, é necessário pedir a “Luz do Espírito Santo”, para que venha a nossa mente tudo aquilo que fizemos de errado e que precisamos confessar diante do sacerdote. O Espírito Santo que nos acompanha desde o nosso Batismo e está presente na Igreja, iluminará a nossa consciência e é ele próprio que por meio do sacerdote vai nos dar a absolvição dos pecados.
A confissão, sobretudo, nos ajudará a voltar ao estado de “Graça” que recebemos no Batismo e foi perdida pelo pecado. Por isso, a necessidade de levarmos a sério o sacramento da confissão, preparando-nos previamente por meio de um exame de consciência. Não devemos achar que não temos pecado ou que a confissão está ultrapassada, que só se confessa com “Deus”. É necessário nos confessarmos, de maneira auricular, diante do Sacerdote para recebermos de volta a graça perdida com o pecado.
Ao final da confissão, o Padre vai nos dar uma penitência, que devemos cumprir, pois ela vai concluir, vai ser o gesto concreto daquele exame de consciência que preparamos.
No exame de consciência podemos perguntar também, quando foi nossa última confissão, se eu cumpri os propósitos na minha vida a partir daquela última confissão. Se aquela confissão foi verdadeira, ou seja, se naquela última confissão eu estava realmente arrependido dos meus pecados e não omiti nenhum.
E, além dos pecados referentes aos dez mandamentos da Lei de Deus, temos também os “pecados capitais”, que são sete: preguiça, orgulho, inveja, ira, impureza, avareza e soberba. No nosso exame de consciência, com o auxílio do Espírito Santo, podemos examinar em qual desses caímos.
O exame de consciência também pode ser feito no nosso dia a dia, não só antes de nos confessarmos. Pode ser feito à noite, antes de dormir (isso já nos sugere a oração da noite, as completas), refletindo as nossas ações do dia a dia, e pedindo o perdão a Deus se ofendemos alguém naquele dia. Durante o ato penitencial, na celebração eucarística, nós somos chamados a examinarmos nossas consciências e pedir o perdão a Deus pelos nossos pecados. Isso pode até facilitar na hora em que formos nos confessar, pois fazendo sempre o exame de consciência, fica mais fácil lembrar dos nossos pecados no dia da confissão.
O exame de consciência só pode ser feito com um coração contrito, ou seja, é necessário querer converter o nosso coração ferido pelo pecado, para que ele possa ser transformado pela graça de Deus. E Deus é um “Pai” amoroso que está sempre pronto a nos perdoar.
Portanto, façamos sempre o exame de consciência para meditar nas nossas ações diárias. E sempre que tiver algo que necessite confissão, escreva num papel e procure o sacramento da confissão, para poder estar em plena comunhão com Deus e com os irmãos. Não deixemos para nos confessar apenas nas datas fortes, como o Natal e a Páscoa, mas sempre que tivermos um pecado grave e acharmos por bem confessar.
Que o Bom Deus nos ajude a iluminar nossas consciências, para fazermos um bom exame de consciência, e sempre estar em comunhão com Deus.
“Por isso, como diz o Espírito Santo: “Se escutardes hoje minha voz, não endureceis o coração... Atenção, irmãos! Que nenhum de vós tenhais um coração mau e incrédulo...” (cf. Hb 3).


segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Admirável sinal: Carta Apostólica do Papa sobre o presépio

Leia na íntegra a nova Carta Apostólica do Papa Francisco: "Admirabile signum". 

CARTA APOSTÓLICA
ADMIRABILE SIGNUM
DO SANTO PADRE FRANCISCO
SOBRE O SIGNIFICADO E VALOR DO PRESÉPIO

1.        O SINAL ADMIRÁVEL do Presépio, muito amado pelo povo cristão, não cessa de suscitar maravilha e enlevo. Representar o acontecimento da natividade de Jesus equivale a anunciar, com simplicidade e alegria, o mistério da encarnação do Filho de Deus. De facto, o Presépio é como um Evangelho vivo que transvaza das páginas da Sagrada Escritura. Ao mesmo tempo que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim de Se encontrar com todo o homem, e a descobrirmos que nos ama tanto, que Se uniu a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele. 
Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças… Trata-se verdadeiramente dum exercício de imaginação criativa, que recorre aos mais variados materiais para produzir, em miniatura, obras-primas de beleza. Aprende-se em criança, quando o pai e a mãe, juntamente com os avós, transmitem este gracioso costume, que encerra uma rica espiritualidade popular. Almejo que esta prática nunca desapareça; mais, espero que a mesma, onde porventura tenha caído em desuso, se possa redescobrir e revitalizar. 
2.        A origem do Presépio fica-se a dever, antes de mais nada, a alguns pormenores do nascimento de Jesus em Belém, referidos no Evangelho. O evangelista Lucas limita-se a dizer que, tendo-se completado os dias de Maria dar à luz, «teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (2, 7). Jesus é colocado numa manjedoura, que, em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa palavra presépio. 
Ao entrar neste mundo, o Filho de Deus encontra lugar onde os animais vão comer. A palha torna-se a primeira enxerga para Aquele que Se há de revelar como «o pão vivo, o que desceu do céu» (Jo 6, 51). Uma simbologia, que já Santo Agostinho, a par doutros Padres da Igreja, tinha entrevisto quando escreveu: «Deitado numa manjedoura, torna-Se nosso alimento».[1] Na realidade, o Presépio inclui vários mistérios da vida de Jesus, fazendo-os aparecer familiares à nossa vida diária. 
Passemos agora à origem do Presépio, tal como nós o entendemos. A mente leva-nos a Gréccio, na Valada de Rieti; aqui se deteve São Francisco, provavelmente quando vinha de Roma onde recebera, do Papa Honório III, a aprovação da sua Regra em 29 de novembro de 1223. Aquelas grutas, depois da sua viagem à Terra Santa, faziam-lhe lembrar de modo particular a paisagem de Belém. E é possível que, em Roma, o «Poverello» de Assis tenha ficado encantado com os mosaicos, na Basílica de Santa Maria Maior, que representam a natividade de Jesus e se encontram perto do lugar onde, segundo uma antiga tradição, se conservam precisamente as tábuas da manjedoura.
As Fontes Franciscanas narram, de forma detalhada, o que aconteceu em Gréccio. Quinze dias antes do Natal, Francisco chamou João, um homem daquela terra, para lhe pedir que o ajudasse a concretizar um desejo: «Quero representar o Menino nascido em Belém, para de algum modo ver com os olhos do corpo os incómodos que Ele padeceu pela falta das coisas necessárias a um recém-nascido, tendo sido reclinado na palha duma manjedoura, entre o boi e o burro».[2] Mal acabara de o ouvir, o fiel amigo foi preparar, no lugar designado, tudo o que era necessário segundo o desejo do Santo. No dia 25 de dezembro, chegaram a Gréccio muitos frades, vindos de vários lados, e também homens e mulheres das casas da região, trazendo flores e tochas para iluminar aquela noite santa. Francisco, ao chegar, encontrou a manjedoura com palha, o boi e o burro. À vista da representação do Natal, as pessoas lá reunidas manifestaram uma alegria indescritível, como nunca tinham sentido antes. Depois o sacerdote celebrou solenemente a Eucaristia sobre a manjedoura, mostrando também deste modo a ligação que existe entre a Encarnação do Filho de Deus e a Eucaristia. Em Gréccio, naquela ocasião, não havia figuras: o Presépio foi formado e vivido pelos que estavam presentes.[3] 
Assim nasce a nossa tradição: todos à volta da gruta e repletos de alegria, sem qualquer distância entre o acontecimento que se realiza e as pessoas que participam no mistério. 
O primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, lembra que naquela noite, à simples e comovente representação se veio juntar o dom duma visão maravilhosa: um dos presentes viu que jazia na manjedoura o próprio Menino Jesus. Daquele Presépio do Natal de 1223, «todos voltaram para suas casas cheios de inefável alegria»[4]. 
3.        Com a simplicidade daquele sinal, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização. O seu ensinamento penetrou no coração dos cristãos, permanecendo até aos nossos dias como uma forma genuína de repropor, com simplicidade, a beleza da nossa fé. Aliás, o próprio lugar onde se realizou o primeiro Presépio sugere e suscita estes sentimentos. Gréccio torna-se um refúgio para a alma que se esconde na rocha, deixando-se envolver pelo silêncio. 
Por que motivo suscita o Presépio tanto enlevo e nos comove? Antes de mais nada, porque manifesta a ternura de Deus. Ele, o Criador do universo, abaixa-Se até à nossa pequenez. O dom da vida, sempre misterioso para nós, fascina-nos ainda mais ao vermos que Aquele que nasceu de Maria é a fonte e o sustento de toda a vida. Em Jesus, o Pai deu-nos um irmão, que vem procurar-nos quando estamos desorientados e perdemos o rumo, e um amigo fiel, que está sempre ao nosso lado; deu-nos o seu Filho, que nos perdoa e levanta do pecado. 
Armar o Presépio em nossas casas ajuda-nos a reviver a história sucedida em Belém.  Naturalmente os Evangelhos continuam a ser a fonte, que nos permite conhecer e meditar aquele Acontecimento; mas, a sua representação no Presépio ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos, convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e culturais. 
De modo particular, desde a sua origem franciscana, o Presépio é um convite a «sentir», a «tocar» a pobreza que escolheu, para Si mesmo, o Filho de Deus na sua encarnação, tornando-se assim, implicitamente, um apelo para O seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento, que parte da manjedoura de Belém e leva até à Cruz, e um apelo ainda a encontrá-Lo e servi-Lo, com misericórdia, nos irmãos e irmãs mais necessitados (cf. Mt 25, 31-46). 

Papa: não importa como montar o presépio; o que conta é que fale à nossa vida

“Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças…”, escreve Francisco ao divulgar documento sobre o presépio. 

“Admirável sinal” (Admirabile Signum) é o título da Carta Apostólica que o Papa Francisco dedica ao presépio para ressaltar o seu significado e valor. 
O texto é dirigido a todo o povo de Deus, sobretudo ao núcleo familiar, como uma forma de valorizar a transmissão da fé entre avós, pais, filhos e netos. 
“Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças…” 
Para Francisco, se trata de um “exercício de imaginação criativa” e faz votos de que esta prática “nunca desapareça”. E “onde porventura tenha caído em desuso, se possa redescobrir e revitalizar”. 

Assim nasce a tradição 
Dividido em 10 pontos, o texto recorda a origem do presépio com São Francisco de Assis, a sua obra de evangelização e as figuras e o simbolismo que o compõem. 
A palavra presépio vem do latim praesepium, que significa “manjedoura”. As Fontes Franciscanas narram de forma detalhada o que aconteceu na cidade de Greccio, que fica no Vale de Rieti, a menos de 100 km de Roma. 
Quinze dias antes do Natal, Francisco chamou João, um homem daquela terra, para lhe pedir que o ajudasse a concretizar um desejo: “Quero representar o Menino nascido em Belém, para de algum modo ver com os olhos do corpo os incómodos que Ele padeceu”. 
E assim foi: no dia 25 de dezembro de 1223, chegaram a Greccio muitos frades, e também homens e mulheres das casas da região, trazendo flores e tochas para iluminar aquela noite santa num lugar designado. Francisco, ao chegar, encontrou a manjedoura com palha, o boi e o burro. 
“Assim nasce a nossa tradição: todos à volta da gruta e repletos de alegria, sem qualquer distância entre o acontecimento que se realiza e as pessoas que participam no mistério”, escreve o Papa. 
“Com a simplicidade daquele sinal, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização.” 
Segundo o Pontífice, armar o Presépio em nossas casas ajuda a reviver a história que aconteceu em Belém. Imaginando as cenas, estimulam-se os afetos e nos sentimos envolvidos na história da salvação. 

Despojamento 
“O Presépio é um convite a «sentir», a «tocar» a pobreza que escolheu, para Si mesmo, o Filho de Deus na sua encarnação, tornando-se assim, implicitamente, um apelo para O seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento.” 
Francisco comenta também o simbolismo presente nas várias partes que compõem o presépio: a escuridão da noite, a paisagem e os personagens. 
As ruínas e os pobres ali representados recordam que eles são os privilegiados deste mistério. A mensagem que surge do presépio é clara: “não podemos deixar-nos iludir pela riqueza e por tantas propostas efémeras de felicidade”. “Jesus nasceu pobre, levou uma vida simples, para nos ensinar a identificar e a viver do essencial.” 
Nascendo no presépio, escreve o Papa, Deus dá início à única verdadeira revolução: a revolução do amor e da ternura, através da “força meiga” de um menino.  “Do Presépio, Jesus proclama o apelo à partilha com os últimos como estrada para um mundo mais humano e fraterno, onde ninguém seja excluído e marginalizado.” 
Deste modo, o presépio se torna para os fiéis um convite a se tornar discípulos de Cristo, a refletir sobre a responsabilidade de evangelizar e ser portador da Boa Nova com ações concretas de misericórdia. 
Em outras palavras, não é importante como armar o presépio: “O que conta é que fale à nossa vida”, recorda o Papa. E Francisco conclui: 
“Queridos irmãos e irmãs, o Presépio faz parte do suave e exigente processo de transmissão da fé. (…) E educa para sentir que nisto está a felicidade. Na escola de São Francisco, abramos o coração a esta graça simples, deixemos que do encanto nasça uma prece humilde: o nosso «obrigado» a Deus, que tudo quis partilhar conosco para nunca nos deixar sozinhos.” 



terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Papa Francisco: preparar-se para o Natal com a coragem da fé

Papa em Missa do Galo 2015 Foto: L’Osservatore Romano
Na homilia da missa matutina, o Papa Francisco exortou a viver a segunda semana do Advento pedindo a graça de nos preparar com fé ao Natal.

Celebrar o Natal com verdadeira fé. Este foi o convite do Papa Francisco na homilia da Missa na Casa Santa Marta (10/12), na qual comentou o episódio do Evangelho do dia, que narra a cura de um paralítico. Foi a ocasião para o Papa reiterar que a fé infunde coragem e é o caminho para tocar o coração de Jesus.

O Natal não se celebra de modo mundano
Francisco recordou que “Jesus admira a fé nas pessoas”, como no caso do centurião que pede a cura para seu servo; da mulher sírio-fenícia que intercede pela filha possuída pelo demônio ou também da senhora que, somente tocando a barra da veste de Jesus, se cura das perdas de sangue que a afligiam. Mas “Jesus – acrescentou o Papa – repreende as pessoas de pouca fé”, como Pedro que duvida. “Com a fé – continuou – tudo é possível”.
Hoje pedimos esta graça: nesta segunda semana do Advento, nos preparar com fé para celebrar o Natal. É verdade que o Natal – todos o sabemos – muitas vezes se celebra não com muita fé, se celebra também mundanamente ou de modo pagão; mas o Senhor nos pede que o façamos com fé e nós, neste semana, devemos pedir esta graça: poder celebrá-lo com fé. Não é fácil custodiar a fé, não é fácil defender a fé: não é fácil.

O ato de fé com o coração
Para o Papa, é emblemático o episódio da cura do cego no capítulo IX de João, o seu ato de fé diante de Jesus que reconhece como o Messias. Francisco então exorta a confiar a nossa fé em Deus, defendendo-a das tentações do mundo:
Hoje, e também amanhã e durante a semana, nos fará bem pegar este capítulo IX de João e ler esta história tão bonita do jovem cego desde o nascimento. E concluir do nosso coração com o ato de fé: “Creio, Senhor. Ajuda minha pouca fé. Defende a minha fé da mundanidade, das superstições, das coisas que não são fé. Defende-a de reduzi-la a teorias, sejam elas teológicas ou morais … não. Fé em Ti, Senhor”.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2018-12/papa-francisco-missa-santa-marta-natal-coragem-fe.html

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Confraternização de Natal 2018 do Vicariato Sul

Dia 05 de dezembro, às 19h na Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus realizou-se a confraternização de Natal dos catequistas do Vicariato Sul.
Foi um encontro de muita alegria em que pudemos nos reunir para celebrar e agradecer por mais um ano de serviço ao Senhor, anunciando a Boa Nova da salvação a nossos catequizandos. 
Em nossa celebração litúrgica refletimos sobre o tempo do Advento, época de vigilância, conversão, e preparação para acolher o Menino Deus que vai nascer no Natal. Cantamos, oramos, distribuímos presentes e partilhamos um farto e delicioso lanche. Foi de fato, uma reunião de família, de irmãos unidos em Cristo Jesus.
Confraternização de Natal - Sul

Com carinho,

Ana Claudia e Marcelo
Coordenação da Iniciação Cristã de Crianças e Adolescentes do Vicariato Sul

Joyce
Coordenação da Iniciação Cristã de Jovens e Adultos do Vicariato Sul

Neia
Coordenação do Batismo do Vicariato Sul


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

"Eu sou a Luz do mundo" (Jo 8, 12a)

No Natal celebramos a Luz divina, que brilhou para nós em Jesus Cristo, e resplandece em meio às dificuldades do nosso cotidiano, pois o próprio Senhor disse: “Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12b). Por isso o Senhor nos envia: “Vós sois a luz do mundo. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,14.16).
Meus queridos diocesanos, são tantas as pessoas que vivem na escuridão do mal, do medo e do sofrimento! Que na alegria pelo nascimento de Jesus, possamos assumir com maior entusiasmo nossa missão de refletir a Luz da Vida a todos aqueles aos quais possam chegar nossa palavra e nosso sorriso.

Com minha bênção, desejo-lhes um Santo Natal!

D. Orani João Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Papa: “Alegria, oração e gratidão" para viver o Natal de modo autêntico

Neste último período do tempo do Advento, confiemos nossa vida à materna intercessão da Virgem Maria. Ela é “causa da nossa alegria, não somente porque gerou Jesus, mas porque nos envia continuamente a Ele”.

A alegria do cristão “não se compra”, jamais devemos perdê-la, mesmo quando as coisas não acontecem, segundo os nossos desejos. Este o encorajamento do Papa Francisco durante a oração do Angelus neste domingo, 17 de dezembro, dia em que Bergoglio comemora 81 anos de vida.
O Santo Padre assomando à janela do apartamento pontifício do Palácio Apostólico do Vaticano para recitar o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro e com as crianças com seus Meninos Jesus que aclamam “Papa Francisco”, falou do terceiro domingo de Advento, chamado 'Domingo da alegria'.
“Queridos irmãos e irmãs – disse Francisco -  a liturgia nos convida a colher o espírito com que tudo isso acontece, isto é, precisamente, a alegria. São Paulo nos convida a preparar a vinda do Senhor assumindo três atitudes: a alegria constante, oração perseverante e a contínua ação de graças”.
O Papa se detém sobre a primeira atitude: “Vivam sempre contentes”, exorta o apóstolo. Vale dizer, permanecer sempre na alegria, mesmo quando as coisas não acontecem segundo os nossos desejos. Mas há a alegria profunda que é a paz, e a paz é uma alegria.
“As angústias, as dificuldades e os sofrimentos atravessam a vida de cada um, e tantas vezes a realidade que nos circunda parece ser inóspita e árida, semelhante a um deserto no qual ecoava a voz de João Batista, como recorda o Evangelho de hoje”.
Mas precisamente as palavras do Batista revelam que a nossa alegria baseia-se na certeza de que este deserto é habitado.
“No meio de vocês está quem vocês não conhecem”, diz. Trata-se de Jesus, o enviado do Pai que vem, como sublinha Isaías, “a trazer a boa nova aos humildes, a curar os corações doloridos, a anunciar a liberdade dos escravos, a libertação dos prisioneiros, a proclamar um ano de graças do Senhor’.
“Estas palavras, que Jesus fará suas no discurso na sinagoga de Nazaré, - explica o Papa - esclarecem que a sua missão no mundo consiste na libertação do pecado e das escravidões pessoais e sociais que ele produz. Ele veio sobre a terra para restituir aos homens a dignidade e a liberdade de filhos de Deus, que somente Ele pode comunicar”.

Celebração de Natal para as famílias

A pedido de D. Orani esta oração é para ser feita antes da ceia ou do almoço de Natal pelas famílias.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

É Natal!

D. Orani João Tempesta
Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro

Eis o mistério da festa do Natal: nesta criança nascida para nós, Deus visitou o Seu povo, Deus entrou na humanidade! Que mistério tão profundo: Ele, sem deixar de ser Deus, tornou-se homem verdadeiramente. Veio desposar a nossa condição humana, veio caminhar pelos nossos caminhos, veio experimentar a dor e a alegria de viver humanamente: amou com um coração humano, sonhou sonhos humanos, chorou lágrimas humanas, sentiu a angústia humana… Ele, Filho eterno do Pai, tornou-Se filho dos homens para salvar toda a humanidade, “tornou-se de tal modo um de nós, que nós nos tornamos eternos”!
Hoje, cumpriram-se as Escrituras: o Dia tão esperado brilhou no meio da noite. Hoje, “o povo, que andava na treva”, a humanidade perdida e confusa, “viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte”, para nós, que temos sempre de lutar contra tantas e tantas mortes, “uma luz resplandeceu”! Nesta Noite Santa, podemos comemorar, alegrarmo-nos como os que colhem depois do trabalho e do suor do plantio, por que algo inacreditável, algo que parece um sonho, um conto de fadas, nos aconteceu! Escutai, escutai: “Nasceu para nós um Menino, foi-nos dado um Filho; Ele traz nos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da Paz. Grande será o seu reino e a paz não há de ter fim… a partir de agora e por todo sempre”! Eis a graça, a glória, o mistério desta Noite!
A Liturgia não evoca apenas os mistérios de Cristo, mas vive-os no presente. Cristo manifesta-se hoje, quando a Igreja, reunida, comemora os mistérios de Sua presença na história. Importa, pois, viver o nascimento de Cristo; importa ver como Cristo continua a nascer e manifestar-Se em nós e nos outros hoje.
Estejamos atentos: por que Aquele que vem como luz no meio da noite, vem pobre, humilde, pequeno, frágil… e somente poderá ser reconhecido se estivermos atentos: atentos aos Seus sinais, atentos às pequenas coisas, atentos aos irmãos mais frágeis, atentos ao que no mundo deprecia como sem valor, sem importância, sem poder… O Menino pode ser encontrado e reconhecido pela Virgem Maria, pelo humilde José, pelos pastores…
Nascemos com Cristo no Natal – como dizia Orígenes –: “que me adianta Cristo ter nascido em Belém, se Ele não nascer no meu coração”? Comemorando o nascimento de Cristo, a Igreja, cada um de nós, é chamado a nascer também. No Natal vivemos o mistério do encontro entre o céu e a terra, entre o divino e o humano. Deus torna-se humano para que o homem se torne divino. Esta realidade vem expressa de modo maravilhoso no Primeiro Prefácio do Natal: “Quando o vosso Filho se fez homem, nova luz da vossa glória brilhou para nós, para que, vendo a Deus com nossos olhos, aprendêssemos a amar o que não vemos”. Também no Terceiro Prefácio vem muito bem expresso o mistério do Natal: “Por Ele, realizou-se neste dia o maravilhoso encontro que nos fez renascer, pois, enquanto o vosso Filho assume a nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade; torna-se de tal modo um de nós que nos tornamos eternos”.
A eternidade penetrou no tempo, para que o tempo pudesse mergulhar na eternidade. Isso deve ser também uma realidade em nossas vidas. O que se dará de vários modos: vivendo, em espírito de acolhimento, nossa humanidade contemplada e aceita na de Cristo; reconhecendo o Menino de Belém como nosso Salvador; participando dos Sacramentos Pascais nas festividades de Natal; realizando em nós a humilde atitude de serviço que Cristo manifestou, assumindo a condição de criatura.
Diante das trevas da violência, da intolerância, das insídias da morte, da corrupção, do descaso para com os enfermos, para com os pobres e humildes nasce uma grande luz, a luz divina, que é o Menino Deus, em tudo igual a nós, exceto no pecado, para nos salvar. Ele vem impregnar a sociedade dos mais especiais e evangélicos sentimentos de fraternidade, de comunhão, de solidariedade, de partilha, de misericórdia e de paz. O Menino Deus é o Príncipe da Paz que nos convida a sermos missionários da paz Divina!
Cada um poderá descobrir como Cristo pode nascer em nós no tempo de Natal, em nossa vida. Não nos esqueçamos de que neste Natal o mais importante é que consigamos ir até Belém, participar daquela cena entranhável e dar um presente ao Menino Jesus: vejamos o rosto de Deus em cada rosto humano, e presenteemos as pessoas com o nosso sorriso, a nossa generosidade e o nosso espírito de partilha. Não nos esqueçamos de dar aos nossos parentes, amigos e colegas de trabalho o presente que ninguém pode tirar de nós: caminhemos ao presépio, contemplemos o Cristo nascido para nos salvar, e ofereçamos aos nossos queridos irmãos as orações fervorosas, pedindo as graças necessárias para no Natal comemorar a presença de Deus em nossa história, Jesus Cristo, o rosto visível do Deus invisível. Dessa forma iremos ver que é possível vencermos o ódio, a maldade humana, a violência e vivermos na harmonia, na concórdia e na constância da paz divina.
Feliz Natal! Natal Feliz é Natal com Cristo. Vamos anunciar a proximidade de Deus encarnado em uma criança a todo o mundo, testemunhando que Jesus está no meio de nós! E, assim, cantando para o Céu, vivamos na Terra a alegria do júbilo natalino: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados”!

Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/1573/e-natal

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Ao colocar o menino Jesus no presépio, reze em família

 
Oração da família diante do presépio

Menino Jesus, Deus que se fez pequeno por nós, diante da cena do teu nascimento, do presépio, estamos reunidos em família para rezar.
Mesmo que fisicamente falte alguém, em espírito somos uma só alma.
Olhando Maria, tua Mãe Santíssima, rezamos pelas mulheres da família, que cada uma delas acolha com amor a palavra de Deus, sem medo e sem reservas, que elas lutem pela harmonia e paz em nossa casa.
Vendo teu pai adotivo, São José, pedimos ó Menino Deus, pelos homens desta família, que eles transmitam segurança e proteção, estejam sempre atentos às necessidades mais urgentes, que saibam proteger nossos lares de tudo que não provém de ti.
Diante dos pastores e reis magos, pedimos por todos nós, para que saibamos render-te graças, louvar-te sempre em todas as circunstâncias, e que não nos cansemos de te procurar, mesmo por caminhos difíceis.
Menino Jesus, contemplando tua face serena, teu sorriso de criança, bendizemos tua ação em nossas vidas.
Que nesta noite santa, possamos esquecer as discórdias, os rancores, possamos nos perdoar.
Jesus querido, abençoa nossa família, cura os enfermos que houver, cura as feridas de relacionamentos.
Fazemos hoje o propósito de nos amar mais.
Que neste Natal a bênção divina recaia sobre nós.
Amém.
Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/ao-colocar-o-menino-jesus-no-presepio-reze-em-familia-99051/

sábado, 27 de dezembro de 2014

A bênção de Natal do Papa Francisco

Queridos irmãos e irmãs, bom Natal!
Jesus, o Filho de Deus, o Salvador do mundo, nasceu para nós. Nasceu em Belém de uma virgem, dando cumprimento às profecias antigas. A virgem chama-se Maria; o seu esposo, José.
São as pessoas humildes, cheias de esperança na bondade de Deus, que acolhem Jesus e O reconhecem. Assim o Espírito Santo iluminou os pastores de Belém, que acorreram à gruta e adoraram o Menino. E mais tarde o Espírito guiou até ao templo de Jerusalém Simeão e Ana, humildes anciãos, e eles reconheceram em Jesus o Messias. «Meus olhos viram a salvação – exclama Simeão – que ofereceste a todos os povos» (Lc 2, 30-31).
Sim, irmãos, Jesus é a salvação para cada pessoa e para cada povo!
A Ele, Salvador do mundo, peço hoje que olhe para os nossos irmãos e irmãs do Iraque e da Síria que há tanto tempo sofrem os efeitos do conflito em curso e, juntamente com os membros de outros grupos étnicos e religiosos, padecem uma perseguição brutal. Que o Natal lhes dê esperança, como aos inúmeros desalojados, deslocados e refugiados, crianças, adultos e idosos, da Região e do mundo inteiro; mude a indiferença em proximidade e a rejeição em acolhimento, para que todos aqueles que agora estão na provação possam receber a ajuda humanitária necessária para sobreviver à rigidez do inverno, retornar aos seus países e viver com dignidade. Que o Senhor abra os corações à confiança e dê a sua paz a todo o Médio Oriente, a começar pela Terra abençoada do seu nascimento, sustentando os esforços daqueles que estão ativamente empenhados no diálogo entre Israelitas e Palestinianos.
Jesus, Salvador do mundo, olhe para quantos sofrem na Ucrânia e conceda àquela amada terra a graça de superar as tensões, vencer o ódio e a violência e embocar um caminho novo de fraternidade e reconciliação.
Cristo Salvador dê paz à Nigéria, onde – mesmo nestas horas – mais sangue foi derramado e muitas pessoas se encontram injustamente subtraídas aos seus entes queridos e mantidas reféns ou massacradas. Invoco paz também para outras partes do continente africano. Penso de modo particular na Líbia, no Sudão do Sul, na República Centro-Africana e nas várias regiões da República Democrática do Congo; e peço a quantos têm responsabilidades políticas que se empenhem, através do diálogo, a superar os contrastes e construir uma convivência fraterna duradoura.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Feliz Natal!

Amigo (catequista),

Que Deus lhe dê a luz do Natal, que é a fé;

O calor do Natal, que é o amor;

O esplendor do Natal, que é a pureza;

A justiça do Natal, que é a igualdade;

A crença do Natal, que é a verdade;

A plenitude do Natal, que é Cristo!

Feliz Natal e um abençoado Ano Novo a você que caminha conosco partilhando sonhos, alegrias e esperanças.

                                    (Gentileza – Paulinas)