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sexta-feira, 11 de junho de 2021

“Celebrar o Coração de Maria é meditar sobre a recepção que nós fazemos de Deus na nossa própria vida”, afirma Dom Orani

 


No sábado, 12 de junho, após a comemoração do Sagrado Coração de Jesus, a liturgia da Igreja oferece a oportunidade de refletir sobre o Imaculado Coração de Maria.

“Temos duas celebrações muito unidas, ontem e hoje. Isso faz parte da reforma litúrgica do Concílio Ecumênico Vaticano II, que colocou as duas festas do Coração de Jesus e do Coração de Maria, uma depois da outra, lembrando a unidade entre Mãe e seu Filho Divino”, explica o cardeal Orani João Tempesta.

De um lado, o Coração de Jesus, que é o impulsionador de todas as graças, que vai doar todo o sangue e vitalidade para o corpo inteiro, e do seu coração aberto nasce a Igreja. “Desse coração jorra sangue e água, símbolos da eucaristia e batismo, mostrando para nós essa vida que é doada e as graças que jorram para todos, tudo vem simbolizado no ícone de Jesus misericordioso”, afirma o cardeal.

De outro lado, é o Imaculado Coração de Maria, que é aquele que acolhe, que guarda no seu coração os sinais de Deus. “Justamente são dois aspectos muito importantes: olhar o Coração de Jesus como sinal do amor de Deus, ao mesmo tempo que impulsiona toda a Igreja, onde nasce a Igreja e onde jogam rios de água viva; ao lado do coração que recebe, que acolhe, que medita, que reflete sobre todas as questões que realmente existem no dia a dia à luz do Senhor”, diz dom Orani.

O que diz o Evangelho?
Dom Orani explica que a palavra do Evangelho (cf. Lc 2,41-51) nos faz meditar que quando a família de Nazaré volta para casa, depois de ter encontrado o Menino Jesus no templo, discutindo com os doutores, é bem assinalado que “Maria guardava todas essas coisas no seu coração”.

Já em Isaías (61, 9-11), dom Orani afirma que a primeira leitura traz essa exultação, esse regozijo, ou seja, da ação de graças já anunciando o mistério da encarnação. “Que o dia de hoje, do Imaculado Coração de Maria, essa tradição que, de uma certa forma, já veio na Igreja desde início, mas que foi impulsionada nos últimos séculos, nos ajude no hoje de nossas vidas, pois, sem dúvida, é uma necessidade do nosso tempo, de refletir e de guardar no coração os sinais do Senhor, que vive a nossa vida”, exorta o cardeal.

O que significa rezar e celebrar o Coração Imaculado de Maria?
Segundo dom Orani esta é uma oportunidade de nos preocupamos e de vermos a nossa própria vida.

“O que é que nós guardamos em nosso coração? Mágoas, ressentimentos, ódios e rancores. Guardamos, muitas vezes, certas situações que nos levam à dispersão, à divisão e à maldade de uns para com os outros, e não justamente o amor e a caridade. Por isso mesmo, meus irmãos e irmãs, nós somos chamados a olhar a nossa própria vida e descobrir como é que nós podemos, olhando para o Coração de Maria – aquele guarda todas as coisas no seu coração – descobrir como que também, hoje, em vez de guardar tantas situações maldosas, tanta mágoa, tanto sofrimento, possamos guardar os sinais de Deus na nossa história, aquele que Deus também atua e age e perceber como o Senhor vem atuando em nossa vida e nossa existência”, diz o cardeal.

Portanto, celebrar o Coração de Maria, conforme dom Orani, é meditar sobre a recepção que nós fazemos de Deus na nossa própria vida. “Aquele que vai atuando em nossa própria existência e, ao mesmo tempo, atuando para que possamos fazer o bem, para mandar cada vez mais para as pessoas as coisas boas que nos ajuda a perceber a história que Deus faz conosco. Assim, de um lado, nós acolhemos todo impulso do Coração de Jesus e, com Maria, queremos guardar no coração seus valores. Sabemos que Maria nasce sem o Pecado Original, ela é concebida sem o Pecado Original e seu Coração Imaculado, guardava e meditava os acontecimentos. Nós também fomos, pelo batismo, lavados de nosso pecado das origens e, pela confissão, somos lavados dos nossos pecados atuais, para podermos ter o coração aberto aos sinais e assim podermos também dar graças”, diz.

Nesse sentido, dom Orani reiteira que, olhando para Maria – que Guarda no coração os sinais de Deus e da história – todos são chamados pelo batismo, pela confissão, pela vida de oração a guardar no coração esses valores e sinais que Deus proporciona na vida. Nós estamos vendo vários sinais durante esse dia de hoje, sinal do acolhimento do migrante e do refugiado.

Maria guarda os sinais de Deus e da história em seu coração e nós, especificamente, somos chamados a guardar algo nos nossos corações?

Dom Orani salienta que somos chamados a guardar no coração todos esses sinais que nós vemos da Igreja presente no mundo inteiro, como a vida e missão do Santo Padre, das dioceses, de toda a Igreja no Brasil, sobretudo de seu trabalho social nesse tempo de pandemia: as dificuldades que aumentam com a fome e a necessidade de alimentação, tanto para quem não tem teto, como para quem também tem, mas não tem às vezes que o comer.


“Do Coração de Jesus jorram rios de água viva e, para nós, enquanto aqueles que celebram hoje o Coração de Maria, queremos vivenciar cada vez melhor essa alegria de pedir ao Senhor Deus que possa guardar no coração os sinais. Que nós guardemos no coração os sinais de trabalhos que nos dão possibilidade de partilhar o pão de cada dia com tantas pessoas. Olhemos com os olhos de Deus, como os olhos de Maria, os acontecimentos e, como Maria, guardemos o coração tantos dons e tantas graças para podermos enxergar de madeira nova, a nossa sociedade”, finaliza o bispo.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/celebrar-o-coracao-de-maria-e-meditar-sobre-a-recepcao-que-nos-fazemos-de-deus-na-nossa-propria-vida-afirma-dom-orani/

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Senhora Aparecida, 90 anos de padroeira


Cardeal Orani: neste mês de maio em que o Papa nos pediu para rezarmos pelo fim da pandemia, e também aqui no Rio rezamos pela paz, queremos “coroar” Nossa Senhora como é nossa tradição fazê-lo sempre no final do mês de maio, com nossas orações e nossa gratidão. O Brasil vos ama, o Brasil em vós confia!


Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist. - Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

No dia 31 de maio, quando a Igreja celebra a festa litúrgica da visitação de Maria a sua prima Isabel, a Arquidiocese do Rio de Janeiro faz memória e celebra com júbilo os 90 anos da proclamação de Nossa Senhora da Conceição Aparecida como padroeira do Brasil, decretada pelo Papa Pio XI no ano anterior a pedido dos arcebispos e bispos brasileiros, junto com o reitor do Santuário de Aparecida e coordenados pelo Cardeal Sebastião Leme, nosso antecessor.

Neste mês de maio em que o Papa nos pediu para rezarmos pelo fim da pandemia, e também aqui no Rio rezamos pela paz, queremos “coroar” Nossa Senhora como é nossa tradição fazê-lo sempre no final do mês de maio, com nossas orações e nossa gratidão.

No dia 16 de julho de 1930, o Papa Pio XI assinou o decreto pontifício que declarou e proclamou Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira da Nação Brasileira. Diz o decreto: “Por motu proprio e por conhecimento certo e madura reflexão Nossa, na plenitude do Nosso poder apostólico, pelo teor das presentes letras, constituímos e declaramos a Beatíssima Virgem Maria concebida sem mancha, sob o título de Aparecida, Padroeira principal de todo o Brasil diante de Deus. Concedemos isto para promover o bem espiritual dos fiéis no Brasil e para aumentar cada vez mais a sua devoção à Imaculada Mãe de Deus.”

Por meio de reportagens, crônicas, fotografias e testemunhos, podemos contemplar as maravilhas que a imagem histórica, de cor negra, provocou quando em 1931 “apareceu” no Rio de Janeiro, vinda de trem, de Aparecida, de onde nunca tinha saído desde que foi encontrada pelos pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, em outubro de 1717, no rio Paraíba do Sul. Saiu na noite anterior de Aparecia e o trem (com o “carro capela”) veio parando em todas as estações do trajeto para as homenagens.

Nossa fé nos leva a acreditar que foi um momento em que o povo brasileiro experimentou a mesma alegria que teve Isabel quando ouviu a saudação de Maria, e semelhante a João Batista, também “saltou de alegria” no “ventre” do coração do Brasil, na época a capital da República. Recebida como a bendita entre as mulheres e os homens, foi um sinal explícito de que Deus continuava fazendo maravilhas.

Para ver a imagem da padroeira, mesmo que fosse de longe, a grande metrópole se transformou. As pessoas saíram de casa para se juntar com as que vieram de todas as partes do país. Enchiam ruas, praças e janelas. Na procissão, mais de 30 bispos, o clero, e a presença expressiva de membros de irmandades e associações religiosas. Também muitas autoridades, inclusive o presidente da época, Getúlio Vargas. Os sinos das igrejas repicavam, os aviões militares cruzavam os céus e o povo não cansava de dar vivas à padroeira. Os testemunhos afirmam que foi um dia luminoso, de emoções, uma antecipação da vida na eternidade.

No dia seguinte ao ato da proclamação, Dom Sebastião Leme escreveu (1): “Vi espraiar-se aos pés do altar de Aparecida a onda humana que na Esplanada se comprimia, mais do que nunca senti orgulho de minha fé, da minha pátria e da minha cidade”.

Na mesma mensagem, Dom Sebastião Leme afirmou que nenhuma cidade do mundo poderia apresentar tal espetáculo, marcada pela espontaneidade e vibração de sua fé: “O Rio de Janeiro foi na aclamação de ontem a voz de toda a terra brasileira. Ato de fé, expressão de confiança, a procissão valeu como um plebiscito nacional, cujo voto proclamou Nossa Senhora da Conceição Aparecida não só como padroeira, mas ainda como Rainha do Brasil. E o voto do povo brasileiro foi tão unânime e ardoroso que explodiu nas chamas de um imenso e portentoso incêndio de corações”.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Natividade de Nossa Senhora

 

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


Temos a graça de celebrarmos neste dia 8 de setembro, a festa da Natividade de Nossa Senhora. A Igreja celebra com júbilo a festa de Nossa Senhora por ser a Mãe de Deus que se faz Homem, por ter dado corpo ao Verbo divino, para que acontecesse a salvação da humanidade.

Marcos Barbosa, OSB assim escreveu: “Salve, Rainha, nós te saudamos pelo dia dos teus anos, a ti, que és a única a fazê-lo eternamente, pois talvez nem passaste pela morte, ou logo a venceste, retirada do sepulcro pelos anjos impacientes. Nós filhos de Eva, que temos a certeza de morrer um dia, te saudamos e convocamos, a cada instante, para a hora, o momento de nossa morte. Queremos-te agora, mas também naquela hora decisiva. Tu, e mais ninguém em teu lugar. Porque só tu podes tudo. Poderás obter que o teu Filho prepare diretamente o nosso coração, se já os outros sacerdotes não lhe tiverem acesso, pela distancia ou enevoado véu que nos envolva. Tu estarás presente. Tu és a mais presente, e não apenas a mais bendita entre as mulheres.”

A celebração do nascimento da Virgem Maria, como disse santo André de Creta (cf. Ofício das leituras), honra a natividade da Mãe de Deus. “A celebração de hoje é para nós o começo de todas as festas”, afirma o Calendário Litúrgico Bizantino. O nascimento de Maria Santíssima traz ao mundo o anuncio jubiloso de uma boa nova: a mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início histórico da obra da Redenção.

São Pedro Damião afirma em sua homilia para essa festa: “Deus onipotente, antes que o homem caísse, previu a sua queda e decidiu, antes dos séculos, a redenção humana. Decidiu Ele encarnar-se em Maria.” “Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa linda, porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo. Salomão celebrou de modo soleníssimo a inauguração de um templo de pedra. Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo encarnado? Naquele dia a glória de Deus desceu sobre o templo de Jerusalém sob forma de nuvem, que o obscureceu.

Nessa festa o mundo católico admira Nossa Senhora como sendo Ela a aurora que anuncia o Sol de justiça que dissipa as trevas do pecado. Nela, a Igreja convida a “contemplarmos uma menina como todas as outras, e que ao mesmo tempo é única, pois, Ela é a “bendita entre todas as mulheres” (Lc 1, 42), a Imaculada “filha de Sião”, destinada a tornar-se a Mãe do Messias”. (São João Paulo II, Audiência de 8/9/2004).

O Evangelho da Missa da Natividade Mt 1,1-16.18-23 – é o Evangelho da genealogia de Jesus. A genealogia de uma pessoa ou família no contexto cultural de Jesus tinha grande importância jurídica e trazia consequências para a vida social e religiosa: a posição social, a origem racial e a origem religiosa. Mateus sinaliza que Jesus carrega dentro de si a história do povo de Deus da Antiga Aliança nos grandes momentos: patriarcal, real e pós – exílica do Messias. Contudo, vai além da mentalidade judaica e remonta a origem em Abraão. Por isso, a genealogia tem mais função simbólica: como descendente de Davi, Jesus é o portador do reino messiânico e como descendente de Abraão, realiza a esperança da promessa para todos os povos (cf. Gn 12,3; 18,18 – lidos em ótica cristã em Gn 3,8).

As sociedades patriarcais somente o nome do pai consta na descendência da família. As genealogias da Bíblia, com algumas exceções (1 Cr 2,4 e 3,5) não incluem o nome das mães. Mateus cita quatro mulheres, além de Maria. E as citadas não seriam exemplos aos olhos de um moralista: Tamar comete incesto com o sogro (Gn 38,14 – 18); Raab é a prostituta (Js 2,1); a mulher de Urias foi tomada criminosamente por Davi (2Sm 11,1 – 5) e Rute que usou a esperteza para garantir o casamento com Booz ( Rt 3,7 – 15). Contudo, o judaísmo celebrava a justiça e o mérito dessas mulheres (cf. Gn 38,26 = Tamar; Rt 3,10 = Rute; Hb 11,31 e Tg 2,25 = Raab).

São Mateus introduz essas mulheres na corrente originante do Messias, sublinhando a gratuidade de Deus na sua ação salvadora. Assim como em Maria, em cada caso há uma providência exercida por Deus na escolha de pessoas que vão dar continuidade na linhagem messiânica – o Messias – que vem na contramão de quem quer subjugar o processo histórico, os caminhos de Deus. Neste sentido, através de Tamar, Judá propagou a linhagem messiânica; por meio de coragem de Raab, Israel entrou na terra prometida; através de Rute (= a bisavó) foi gerado Davi; e pela mulher de Urias o trono de Davi passou para Salomão.

Mateus quer realçar a figura de Maria, como instrumento divino no plano messiânico. No v.16, aparece uma ruptura na genealogia: “Jacó gerou José, o esposo de Maria da qual nasceu Jesus chamado Cristo”, que revela a fé da comunidade que acredita na concepção virginal de Deus.

Assim se exprimiu o Padre Antônio Vieira sobre essa celebração: “Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que d’Ela nascesse Deus. (…) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus” (Sermão do Nascimento da Mãe de Deus).”

Ao celebrar a festa do nascimento da virgem Maria, também queremos nos reportar este ano em que nós brasileiros temos a graça de celebrarmos os 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, junto as margens do Rio Paraíba do sul. Neste momento nasce uma devoção própria em nosso país. Queremos neste dia, confiar a nossa vida Aquela que em tudo fez a vontade de Deus.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/natividade-de-nossa-senhora/

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Círio de Nazaré: ‘Maria, Mãe da Igreja’

Neste final de semana, de 2 a 4 de agosto, pela 11ª vez, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, vinda de Belém do Pará, percorreu a área de abrangência da Arquidiocese do Rio, em comunidades paroquiais, instituições religiosas e no Centro de Tradições Nordestinas. Foi elaborada intensa programação, com celebrações missionárias e eucarísticas, e mini-círios.

Devoção
A invocação e imagem de Nossa Senhora de Nazaré têm várias tradições. A mais conhecida é a de Portugal. No norte do Brasil, com a influência lusitana, uma tradição nova se implantou há séculos e tem sido um grande momento de evangelização de nosso povo. Com a migração paraense para todo país, essa cultura e devoção foi levada também para vários locais do Brasil, entre os quais, o Rio de Janeiro, onde, há décadas, ocorrem celebrações e círios. Embora as imagens em sua iconografia diferem entre si, no entanto, a invocação nos leva ao clima da cidade de Nazaré e, consequentemente, da Sagrada Família. 
“A simplicidade de Nazaré é o pano de fundo da missão que se aprofunda a cada ano com a visita da imagem peregrina. São pequenos sinais da devoção popular que nos ajudam e buscar aqu’Ele que Maria nos aponta para obedecer: Jesus Cristo, nosso Senhor”, disse o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, que também foi arcebispo em Belém do Pará, de 2004 a 2009.

Padroeira dos paraenses
No Pará, foi o caboclo Plácido José de Souza quem encontrou, em 1700, às margens do igarapé Murutucú (onde hoje se encontra a Basílica Santuário), uma pequena imagem da Senhora de Nazaré. Após o achado, Plácido teria levado a imagem para a sua choupana e, no outro dia, ela não estaria mais lá. Correu ao local do encontro e lá estava a ‘Santinha’. O fato teria se repetido várias vezes até a imagem ser enviada ao Palácio do Governo. No local do achado, Plácido construiu uma pequena capela.

Círio de Nazaré
Em 1792, o Vaticano autorizou a realização de uma procissão em homenagem a Virgem de Nazaré, em Belém do Pará. Organizado pelo presidente da Província do Pará, capitão-mor Dom Francisco de Souza Coutinho, o primeiro Círio foi realizado no dia 8 de setembro de 1793.
Segundo Dom Orani, no início, não havia data fixa para o Círio. Mas, a partir de 1901, por determinação do bispo Dom Francisco do Rêgo Maia, a procissão passou a ser realizada sempre no segundo domingo de outubro.
“Realizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas manifestações católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus”, afirmou Dom Orani.

O caminho da fé
No segundo domingo de outubro, a procissão sai da Catedral de Belém e segue até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta para veneração dos fiéis durante 15 dias. O percurso é de 3,6 quilômetros e já chegou a ser percorrido em nove horas e quinze minutos, como ocorreu em 2004, no mais longo Círio de toda a história.
Dom Orani lembrou que na procissão, a Berlinda que carrega a imagem da Virgem de Nazaré é seguida por romeiros de Belém, do interior do estado, de várias regiões do país e até do exterior. Em todo o percurso, os fiéis fazem manifestações de fé, enfeitam ruas e casas em homenagem à santa. Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial.
“Vamos ao encontro da Senhora de Nazaré porque Ela nos aponta para o seguimento de Cristo que é caminho, verdade e vida! Maria missionária vem, com sua imagem, nos incentivar a viver este ano da esperança com a missão de ir anunciando seu Filho Jesus”, destacou Dom Orani.

Carlos Moioli


segunda-feira, 10 de junho de 2019

Hoje celebra-se a memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja

Neste dia 10 de junho, segunda-feira após o Domingo de Pentecostes, é celebrada a memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, data que foi estabelecida pelo Papa Francisco no início de 2018, por meio de um Decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
“Esta celebração ajudará a recordar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos”, afirma o documento.
O texto explica ainda que o Papa Francisco decidiu estabelecer esta memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja, “considerando atentamente quanto à promoção desta devoção possa favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana”.
O Evangelho de São João narra que, “junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe’” (Jo 19,25-27).
Com referência a este episódio evangélico, o decreto assinala que a Virgem Maria “aceitou o testamento do amor do seu Filho e acolheu todos os homens, personificado no discípulo amado, como filhos a regenerar à vida divina, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou na cruz, dando o Espírito”.
“Por sua vez, no discípulo amado, Cristo elegeu todos os discípulos como herdeiros do seu amor para com a Mãe, confiando-a a eles para que estes a acolhessem com amor filial”.
Além disso, continua o texto, “dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo”.
Segundo o decreto, ao longo dos séculos, “a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, ‘Mãe da Igreja’, como aparece nos textos dos autores espirituais assim como nos do magistério de Bento XIV e Leão XIII”.
Assim, recorda que “o beato papa Paulo VI, a 21 de novembro de 1964, por ocasião do encerramento da terça sessão do Concílio Vaticano II, declarou a bem-aventurada Virgem Maria ‘Mãe da Igreja, isto é, de todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que lhe chamam Mãe amorosíssima’ e estabeleceu que ‘com este título suavíssimo seja a Mãe de Deus doravante honrada e invocada por todo o povo cristão’”.
Além disso, a Sé Apostólica propôs uma Missa votiva em honra de Santa Maria, Mãe da Igreja, por ocasião do Ano Santo da Reconciliação em 1975. “A mesma deu a possibilidade de acrescentar a invocação deste título na Ladainha Lauretana (1980), e publicou outros formulários na Coletânea de Missas da Virgem Santa Maria (1986). Para algumas nações e famílias religiosas que pediram, concedeu a possibilidade de acrescentar esta celebração no seu Calendário particular”.
Assim, o Papa Francisco “estabeleceu que esta memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja inscrita no Calendário Romano na Segunda-feira depois do Pentecostes, e que seja celebrada todos os anos”.


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Papa: rezar o Terço pela Igreja e pela paz no mundo

O Papa Francisco, especialmente neste mês mariano, tem nos exortado por meio de tweets à oração do Santo Terço.

Ao saudar os peregrinos de língua italiana ao final da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco recordou que hoje recorre a “Súplica a Nossa Senhora da Pompeia”, e pediu a ela que “dirija o seu olhar sobre o mundo e interceda por toda a Igreja e por aqueles que sofrem no corpo e no espírito”. Ademais, recordou que na Argentina é celebrada a Solenidade de Nossa Senhora de Luján, Padroeira do país. Já em uma mensagem no twitter @Pontifex, pediu a Virgem do Santo Rosário para nos ajudar “a ser um só coração e uma só alma, povo santo em caminho à pátria do Céu”.

Mês de maio 
Estamos no mês de maio, mês mariano por excelência. E o tweet desta quarta-feira, não foi o primeiro de Francisco a nos recordar nestes dias da Virgem Maria, a quem devemos rezar e pedir a intercessão. “A Mãe de Deus nos acompanha e protege os cristãos no combate contra as forças do mal. Confiemo-nos a Ela e rezemos pela Igreja e pela paz no mundo”, escreveu em outro tweet, em 4 de maio.

O Terço para proteger a Igreja dos ataques do diabo 
Assim, através destas mensagens, Francisco renova seu convite para rezarmos o Terço. De maneira particular, já o havia feito em outubro passado, outro mês mariano, diante do momento difícil vivido pela comunidade cristã, para assim "afastar os ataques do diabo que quer dividir a Igreja".
"É hora de defender a Igreja" do Grande Acusador com a oração, disse em 27 de outubro em seu discurso de encerramento do trabalho do Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens, propondo a oração diária do Terço.

Maria traz Jesus ao mundo 
“Nossa Senhora quer trazer também a nós, a todos nós, a dádiva grandiosa que é Jesus; e com Ele traz-nos o seu amor, a sua paz e a sua alegria. Assim a Igreja é como Maria: a Igreja não é uma loja, nem uma agência humanitária; a Igreja não é uma ONG, mas é enviada a levar a todos Cristo e o seu Evangelho; ela não leva a si mesma — seja ela pequena, grande, forte, ou frágil, a Igreja leva Jesus e deve ser como Maria, quando foi visitar Isabel. O que lhe levava Maria? Jesus. A Igreja leva Jesus: este é o centro da Igreja, levar Jesus! Se, por hipótese, uma vez acontecesse que a Igreja não levasse Jesus, ela seria uma Igreja morta! A Igreja deve levar a caridade de Jesus, o amor de Jesus, a caridade de Jesus. (Audiência Geral de 23 de outubro de 2013).

Francisco: o Rosário, oração do meu coração 
Maria traz o Senhor, por isso – sublinha Francisco - "Nossa Senhor não é um opção: deve ser acolhida na vida". O Rosário - disse ainda - "é uma síntese da Divina misericórdia", "a oração que sempre acompanha minha vida; é também a oração dos simples e dos santos. É a oração do meu coração ".

Um Pontificado confiado a Salus Populi Romani 
Quando encontra as pessoas em várias audiências, Francisco sempre as presenteia com Terço: "Nossa Senhora – afirma  - está sempre próxima de seus filhos", está sempre pronta para nos ajudar quando rezamos a ela, quando pedimos (...) sua proteção ( ...) recordamos que ela não deixa esperando: é a Nossa Senhora da prontidão, prontamente vai servir".
Francisco, logo após a eleição, foi à Basílica Santa Maria Maior, centro de Roma, confiar seu Pontificado a Salus Populi Romani. E esta mesma Basílica é sempre por ele visitada antes e após suas Viagens Apostólicas, como fez no último sábado e na noite de ontem, antes e após a visita à Bulgária e à Macedônia do Norte.

Oração a Maria 
Na conclusão do mês mariano de 2013, ao recitar o Terço na Praça São Pedro, rezou desta forma:

"Maria, Mulher da escuta, da decisão e da ação.
Maria, Mulher da escuta, abre os nossos ouvidos; faz com que saibamos ouvir a Palavra do teu Filho Jesus, no meio das mil palavras deste mundo; faz com que saibamos ouvir a realidade em que vivemos, cada pessoa que encontramos, especialmente quem é pobre e necessitado, quem se encontra em dificuldade.

Maria, Mulher da decisão, ilumina a nossa mente e o nosso coração, a fim de que saibamos obedecer à Palavra do teu Filho Jesus, sem hesitações; concede-nos a coragem da decisão, de não nos deixarmos arrastar para que outros orientem a nossa vida.

Maria, Mulher da ação, faz com que as nossas mãos e os nossos pés se movam «apressadamente» rumo aos outros, para levar a caridade e o amor do teu Filho Jesus, para levar ao mundo, como tu, a luz do Evangelho. Amém!

Oração nascida no século XIII 
O Rosário nasceu como oração “popular” no século XIII, em ambiente dominicano, para que todos pudessem rezar, mesmo os analfabetos. Desde então, os Pontífices sempre encorajaram a rezar o Rosário para encontrar Jesus, acompanhados por Maria.


quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Solenidade da Assunção de Maria recebe grande atenção e devoção por parte do povo cristão

Nesta quarta-feira, 15 de agosto, a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Maria ou, como é mais conhecida no Brasil, a festa de Nossa Senhora da Glória. O presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol, falou sobre o sentido litúrgico do dia. De acordo com ele, a história da festa tem origem a partir do Concílio de Éfeso (451) que proclamou Maria “Mãe de Deus”.
“Nos séculos VI – VII, algumas igrejas começaram a celebrar a ‘dormição de Maria’, e nos livros litúrgicos do VIII século, essa recebeu o título de ‘Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria’ (“que passou pela morte, mas que não esteve sujeita aos seus vínculos”), afirma o bispo.
Da morte de Maria, dom Armando salienta que há alguns testemunhos em escritos apócrifos; todavia, ele destaca que a tradição ininterrupta da Igreja, testemunhada por Gregório de Tours (594) e por outros padres, é fortalecida pelo fato de que nenhuma relíquia do corpo de Maria foi honrada na antiguidade.
Foi necessário, em 1º de novembro de 1950, que o papa Pio XII proclamasse a convicção que já vinha sendo confessada pelo povo desde o início do cristianismo – é o dogma da assunção de Maria ao céu em corpo e alma. “Hoje nós a celebramos com alegria e renovada fé”, afirma dom Armando.
O bispo explica que a liturgia, inspirada no documento de proclamação do papa e na doutrina do Concílio Vaticano II, evidencia “a conexão entre o mistério de Cristo e o de Maria”. “A liturgia desta solenidade é rica em ensinamentos teológicos e espirituais que, se bem entendidos e vividos, iluminam e orientam a vida dos discípulos de Cristo do qual Maria foi a primeira e a mais fiel. Celebrando a plena participação de Maria na ressurreição, ascensão e glorificação do seu Filho, ela prefigura a vitória da Igreja, corpo de Cristo, de toda a família humana e da criação inteira’”, afirma dom Armando.
Na história eclesial dom Armando reitera que esta festa recebeu uma grande atenção e devoção por parte do povo cristão. “São bem trinta as dioceses que, neste dia, celebram as glórias de Maria com os mais diferentes títulos: da Boa Viagem (Belo Horizonte), da Abadia (Campo Grande), da Glória (Maringá, Lorena, Cruzeiro do Sul, Patos de Minas, Rubiataba, Valença), da Ponte (Sorocaba), das Vitórias ou da Vitória (Vitória da Conquista, Ilhéus, Oeiras), do Desterro (Jundiaí), dos Prazeres (Lages), da Oliveira (Oliveira), Mãe da Igreja (Paranavaí), dos Anjos (Petrolina), da Consolação (Tocantinópolis), do Livramento (Nossa Senhora do Livramento); e várias com o título de ‘Nossa Senhora da Assunção’”, finaliza o bispo.

Fonte: http://www.cnbb.org.br/solenidade-da-assuncao-de-maria-recebe-grande-atencao-e-devocao-por-parte-do-povo-cristao/

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Hoje é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América

“Não se perturbe teu rosto, teu coração... Não estou eu aqui, tua Mãe?”, disse a Virgem de Guadalupe ao aflito Juan Diego em 12 de dezembro de 1531. Ela, a Padroeira da América e do México, quis deixar sua imagem desde esse dia em uma singela “tilma” como sinal do amor de Deus para com os crentes e não crentes.
Somente dez anos depois da conquista do México, os missionários tinham pouco êxito na evangelização e conversão dos novos povos, em grande parte pelo mau exemplo dos que, chamando-se cristãos, abusavam dos nativos.
Em 9 de dezembro de 1531, a Virgem apareceu a um humilde índio convertido ao cristianismo, chamado Juan Diego, em um lugar denominado Tepeyac. Maria se apresentou como “a perfeita sempre Virgem Santa Maria, Mãe do verdadeiro Deus”.
A Rainha do Céu lhe encomendou que, em seu nome, pedisse ao Bispo, o franciscano Juan de Zumárraga, a construção de uma Igreja no lugar da aparição.
O Bispo não aceitou a ideia e a Virgem pediu a Juan Diego que insistisse. No dia seguinte, ele voltou a encontrar o Prelado, que o examinou na doutrina cristã e lhe pediu provas objetivas do prodígio.
Na terça-feira, 12 de dezembro, a Virgem apareceu e consolou Juan Diego, dizendo: “Não tema…”,  porque seu tio já estava curado. Logo, convidou-o a subir ao topo da colina de Tepeyac para colher algumas flores e trazê-las para Ela.
Apesar da estação de inverno e da aridez do lugar, São Juan Diego encontrou flores muito belas e colocou-as em sua “tilma”. A Virgem, então, mandou que ele as apresentasse ao Bispo.
Estando na frente do Prelado, o santo abriu sua “tilma” e deixou cair as flores. Na manta apareceu a imagem da Virgem de Guadalupe. O Bispo e os demais presentes caíram de joelhos com grande assombro. Em seguida, o Bispo pediu perdão.
No dia seguinte, foram ao monte Tepeyac, onde imediatamente as pessoas se ofereceram para elevar o templo. Juan Diego pediu permissão e foi pressurosamente ver seu tio Juan Bernardino, que tinha estado com a saúde muito debilitada. Ao chegar, viu que seu parente estava recuperado.
Ali, Juan Diego lhe contou o acontecido e o tio respondeu dizendo que a Virgem também lhe tinha aparecido e que havia pedido que contasse ao Bispo sobre sua cura.
Com o manto, a Virgem trouxe reconciliação entre nativos e espanhóis porque, com os símbolos que ali apareciam, as duas culturas podiam entender perfeitamente a mensagem do Céu. Do mesmo modo, ajudou-lhes a compreender que a fé cristã não é propriedade de ninguém, a não ser um dom de amor para todos.
Nos 7 anos depois das aparições, houve uma conversão de 8 milhões de nativos – o que representa uma média de 3 mil homens por dia e que faz recordar a pregação de São Pedro no dia do Pentecostes, no qual também se converteram 3 mil homens.
A cada ano, aproximam-se da venerada imagem cerca de 20 milhões de fiéis e, no dia de sua festa, calcula-se que quase três milhões vão ao santuário.
“Quero muito, ardo de desejo de que aqui tenham a bondade de construir-me um pequeno templo, para ali O revelar a vocês, engrandecendo-O e entregar vocês a Ele, a Ele que é todo o meu amor, a Ele que é meu olhar compassivo, Àquele que é meu auxílio, Àquele que é minha salvação”, disse a Virgem do Guadalupe a São Juan Diego.
“Porque em verdade, tenho a honra de ser a mãe misericordiosa de todos vocês; tua e de todos os povos aqui nesta terra unidos e dos demais diferentes homens, que me amam, os que a mim clamam, os que me buscam, os que me honram confiando em minha intercessão. Porque ali estarei sempre disposta a escutar seu pranto, sua tristeza, para purificar, para curar todas as suas variadas misérias, suas penas, suas dores”, acrescentou a Mãe das Américas.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/hoje-e-a-festa-de-nossa-senhora-de-guadalupe-padroeira-da-america-32319/

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A festa de 300 anos da Padroeira do Brasil à luz da palavra do Papa Francisco

Durante a maior parte do tempo de preparação para o jubileu de 300 anos do encontro imagem de Aparecida, os brasileiros acalentaram a expectativa da presença de o Papa Francisco conforme promessa feita por ele mesmo ao visitar o Santuário Nacional antes de iniciar a Jornada Mundial da Juventude no Rio de janeiro, em 2013. Impossibilitado por razões estratégicas de suas viagens internacionais à América Latina, uma vez que outros países também reclamam sua presença, ele esclareceu, em 2016, que não poderia estar presente na festa de Aparecida. Ainda assim, em maio deste ano, por meio de carta dirigida aos bispos do Conselho Episcopal Latino-americano e Caribenho, por ocasião da celebração dos 10 anos da Conferência de Aparecida, ele fez uma profunda reflexão mostrando o significado e a importância da mensagem da festa deste 12 de outubro.
Em primeiro lugar, o Papa lembrou que desejaria voltar a Aparecida na companhia dos bispos mesmo que por meio de uma reflexão e que essa meditação “fosse também a vossa ‘visita’ aos pés da Mãe, a fim de que nos gere na esperança e tempere os nossos corações de filhos”. Para ele, “seria como ‘voltar para casa’, olhar, contemplar, mas sobretudo deixar-nos ver e encontrar por Aquele que nos amou primeiro”. E lembrou a celebração jubilar: “Há trezentos anos um grupo de pescadores saiu como sempre para lançar as redes. Saíram para trabalhar e foram surpreendidos por um achado que mudou os seus passos: no seu dia a dia foram encontrados por uma pequena imagem totalmente coberta de lama”.

Crescimento na fé e imersão no discipulado
Papa Francisco lembrou aos bispos que a imagem encontrada no Rio Paraíba do Sul, no interior de São Paulo” “era Nossa Senhora da Conceição, imagem que durante quinze anos permaneceu na casa de um deles, e os pescadores iam lá rezar e Ela ajudava-os a crescer na fé. Ainda hoje, trezentos anos depois, Nossa Senhora Aparecida faz-nos crescer, imergindo-nos num caminho discipular”.

“Ainda hoje, trezentos anos depois, Nossa Senhora Aparecida faz-nos crescer, imergindo-nos num caminho discipular”
Papa Francisco

E esclareceu: “Aparecida é uma verdadeira escola de discipulado. E, a este propósito, gostaria de indicar três aspetos. O primeiro são os pescadores. Não eram muitos, mas um pequeno grupo de homens que todos os dias saíam para enfrentar o trabalho e desafiar a incerteza que o rio lhes reservava. Homens que conviviam com a insegurança de nunca saber qual teria sido o ‘lucro’ do dia; incerteza nada fácil de gerir quando se trata de levar a comida para casa, e sobretudo quando nessa casa há crianças que devem ser nutridas. Os pescadores são aqueles que conhecem pessoalmente a ambivalência que se cria entre a generosidade do rio e a agressividade das suas inundações. Homens acostumados a enfrentar as inclemências com um vigor e uma determinada santa ‘obstinação’ de quem todos os dias não deixa — porque não pode — de lançar as redes”.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Papa: Maria nos capacita a atravessar com fé os momentos dolorosos

“Trazendo Jesus, Nossa Senhora traz também a nós uma nova alegria, cheia de significado; nos traz uma nova capacidade de atravessar com fé os momentos mais dolorosos e difíceis”.
Falando aos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro para o Angelus na Solenidade da Assunção, o Papa Francisco recordou que devemos pedir a Maria para nossas famílias e comunidades aquele “dom imenso”, “a graça que é Jesus Cristo”.
A narrativa de Lucas da visita de Maria à sua prima Isabel inspirou a reflexão do Papa, que precede a oração do Angelus.
Francisco recordou que “na casa de Isabel e de seu marido Zacarias, onde antes reinava a tristeza pela falta de filhos, agora existe a alegria de uma criança que chega, uma criança que se tornará o grande João Batista, precursor do Messias”. E completou:
“E quando chega Maria, a alegria transborda e explode nos corações, porque a presença invisível mas real de Jesus preenche tudo com um sentido: a vida, a família, a salvação do povo, tudo!”
“E esta alegria plena – explica o Santo Padre – se expressa com a voz de Maria na oração estupenda” do Magnificat:
“É o canto de louvor a Deus que opera grandes coisas por meio das pessoas humildes, desconhecidas para o mundo, como é a própria Maria, como é o seu esposo José, e como é também o local onde vivem, Nazaré. As grandes coisas que Deus fez com as pessoas humildes! As grandes coisas que o Senhor faz no mundo com os humildes, porque a humildade é como um vazio, que deixa espaço para Deus. O humilde é poderoso, não porque é forte. E esta é a grandeza do humilde, da humildade.”
“Gostaria de perguntar a vocês, e também a mim - completou Francisco. Mas não se responde em voz alta, cada um responde no coração. Como está a minha humildade?”
“O Magnificat – disse o Papa – canta o Deus misericordioso e fiel que cumpre o seu plano de salvação com os pequenos e os pobres, com aqueles que têm fé n’Ele, que confiam na sua palavra como Maria”.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Homenagens a Nossa Senhora nas Paróquias-Parte 17

Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Santa Cruz

Momento Mariano


Homenagens a Nossa Senhora nas Paróquias-Parte 16

Paróquia Nossa Senhora da Consolata, Benfica

Crianças e seus responsáveis, orientados pelos catequistas, fizeram as maquetes que devem permanecer em exposição como informado pela Sandra,  Coordenadora da Iniciação Cristã de Crianças e adolescentes da paróquia.




Homenagens a Nossa Senhora nas Paróquias-Parte 15

Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Del Castilho