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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Brasil: 1° de setembro é dia de rezar pela paz no Afeganistão

 

Em consonância com o apelo do Papa Francisco no Angelus do ultimo domingo, quando pediu oração, jejum, penitência pela situação no Afeganistão, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil convocou para quarta-feira um Dia de Oração e Missão pela Paz no Afeganistão.

Uma Dia de Oração e Missão pela Paz no Afeganistão, na quarta-feira, 1º de setembro, foi convocado pela Conferência dos bispos do Brasil (CNBB), por meio de sua Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, em conjunto com a Fundação de direito pontifício Ajuda à Igreja que Sofre.

A iniciativa - lê-se no site da CNBB – “se faz ainda mais importante pois o povo afegão tem vivido desde 15 de agosto, quando o Talibã tomou a capital Cabul, dias de guerra com muitas mortes e violência”.

O Dia de Oração da próxima quarta-feira quer responder, desta forma, ao apelo lançado no Angelus de domingo pelo Papa Francisco, quando dirigiu uma forte exortação aos fiéis para que rezem e jejuem pela paz no Afeganistão e convidou o mundo inteiro a “continuar a assistir os necessitados e rezar para que o diálogo e a solidariedade levem ao estabelecimento de uma convivência pacífica e fraterna e ofereçam esperança para o futuro do país”.

Por fim, a CNBB recorda que o “Dia de Oração e Missão” faz parte de uma série de iniciativas semelhantes que pretendem colocar o valor da oração como ação missionária, visando também garantir que cada católico, no período de 24 horas, dedique um momento de oração por uma região particular do mundo.

A iniciativa também é difundida nas redes sociais, por meio do uso de hashtags especiais. Para o dia 1° de setembro foi criado o #rezepeloafeganistao. Recentemente, dias semelhantes foram realizados pela Terra Santa e pelo Haiti, uma ilha devastada por uma grave crise política e social, bem como por um dramático terremoto de magnitude 7,2, ocorrido em 14 de agosto.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2021-08/cnbb-dia-oracao-missao-pela-paz-afeganistao.html

domingo, 20 de junho de 2021

O Papa: acreditar no poder suave e extraordinário da oração

 

No Angelus deste domingo, 20 de junho o Papa destacou que não devemos deixar de buscar o Senhor, bater na porta do Seu Coração nos nossos momentos de aflição e acreditar no poder suave e extraordinário da oração que faz milagres.

Na oração mariana do Angelus deste domingo (20), o Papa Francisco falou sobre o texto do Evangelho de Marcos no qual Jesus com os discípulos no barco, acalmou a tempestade. No texto, os discípulos são deixados levar pelo medo, assustados, olhando as violentas ondas e ficam perplexos ao ver Jesus, na popa, dormindo sobre um travesseiro. E gritam-lhe: “Mestre, não te importa que pereçamos?”.

Partindo da atitude dos discípulos, o Papa Francisco nos recorda: “Muitas vezes nós também, assaltados pelas provações da vida, gritamos ao Senhor: ‘Por que ficas em silêncio e não fazes nada por mim?’". Devemos lembrar, continua o Papa que “apesar de estar dormindo, Jesus está lá e compartilha com seus discípulos tudo o que está acontecendo. Seu sono, se por um lado nos surpreende, por outro nos põe à prova”. E explica:

“O Senhor, de fato, espera que o envolvamos, que o invoquemos, que o coloquemos no centro do que vivemos. Seu sono nos provoca a acordar. Porque, para ser discípulos de Jesus, não basta crer que Deus está presente, que existe, mas é preciso se envolver com Ele, é preciso também levantar nossa voz com Ele, gritar a Ele”

Chamar Deus através da oração
Francisco continua: “O Evangelho nos diz que os discípulos se aproximam de Jesus, acordam-no e falam com ele”. Este é o começo de nossa fé:

“Reconhecer que sozinhos não somos capazes de permanecer à tona. A fé começa com a crença de que não somos suficientes para nós mesmos, com o sentimento de necessidade de Deus”

"Quando superamos a tentação de nos fecharmos em nós mesmos - continua o Papa - quando superamos a falsa religiosidade que não quer perturbar Deus, quando clamamos a Ele, Ele pode fazer maravilhas em nós. É o poder suave e extraordinário da oração que faz milagres".

Olhar na direção certa
Depois de Jesus perguntar aos discípulos: 'Por que tendes medo? Ainda não tendes fé'? nos damos conta que devemos olhar para Jesus e não se deixar levar pelo medo. E Francisco conclui:

“Quantas vezes ficamos olhando para os problemas em vez de irmos ao Senhor e lançarmos nossas preocupações n’Ele! Quantas vezes deixamos o Senhor em um canto, no fundo do barco da vida, para despertá-lo apenas no momento da necessidade!”

Por fim o Papa pede: “não cansemos de buscar o Senhor, de bater na porta de Seu Coração”, desejando ainda, "Que a Virgem Maria, que em sua vida nunca deixou de confiar em Deus, redescubra em nós a necessidade vital de nos confiarmos a Ele todos os dias".

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-06/papa-francisco-angelus-20-de-junho-2021.html

sábado, 29 de maio de 2021

Papa Francisco encerra maratona de oração na próxima segunda-feira, 31 de maio, nos jardins do Vaticano


Nos Jardins do Vaticano, diante da imagem Nossa Senhora Desatadora de Nós à qual é muito devoto, o Papa Francisco elevará sua oração recitando o Terço no dia 31 de maio. Uma oração que será expressa em particular nas cinco intenções que dizem respeito aos tantos nós a serem desatados, agora firmemente unidos à humanidade, especialmente neste tempo de pandemia.

É assim que na próxima segunda-feira à tarde se encerrará o mês mariano e a maratona de oração que começou na Basílica Vaticana e uniu o mundo através do Terço recitado todos os dias com uma intenção específica em 30 Santuários em todos os cinco continentes. É uma oração destinada sobretudo a invocar o fim da pandemia e o reinício das atividades.

O primeiro nó a desenodoar é o dos “relacionamentos feridos, da solidão e da indiferença, que se tornaram mais profundos nestes tempos”. O segundo nó é dedicado ao desemprego, “com particular atenção ao desemprego juvenil, desemprego feminino, desemprego dos pais de família e daqueles que estão tentando defender seus empregados”. O terceiro é representado pelo “drama da violência, em particular a que irrompe na família, no lar, contra as mulheres ou explodiu nas tensões sociais geradas pela incerteza da crise”.

O quarto nó se refere ao “progresso humano, que a pesquisa científica é chamada a apoiar, compartilhando descobertas para que sejam acessíveis a todos”, especialmente aos mais frágeis e pobres. O quinto nó a ser desatado é o do cuidado pastoral, para que “as Igrejas locais, paróquias, oratórios, centros pastorais e de evangelização possam redescobrir entusiasmo e novo impulso em toda a vida pastoral” e “os jovens possam se casar e construir uma família e um futuro”.

A celebração do Terço começará com uma solene procissão, guiada pelo bispo de Augsburg, que levará o ícone a um lugar especial nos Jardins do Vaticano, que para a ocasião se tornará um verdadeiro Santuário ao ar livre. Acompanhando a procissão estarão as crianças que receberam sua primeira comunhão de uma paróquia de Viterbo, adolescentes crismados da paróquia de São Domingos de Guzmán, um grupo de escoteiros de Roma, algumas famílias e por alguns religiosos representando todo o povo de Deus.

Os jovens da Associação SS. Pedro e Paulo carregarão o ícone de Nossa Senhora, com a Guarda Suíça e a Gendarmaria do Vaticano como guarda de honra. A procissão será animada pelo coro da diocese de Roma e pela Banda de Arcinazzo Romano. Os jovens da Ação Católica, algumas famílias de recém-casados e uma família de surdos onde nasceu uma vocação religiosa, se unirão à oração.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil transmitirá, em suas redes sociais, o fechamento da maratona de oração no mês mariano e os santuários pelo mundo no 31 de maio, com a presença do Papa Francisco nos jardins do Vaticano, com tradução da transmissão para o português pelo jornalista Silvonei Protz, do VaticanNews. O horário de transmissão será a partir das 12h55 no horário de Brasília (18h do Vaticano). A iniciativa está sendo realizada à luz da expressão bíblica: “De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus” (At 12,5).

A experiência da maratona de oração
A “maratona” do Terço no mês de maio começou com a oração do Papa diante do ícone de Nossa Senhora do Socorro na Basílica de São Pedro, continuando em 30 Santuários ao redor do mundo, e se conclui com esta cerimônia. Muitos testemunhos relatam uma iniciativa que foi recebida com entusiasmo e envolvimento. Da simplicidade do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes em Nyaunglebin, em Mianmar, à solenidade de Nuestra Señora de Montserrat, na Espanha, à grande participação do povo nos Santuários da África, Índia e Coreia: estes são apenas alguns exemplos significativos do envolvimento que teve lugar.

O Santuário Nacional de Aparecida representou o Brasil na “maratona” de oração convocada pelo Papa Francisco pelo fim de pandemia durante o mês de maio, no dia 6 de maio, com a oração do terço será rezada nesta intenção na Basílica de Aparecida (SP). A oração em Aparecida focou nos jovens. Eles terão participaram ativamente na cerimônia, realizando as orações que compõem o terço. A cerimônia foi presidida pelo arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, com canções executadas por músicos do Projeto de Educação Musical do Santuário de Aparecida (PEMSA), um dos projetos sociais mantidos pelo Santuário Nacional.

A iniciativa foi muito apreciada por sua simplicidade e, ao mesmo tempo, pelo profundo senso de comunhão com a Igreja e com o Papa Francisco. Ao acompanhar as transmissões ao vivo pela mídia, foi possível a milhões de pessoas rezar o terço todos os dias, da forma como cada cultura e cada país o expressa naturalmente.

Acompanhe ao vivo, a partir das 13h:

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Fonte: https://www.cnbb.org.br/papa-francisco-encerra-maratona-de-oracao-na-proxima-segunda-feira-31-de-maio-nos-jardins-do-vaticano/

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

O Papa na Audiência Geral: a oração do cristão anda de mãos dadas com a fé

 

"O ensinamento do Evangelho é claro: é preciso rezar sempre, até quando tudo parece vão, quando Deus nos parece surdo e mudo, e que perdemos tempo. Mesmo que o céu se ofusque, o cristão não deixa de rezar", disse Francisco em sua catequese.


O Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a oração na Audiência Geral desta quarta-feira (11/11), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, por causa da pandemia de coronavírus.

O Pontífice iniciou, dizendo que alguém lhe disse que ele fala muito sobre a oração, que não é necessário. “Sim é necessário”, disse o Papa, “porque se não rezarmos não teremos a força para ir em frente na vida. A oração é como o oxigênio da vida. A oração é atrair sobre nós a presença do Espírito Santo que nos faz ir adiante sempre. Por isso, eu falo muito sobre a oração”.

Oração praticada com perseverança
“Jesus deu exemplo de uma oração contínua, praticada com perseverança. O diálogo constante com o Pai, no silêncio e no recolhimento, é o fulcro de toda a sua missão”, disse o Pontífice, recordando “três parábolas contidas no Evangelho de Lucas que sublinham esta característica da oração”.

“A oração deve ser antes acima de tudo tenaz”, frisou o Papa, “como o personagem da parábola que, tendo que receber um hóspede que chegou de repente, no meio da noite, vai bater à porta de um amigo e pede-lhe pão. O amigo responde “não!”, porque já está na cama, mas ele insiste, e insiste a ponto de o obrigar a levantar-se e a dar-lhe. Um pedido tenaz!”.

Mas Deus é mais paciente do que nós, e quem bate à porta do seu coração com fé e perseverança não fica desiludido. Deus responde sempre. Sempre! O nosso Pai sabe bem do que precisamos; a insistência não serve para o informar ou convencer, mas para alimentar o desejo e a expectativa em nós.

A segunda parábola é a da viúva que se dirige ao juiz para que a ajude a obter justiça. Este juiz é um homem sem escrúpulos, mas no final, exasperado pela insistência da viúva, decide contentá-la. Esta parábola nos faz compreender que a fé não é o impulso de um momento, mas uma disposição corajosa para invocar Deus, até para “discutir” com Ele, sem se resignar ao mal e à injustiça.

Quem reza nunca está sozinho
A terceira parábola apresenta um fariseu e um publicano que vão ao Templo para rezar. O primeiro dirige-se a Deus gabando-se dos próprios méritos; o outro sente-se indigno até de entrar no santuário. Contudo, Deus não ouve a oração dos soberbos, mas atende a dos humildes. Não há verdadeira oração sem espírito de humildade. Não há oração verdadeira sem espírito de humildade. É a humildade que nos impele a orar.

O ensinamento do Evangelho é claro: é preciso rezar sempre, até quando tudo parece vão, quando Deus nos parece surdo e mudo, e que perdemos tempo. Mesmo que o céu se ofusque, o cristão não deixa de rezar. A sua oração anda de mãos dadas com a fé. E a fé, em muitos dias da nossa vida, pode parecer uma ilusão, uma labuta estéril. Existem momentos escuros em nossas vidas e ali a fé parece uma ilusão, mas praticar a oração significa também aceitar esta dificuldade. “Padre, eu rezo mas não sinto nada. Me sinto com o coração árido, seco. Não sei”. Mas devemos ir adiante com essa fadiga dos momentos ruins, momentos em que não sentimos nada. Muitos santos e santas viveram a noite da fé e o silêncio de Deus, quando nós batemos, batemos e Deus não responde, e esses santos foram perseverantes.

Segundo o Papa, “nestas noites de fé, quem reza nunca está sozinho. Na verdade, Jesus não é apenas testemunha e mestre de oração, é muito mais. Ele nos acolhe na sua oração, para podermos rezar n'Ele e através d'Ele. E isto é obra do Espírito Santo. É por este motivo que o Evangelho nos convida a rezar ao Pai em nome de Jesus. São João relata estas palavras do Senhor: «O que vocês pedirem ao Pai em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho».” A oração de Jesus “dá as asas que a oração do homem sempre desejou possuir”.

O Espírito Santo reza em nós
A seguir, o Pontífice recordou as palavras do Salmo 90-91, “carregadas de confiança, que brotam de um coração que espera tudo de Deus: «Ele o cobrirá com as suas penas, e debaixo de suas asas você encontrará refúgio. A sua fidelidade é escudo e couraça. Você não temerá o terror da noite, nem a flecha que voa de dia, nem a peste que caminha nas trevas, nem o mal que devasta ao meio-dia».”

É em Cristo que esta maravilhosa oração se cumpre, é n'Ele que encontra a sua verdade plena. Sem Jesus, as nossas orações correriam o risco de se reduzir a esforços humanos, na maioria das vezes destinados ao fracasso. Mas Ele tomou sobre si cada grito, cada gemido, cada júbilo, cada súplica, cada prece humana. Não nos esqueçamos o Espírito Santo. O Espírito Santo reza em nós. É Ele que nos impele a rezar, nos leva a Jesus, é o dom que o Pai e o Filho nos deram para ir ao encontro de Deus. Quando nós rezamos é o Espírito Santo que reza em nossos corações.

“Cristo é tudo para nós, inclusive na nossa vida de oração”, disse Francisco. Santo Agostinho resume admiravelmente as três dimensões da oração de Jesus, que também encontramos no Catecismo da Igreja Católica: «sendo o nosso Sacerdote, ora por nós; sendo a nossa Cabeça, ora em nós; e sendo o nosso Deus, a Ele oramos. Reconheçamos, pois, n'Ele a nossa voz e a voz d'Ele em nós». “É por isso que o cristão reza, nada teme! Confia no Espírito Santo que nos foi dado como dom que reza em nós e nos conduz à oração. Que seja o mesmo Espírito Santo, mestre de oração, a nos ensinar o caminho da oração”, concluiu o Papa.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-11/papa-francisco-audiencia-geral-oracao-cristao-fe-oxigenio-vida.html

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

O Papa na Audiência Geral: a oração é a salvação do ser humano

 

"Para aprender este modo de rezar, o Saltério é uma grande escola. Vimos que os Salmos nem sempre usam palavras requintadas e amáveis, e muitas vezes têm as cicatrizes da existência", disse Francisco na catequese da Audiência Geral.


Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (21/10), o Papa Francisco prosseguiu com a segunda parte do tema “A oração dos Salmos”.

Francisco iniciou, dizendo aos fiéis presentes na Sala Paulo VI, que devemos mudar a maneira de realizar a Audiência Geral por causa do coronavírus. “Vocês estão separados, com proteção, usando máscaras, e eu estou aqui um pouco distante. Não posso fazer como antes me aproximar de vocês, pois toda vez que eu me aproximo, vocês de juntam e se perde a distância de segurança e tem perigo para vocês de contágio. Portanto, nos saudaremos de longe, mas saibam que estou próximo a vocês com o coração”, frisou.

A seguir, o Papa agradeceu o testemunho de uma mãe que acudia e amamentava seu filho que chorava durante a Audiência Geral: “Deus faz assim conosco, como essa mãe que com ternura procurava acalmar a criança. São imagens muito bonitas! Quando uma criança chora na Igreja, devemos sentir que ali tem a ternura de uma mãe que é o símbolo da ternura de Deus conosco. Nunca calar uma criança que chora na Igreja, porque é a voz que atrai a ternura de Deus. Obrigado pelo seu testemunho”, disse ainda Francisco.

O Saltério apresenta a oração como a realidade fundamental da vida
“Hoje completamos a catequese sobre a oração dos Salmos. Primeiramente, notamos que nos Salmos aparece frequentemente uma figura negativa, a do “ímpio”, ou seja, aquele ou aquela que vive como se Deus não existisse. É a pessoa sem nenhuma referência ao transcendente, sem nenhum impedimento à sua arrogância, que não teme o julgamento sobre o que pensa e o que faz”, frisou o Papa.

Por esta razão, o Saltério apresenta a oração como a realidade fundamental da vida. A referência ao absoluto e ao transcendente - a que os mestres da ascese denominam o “temor sagrado de Deus” - é o que nos torna plenamente humanos, é o limite que nos salva de nós mesmos, impedindo que nos aventuremos nesta vida de modo predatório e voraz. A oração é a salvação do ser humano!

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Papa convida a rezar o rosário em outubro: em família, na comunidade e até pela internet

 

Na Audiência Geral desta quarta-feira (30) o Pontífice renovou o convite para sermos fiéis ao costume de rezar o terço, sobretudo no mês de outubro, tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora do Rosário. Em maio, o Papa já indicava esse caminho para a oração, sugerindo a busca na internet para “bons esquemas para seguir na recitação”: além dos portais do Vaticano e da Rede Mundial de Oração do Papa, há uma pulseira inteligente para rezar.


“Sejam fiéis ao costume de rezar o rosário nas suas comunidades e, sobretudo, nas famílias. Meditando cada dia os mistérios da vida de Maria à luz da obra salvífica do seu Filho, faça com que ela participe das alegrias de vocês, das suas preocupações e dos momentos de felicidade.”

Assim o Papa Francisco se dirigiu aos peregrinos poloneses na Audiência Geral desta quarta-feira (30), um convite extensivo a toda a Igreja que, a partir desta quinta-feira (1), entra no mês de outubro, tradicionalmente de Nossa Senhora do Rosário.

Já em maio, mês dedicado à Virgem Maria, o Pontífice convidou a rezar o rosário para nos ajudar a superar a crise da Covid-19. “Contemplar juntos a face de Cristo com o coração de Maria, rezando o rosário”, disse o Papa, “nos tornará mais unidos como família espiritual e nos ajudará a superar essa provação”. O convite foi para voltar “a descobrir a beleza de rezar o terço em casa”, em família ou individualmente: “seja como for, há um segredo para o bem fazer: a simplicidade; e é fácil encontrar, mesmo na internet, bons esquemas para seguir na sua recitação”, encorajou o Pontífice.

Site, App e pulseira inteligente para rezar
Os portais oficiais do Vaticano, como o www.vatican.va, oferecem esse percurso indicado por Francisco. Mas ainda dá para seguir a Rede Mundial de Oração do Papa, com o aplicativo Click To Pray eRosary, em língua portuguesa, com vídeos e áudios que ajudam a rezar o terço; ou, enfim, a própria pulseira inteligente e interativa pensada aos jovens que permite acessar, através do mesmo App gratuito Click to Pray eRosary, o rosário tradicional ou aqueles temáticos que são atualizados anualmente. O bracelete, lançado há um ano e disponível na Amazon da Itália, é ativado fazendo o sinal da cruz e constituído por dez contas de ágata e hematita e por um crucifixo – o dispositivo inteligente.

A oração que sempre acompanha o Papa
Em 7 de outubro de 2016, por ocasião da festa litúrgica de Nossa Senhora do Rosário, Francisco confidenciou o quanto o rosário é uma oração querida por ele, que sempre o acompanha: “é a oração dos simples e dos santos... é a oração do meu coração”.

É também a oração mais querida ao coração de Maria, é a devoção mariana por excelência e a mais popular, divulgada por São Domingos de Gusmão justamente a pedido da Santíssima Virgem Maria. É um convite à meditação dos Mistérios de Cristo, que guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressureição do Filho de Deus.

O Rosário de Nossa Senhora
O nome “rosário” diz que se deve a um relato popular de um monge cisterciense, que se comprazia a rezar 50 ‘Ave-Marias’, que saiam de seus lábios como rosas que iam aos céus e se depositavam na cabeça a Santíssima Virgem. Terço, como diz o nome, é a terça parte do rosário, que consiste em 50 ‘Ave-Marias’ intercaladas por 10 ‘Pai-Nossos’.

O Papa São Pio V (1566-1572) deu ao rosário o formato de hoje, tanto a quantidade de orações quanto aos mistérios da vida de Jesus que meditamos. Ele atribuiu à eficácia do rosário a vitória naval de Lepanto que, em 7 de outubro de 1571, salvou a cristandade ocidental de grande perigo.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-10/papa-francisco-audienca-geral-rezar-terco-mes-de-outubro-rosario.html

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Homilia do Papa Francisco

Papa fala sobre coragem, oração e humildade para anunciar o Evangelho em Homilia

  Coragem, oração e humildade: estes são os traços que caracterizam os grandes “arautos” que ajudaram a Igreja a crescer no mundo, que contribuíram à sua missionariedade. Foi o que disse o Papa na missa celebrada na manhã de terça-feira (14/02) na capela da Casa Santa Marta.
  Necessita-se de “semeadores de Palavra”, de “missionários, de verdadeiros arautos” para formar o povo de Deus, como foram Cirilo e Metódio, “irmãos intrépidos e testemunhas de Deus que fizeram da Europa mais forte", padroeiros do continente.  Na homilia, o Papa indicou as três características da personalidade de um “enviado” que proclama a Palavra de Deus, inspirando-se no Evangelho de Lucas que a liturgia propõe.
  A primeira característica é a “franqueza”, que inclui força e coragem:
  “A Palavra de Deus não pode ser levada como uma proposta – “bom, se você gostar...” – ou como uma ideia filosófica ou moral, boa – “você pode viver assim …” … Não. É outra coisa. Precisa ser proposta com esta franqueza, com aquela força, para que a Palavra penetre, como diz o próprio Paulo, até os ossos. A Palavra de Deus deve ser anunciada com esta franqueza, com esta força … com coragem. A pessoa que não tem coragem – coragem espiritual, coragem no coração, que não está apaixonada por Jesus, e dali vem a coragem! – não, dirá, sim, algo de interessante, algo moral, algo que fará bem, um bem filantrópico, mas não tem a Palavra de Deus. E esta palavra é incapaz de formar o povo de Deus. Somente a Palavra de Deus proclamada com esta franqueza, com esta coragem, é capaz de formar o povo de Deus”.