Mostrando postagens com marcador Quaresma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quaresma. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de abril de 2021

Sábado Santo: Cristo é a luz do mundo

 

O Arcebispo do Rio de Janeiro, Card. Orani João Tempesta, faz os seus votos neste terceiro momento do Tríduo Pascal. "No Sábado Santo, nós nos reunimos para dizer que este fogo novo que acende o círio pascal vai nos acompanhar não somente no tempo da Páscoa, mas durante toda a nossa vida, já que somos batizados e queremos anunciar Jesus Cristo a nossos irmãos. Na vigília pascal, queremos ouvir a história da salvação e renovar as nossas promessas batismais, para que iluminados, passemos a levar a luz de Cristo aos nossos irmãos, selando a vigília pascal com a Eucaristia. Que o Sábado Santo nos introduza nesta grande festa da Páscoa que não termina nunca."


Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2021-04/reflexao-sabado-santo-dom-orani-cristo-luz-do-mundo.html

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Quaresma: tempo de caminho, renovação e esperança

 

Neste período de preparação para a Páscoa, partindo de temas relacionados ao caminho quaresmal, repropomos algumas reflexões do Papa Francisco. Viver este tempo com esperança, lemos na mensagem do Santo Padre para a Quaresma de 2021, significa "receber a esperança de Cristo que dá sua vida na cruz".


“Quaresma é um tempo para acreditar, ou seja, para receber a Deus na nossa vida permitindo-Lhe ‘fazer morada’ em nós”. “Ao percorrer o caminho quaresmal que nos conduz às celebrações pascais, recordamos Aquele que Se rebaixou a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte na cruz”. Estas palavras, que podemos ler na mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2021, não se referem apenas à dimensão memorial da lembrança, mas nos convidam a viver, também no presente e hoje, um tempo propício para renovar a fé, a esperança e a caridade. São dirigidas a todos os homens, chamados a "sentir que são, em Jesus Cristo, testemunhas do novo tempo". Durante seu pontificado, Francisco ilustrou várias vezes o significado do caminho que leva à Páscoa. “No tempo da Quaresma", disse no domingo, 21 de fevereiro, durante o Angelus, "o Espírito Santo nos exorta também, como Jesus, a entrar no deserto". Não é um lugar físico, mas uma dimensão existencial na qual deve-se ficar em silêncio".

O centro do caminho quaresmal
"A Quaresma", explicou o Papa em sua homilia durante a missa da Quarta-feira de Cinzas celebrada na Basílica de São Pedro em 17 de fevereiro, "é uma viagem que envolve toda nossa vida, tudo de nós mesmos. É o tempo para verificar as estradas que estamos percorrendo, para encontrar o caminho que nos leva de volta a casa, para redescobrir o vínculo fundamental com Deus, do qual tudo depende. A Quaresma não é uma fileira de promessas, é discernir para onde está orientado nosso coração. Este é o centro da Quaresma”.

Sintonizar-se nas frequências do Evangelho
A Quaresma", disse Francisco na Audiência geral de 26 de fevereiro de 2020, "é um momento propício para dar espaço à Palavra de Deus. É o tempo para desligar a televisão e abrir a Bíblia. É o tempo para nos desligarmos do celular e para nos ligarmos ao Evangelho. Quando eu era criança não havia televisão, mas tínhamos o hábito de não ouvir o rádio neste período. A Quaresma é deserto, é tempo para renunciar, para nos desligarmos do celular e nos ligarmos ao Evangelho. É o tempo para renunciar a palavras inúteis, conversas, boatos, fofocas, e falar e tratar o Senhor por “tu”. É o tempo para se dedicar a uma saudável ecologia do coração, para fazer uma limpeza”.

Viver como pede Jesus
Precisamos – sublinhou o Papa na Santa Missa com a bênção e imposição das Cinzas na Basílica de Santa Sabina em 6 de março de 2019 - nos libertar dos tentáculos do consumismo e dos laços do egoísmo, de querer sempre mais, de não nos contentarmos jamais, do coração fechado às necessidades do pobre. Jesus, abrasado de amor no lenho cruz, chama-nos a uma vida inflamada por Ele, que não se perde entre as cinzas do mundo; uma vida que arde de caridade, e não se apaga na mediocridade. É difícil viver como Ele pede? Sim, é difícil, mas conduz à meta. No-lo mostra a Quaresma”.

Um coração que bate de acordo com a batida do coração de Jesus
"Para, olha e regressa". "Para", diz o Papa Francisco durante a missa a que presidiu, com o rito da bênção e da imposição das Cinzas, na Basílica de Santa Sabina em 14 de fevereiro de 2018 – para olhar e contemplar”. “Olha e contempla o rosto do Amor Crucificado, crucificado por amor de todos sem exclusão”. “Regressa sem medo para experimentar a ternura sanadora e reconciliadora de Deus!”.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-02/quaresma-caminho-renovacao-esperanca-papa-francisco.html

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Cristo é a nossa Paz


D. Orani João Tempesta
Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro

Há quase 60 anos que a Igreja no Brasil, durante o Tempo da Quaresma, realiza a Campanha da Fraternidade. Como tempo de conversão e preparação para a Páscoa, a vida deve sempre mais ser examinada para se viver melhor como cristão. Daí a penitência, jejum, abstinência, esmola, confissões, orações e outras atividades quaresmais, além das participações nos sacramentos e devoções que já temos costume durante o ano. A Campanha da Fraternidade é uma ocasião de examinar a nossa vida diante de situações sociais que nos impulsionam à conversão. Por isso, cada ano se escolhe um tema e um lema determinado para nos ajudar a pensar um pouco em nossas ações diárias, seja conosco mesmos, seja com quem convivemos ao nosso redor e com o nosso planeta. Os temas da CF sempre são abrangentes, pois supõem um diálogo com a sociedade. Os assuntos das CFs questionam também a sociedade em diversas formas. Por isso sempre são questões sociais em geral.

O tema e o lema da Campanha da Fraternidade, além de serem mais aprofundados no período quaresmal, orientam também os outros temas e lemas durante o ano todo. A Campanha da Fraternidade quer nos ajudar a viver melhor a Quaresma, chamando-nos à conversão, e por isso é ligada estreitamente à identidade católica, devido ao tempo em que ela é inserida, porém o tema sempre é mais abrangente e chama a todos a sérias reflexões, por isso pode atingir a todos. A Quaresma é sempre um convite à conversão, à mudança de vida, e a Campanha da Fraternidade é um incentivo para essa mudança.

A Campanha da Fraternidade que acontece no Brasil é similar a outras campanhas quaresmais que ocorrem pelo mundo afora, em outros países e até mais antigas que a nossa. Ela tem o aval do Papa Francisco, que sempre dirige à Igreja no Brasil uma palavra que incentiva a vivência do tema da Campanha, como sempre fizeram os Papas anteriores. A Campanha da Fraternidade tem consonância com aquilo que pede o Concílio Ecumênico Vaticano II, tendo uma séria reflexão sobre a missão da Igreja no mundo de hoje com suas alegrias e esperanças.

A Campanha da Fraternidade realizada anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi idealizada, inicialmente em 1961, por três padres responsáveis pela “Cáritas” no Brasil, sob a inspiração do Eminentíssimo Senhor Cardeal Eugenio de Araujo Sales, de saudosa memória, nosso predecessor na Sé Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro, e, na época, administrador apostólico de Natal, RN. Eles idealizaram uma Campanha a fim de levantar fundos para ajudar os pobres. E com esse objetivo continua até hoje: partilhando o que se recebe com os programas sociais que são examinados para serem contemplados com ajuda. Os iniciadores deram a essa ideia o nome de Campanha da Fraternidade, que foi realizada pela primeira vez na Quaresma de 1962, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Em 1964, a Campanha da Fraternidade atingiu todo o Brasil e, desde então, começou a ser em nível nacional.

O primeiro tema da Campanha da Fraternidade em nível nacional foi: “Igreja em Renovação”, tema que coincidia com o atual momento da Igreja, que celebrava o Concílio Vaticano II. A Igreja vivia uma grande transformação por dentro e por fora, pois a Igreja era chamada a se renovar perante o mundo e inovar sua maneira de anunciar o Evangelho. Desde então, a Campanha da Fraternidade foi se solidificando ano a ano, com temas que ajudam a refletir o nosso agir no mundo, perante Deus e com o nosso próximo. Os temas e lemas das CFs foram tomando várias formas no decorrer dos anos de acordo com a evolução da caminhada eclesial.

O próprio nome Campanha da Fraternidade deveria nos ajudar a refletir como estamos tratando o nosso semelhante e ser um incentivo para mudar a atitude com o nosso próximo. E cuidando bem do meio em que vivo, eu não penso somente em mim, mas no meu próximo igualmente.

Sempre esperamos que a Campanha da Fraternidade sirva para ajudar na conversão, e que ela seja um norte para nos conscientizarmos daquilo que precisamos cuidar mais, para que nunca nos falte. Como por exemplo quando tivemos a Campanha da Fraternidade sobre a água, nos alertando para cuidar desse bem tão precioso para todos nós e que ao economizar o uso da água, ao tornar o seu uso mais consciente, não faltará jamais para ninguém. Da mesma forma quando tivemos a Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia, nos alertando para o cuidado com a floresta, um patrimônio nacional, um dos pulmões do mundo. Isso para citar apenas duas ocasiões, mas cada ano tem apelos específicos e importantes.

A Quaresma é um tempo de conversão e de mudança de vida, por isso a Campanha da Fraternidade é posta com o intuito de conscientizar a todos, não somente os católicos, e a cada cinco anos é pensada de modo ecumênico. É preciso também se conscientizar de que Campanha da Fraternidade dura os 40 dias da Quaresma, mas a temática posta para a nossa reflexão e vida deve permear todos os dias daquele ano e de nossa vida. Quantas reflexões da CF ficaram até hoje em nossos comportamentos!

A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema: “Fraternidade e diálogo: Compromisso de amor” e como lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”. Este lema tem como base a Carta de São Paulo aos Efésios 2,14. A atual Campanha da Fraternidade é ecumênica, ou seja, foi pensada sob a responsabilidade de um grupo de igrejas cristãs por concessão da CNBB. É a quinta que acontece dessa forma. Todo cristão deve estar aberto à fraternidade e ao diálogo.

Vivemos em um mundo marcado pela intolerância, no qual as pessoas semeiam ódio em seu coração, falta a paciência para com o outro e, por vezes, o mandamento do amor instaurado por Jesus é esquecido. As pessoas doentes, os pobres, os idosos, os marginalizados são esquecidos pela sociedade e descartados. Cabe aos cristãos ser sinal de uma nova atitude, e acolher em seu meio todos os pobres, doentes e marginalizados.

A pandemia da Covid-19 tem-nos dado também uma grande lição e, de certa forma, nos ajuda a refletir que temos que tratar o outro de modo melhor. Se quisermos construir uma sociedade mais justa e fraterna, devemos começar mudando a nossa própria atitude. E essa mudança de atitude deve começar primeiramente entre nós, terminando as intolerâncias e sabendo aceitar a diversidade de situações e opiniões. E fazer com que as relações diárias se pautem pelo diálogo e pelo amor recíproco que vem de Jesus.

A Campanha da Fraternidade Ecumênica desse ano de 2021 quer mostrar que através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados no amor de Cristo, convidemos as comunidades de fé e as pessoas de boa vontade para pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para a superação das polarizações e da violência que marcam o mundo hodierno.

Esta Campanha quer nos alertar ainda que o diálogo é o caminho para construirmos relações mais fraternas. O Papa Francisco apontou também no discurso durante o encontro com o corpo diplomático sediado na Santa Sé, que a “fraternidade” é uma necessidade de nosso tempo enquanto semeamos “esperança”. Nós como profetas no mundo de hoje devemos denunciar os diferentes tipos de violências praticadas e legitimadas indevidamente até mesmo em Nome de Jesus. Ou seja, pelo Nome de Jesus devemos nos unir e nunca, jamais dividir.

Vivenciemos com alegria a Campanha da Fraternidade desse ano de 2021, participemos de sua abertura na Quarta-feira de Cinzas e cheguemos com generosidade no Domingo de Ramos, encerrando o tempo da Campanha com a Coleta da Solidariedade. Porém, tenhamos consciência de que o assunto será aprofundado durante o ano em vários outros temas e lemas dos tempos (semanas ou meses) temáticos. Que possamos ser sempre sinal de ressurreição para as pessoas. São muitas comunidades e organizações que puderam ser ajudadas durante esses anos com a coleta anual, fruto das penitências quaresmais dos católicos. As dioceses, que ficam com uma parte dessa coleta, tem também oportunidade de um coordenado trabalho social mais localizado em sua região. A visão nacional ou regional da situação social ajuda com que essa ajuda seja para situações graves que chegam ao conhecimento dos coordenadores da Campanha.

Segue abaixo a oração para a Campanha da Fraternidade deste ano, para nos ajudar em nossa espiritualidade:

“Deus da vida, da justiça e do amor, Nós Te bendizemos pelo dom da fraternidade e por concederes a graça de vivermos a comunhão na diversidade. Através desta Campanha da Fraternidade Ecumênica, ajuda-nos a testemunhar a beleza do diálogo como compromisso de amor, criando pontes que unem em vez de muros que separam e geram indiferença e ódio. Torna-nos pessoas sensíveis e disponíveis para servir a toda a Humanidade, em especial, aos mais pobres e fragilizados, a fim de que possamos testemunhar o Teu amor redentor e partilhar suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças, caminhando pelas veredas da amorosidade. Por Jesus Cristo, nossa paz, no Espírito Santo, sopro restaurador da vida. Amém”.

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/8134/cristo-e-a-nossa-paz

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2021

 



«Vamos subir a Jerusalém…» (Mt 20, 18).
Quaresma: tempo para renovar fé, esperança e caridade.


Queridos irmãos e irmãs!

Jesus, ao anunciar aos discípulos a sua paixão, morte e ressurreição como cumprimento da vontade do Pai, desvenda-lhes o sentido profundo da sua missão e convida-os a associarem-se à mesma pela salvação do mundo.

Ao percorrer o caminho quaresmal que nos conduz às celebrações pascais, recordamos Aquele que «Se rebaixou a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz» (Flp 2, 8). Neste tempo de conversão, renovamos a nossa fé, obtemos a «água viva» da esperança e recebemos com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo. Na noite de Páscoa, renovaremos as promessas do nosso Batismo, para renascer como mulheres e homens novos por obra e graça do Espírito Santo. Entretanto o itinerário da Quaresma, como aliás todo o caminho cristão, já está inteiramente sob a luz da Ressurreição que anima os sentimentos, atitudes e opções de quem deseja seguir a Cristo.

O jejum, a oração e a esmola – tal como são apresentados por Jesus na sua pregação (cf. Mt 6, 1-18) – são as condições para a nossa conversão e sua expressão. O caminho da pobreza e da privação (o jejum), a atenção e os gestos de amor pelo homem ferido (a esmola) e o diálogo filial com o Pai (a oração) permitem-nos encarnar uma fé sincera, uma esperança viva e uma caridade operosa.

1. A fé chama-nos a acolher a Verdade e a tornar-nos suas testemunhas diante de Deus e de todos os nossos irmãos e irmãs

Neste tempo de Quaresma, acolher e viver a Verdade manifestada em Cristo significa, antes de mais, deixar-nos alcançar pela Palavra de Deus, que nos é transmitida de geração em geração pela Igreja. Esta Verdade não é uma construção do intelecto, reservada a poucas mentes seletas, superiores ou ilustres, mas é uma mensagem que recebemos e podemos compreender graças à inteligência do coração, aberto à grandeza de Deus, que nos ama ainda antes de nós próprios tomarmos consciência disso. Esta Verdade é o próprio Cristo, que, assumindo completamente a nossa humanidade, Se fez Caminho – exigente, mas aberto a todos – que conduz à plenitude da Vida.

O jejum, vivido como experiência de privação, leva as pessoas que o praticam com simplicidade de coração a redescobrir o dom de Deus e a compreender a nossa realidade de criaturas que, feitas à sua imagem e semelhança, n’Ele encontram plena realização. Ao fazer experiência duma pobreza assumida, quem jejua faz-se pobre com os pobres e «acumula» a riqueza do amor recebido e partilhado. O jejum, assim entendido e praticado, ajuda a amar a Deus e ao próximo, pois, como ensina São Tomás de Aquino, o amor é um movimento que centra a minha atenção no outro, considerando-o como um só comigo mesmo [cf. Enc. Fratelli tutti (= FT), 93].

A Quaresma é um tempo para acreditar, ou seja, para receber a Deus na nossa vida permitindo-Lhe «fazer morada» em nós (cf. Jo 14, 23). Jejuar significa libertar a nossa existência de tudo o que a atravanca, inclusive da saturação de informações – verdadeiras ou falsas – e produtos de consumo, a fim de abrirmos as portas do nosso coração Àquele que vem a nós pobre de tudo, mas «cheio de graça e de verdade» (Jo 1, 14): o Filho de Deus Salvador.

2. A esperança como «água viva», que nos permite continuar o nosso caminho

A samaritana, a quem Jesus pedira de beber junto do poço, não entende quando Ele lhe diz que poderia oferecer-lhe uma «água viva» (cf. Jo 4, 10-12); e, naturalmente, a primeira coisa que lhe vem ao pensamento é a água material, ao passo que Jesus pensava no Espírito Santo, que Ele dará em abundância no Mistério Pascal e que infunde em nós a esperança que não desilude. Já quando preanuncia a sua paixão e morte, Jesus abre à esperança dizendo que «ressuscitará ao terceiro dia» (Mt 20, 19). Jesus fala-nos do futuro aberto de par em par pela misericórdia do Pai. Esperar com Ele e graças a Ele significa acreditar que, a última palavra na história, não a têm os nossos erros, as nossas violências e injustiças, nem o pecado que crucifica o Amor; significa obter do seu Coração aberto o perdão do Pai.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Papa: Quaresma, tempo de se desligar do celular e se conectar com o Evangelho

Francisco disse ainda que a Quaresma "é o tempo de renunciar a palavras inúteis, conversinhas, fofocas, mexericos e se aproximar do Senhor. É o tempo de se dedicar a uma ecologia saudável do coração, fazer uma limpeza nele".

“Quaresma, entrar no deserto.” Este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta Quarta-feira de Cinzas (26/02), na Praça São Pedro.
“Hoje, iniciamos o caminho quaresmal, caminho de quarenta dias em direção à Páscoa, rumo ao coração do ano litúrgico e da fé”, sublinhou Francisco. “É um caminho que segue o de Jesus, que no início de seu ministério se retirou por quarenta dias para rezar e jejuar, tentado pelo diabo, no deserto.”

O deserto é o lugar da Palavra de Deus
A seguir, o Papa se deteve no “significado espiritual do deserto, o que significa espiritualmente o deserto para todos nós, também para nós que vivemos na cidade” e convidou os fiéis a imaginarem de estar num deserto. “A primeira sensação seria de estar envolvidos num grande silêncio: sem barulho, a não ser do vento e da nossa respiração”, disse ele.
O deserto é o lugar em que se toma distância do barulho que nos circunda. É ausência de palavras para dar espaço a outra Palavra, a Palavra de Deus, que acaricia o nosso coração como a brisa suave. O deserto é o lugar da Palavra, com letra maiúscula. Na Bíblia, o Senhor gosta de conversar conosco no deserto. No deserto, ele entrega a Moisés as “dez palavras", os dez mandamentos. E quando o povo se afasta Dele, tornando-se como uma noiva infiel, Deus diz: «Vou levá-la ao deserto e conquistar seu coração. Lá me responderá, como nos dias de sua juventude». No deserto, se ouve a Palavra de Deus, que é como um som suave.

Quaresma, tempo de se desligar do celular e abrir a Bíblia
“No deserto, encontra-se a intimidade com Deus, o amor do Senhor. Jesus gostava de retirar-se todos os dias para lugares desertos para rezar. Ele nos ensinou a procurar o Pai, que nos fala no silêncio”, disse ainda Francisco, acrescentando:
“A Quaresma é o tempo propício para abrir espaço à Palavra de Deus. É o tempo para desligar a televisão e abrir a Bíblia. É o tempo para se desligar do telefone celular e se conectar com o Evangelho. É o tempo de renunciar a palavras inúteis, conversinhas, fofocas, mexericos e se aproximar do Senhor. É o tempo de se dedicar a uma ecologia saudável do coração, fazer uma limpeza nele. Vivemos num ambiente poluído por muita violência verbal, por muitas palavras ofensivas e nocivas, que a rede amplifica.”
"Hoje, se insulta como se dissesse “Bom dia”. Somos submergidos de palavras vazias, publicidades e anúncios falsos. Nos acostumamos a ouvir tudo sobre todos e corremos o risco de cair num mundanismo que atrofia os nossos corações. Custamos para distinguir a voz do Senhor que nos fala, a voz da consciência, do bem. Jesus, chamando-nos no deserto, nos convida a prestar atenção no que interessa, no que é importante, no essencial."

O deserto é o lugar essencial
Ao diabo que o tentou, Jesus respondeu: “O homem não viverá somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. “Mais que o pão, precisamos da Palavra de Deus, precisamos falar com Deus: rezar”, disse ainda o Papa.
“O deserto é o lugar do essencial. Olhemos para as nossas vidas: quantas coisas inúteis nos circundam. Seguimos mil coisas que parecem necessárias, mas na realidade não são. Nos fará bem nos libertar de muitas realidades supérfluas a fim de redescobrir o que interessa e reencontrar o rosto de quem está ao nosso lado.” E sobre isso, Jesus nos dá o exemplo, jejuando. “Jejuar é saber renunciar às coisas vãs, supérfluas, para ir ao essencial. Jejuar não é apenas para emagrecer, jejuar é ir ao essencial, é buscar a beleza de uma vida mais simples”, sublinhou Francisco.

O deserto é o lugar da solidão
Por fim, o Papa disse que o deserto “é o lugar da solidão”. "Ainda hoje, perto de nós, existem muitos desertos, muitas pessoas sozinhas. São pessoas sós e abandonadas".
“Quantos pobres e idosos estão ao nosso lado e vivem em silêncio, sem fazer barulho, marginalizados e descartados!”
"Falar sobre eles não faz audiência. Mas o deserto nos leva a eles, àqueles que, em silêncio, pedem a nossa ajuda. Muitos olhares silenciosos que pedem a nossa ajuda. O caminho no deserto quaresmal é um caminho da caridade para com os vulneráveis. Oração, jejum e obras de caridade: eis o caminho no deserto quaresmal”, concluiu o Papa.


terça-feira, 2 de abril de 2019

Quaresma: Tempo de Oração, Jejum e Esmola

D. Orani João Tempesta
Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro

Estamos a caminho do final do tempo da Quarema, este tempo favorável que o Senhor nos concede viver na sua graça e no seu amor. É um bom momento de aprofundarmos esse belo momento que vivemos. Reflitamos o que Jesus pede para cada um de nós neste tempo favorável –  que nos convida a meditar e refletir à luz da fé Cristã, quanto ao sentido deste tempo litúrgico na vida da Igreja no coração dos fiéis. 
A Quaresma, é este tempo forte que a liturgia da Igreja, nos chama e nos impulsiona a viver com intensidade a pratica da oração jejum e a esmola como nos foi dito ao iniciar este tempo na quarta feira d4e cinzas. Estes quarenta dias são para a preparação da solenidade da Páscoa do Senhor.  
A espiritualidade quaresmal é um convite para melhor vivermos este tempo de graça do Senhor. Esta reflexão pode ser útil para a vivência da Quaresma em nossas comunidades eclesiais.
Infelizmente, em nosso mundo cheio de barulhos e palavras exterior, com informações desconsertadas a cada segundo e com muitas “fakes News”, de tantos meios de comunicação que invadem nossos lares e nosso íntimo, corremos o risco de deixar passar esta graça especial deste tempo favorável. Muitas vezes por conta destes barulhos exterior não escutamos a voz do Senhor que fala ao coração, e, portanto, o tempo da Quaresma passa despercebido.
A Quaresma é um itinerário de fé, uma oportunidade favorável para intensificar nossas ações concretas de caridade, com autêntica partilha e solidariedade. Iluminados por Sua Palavra, perdoados por sua Misericórdia, Jesus nos ensina a olhar o mundo com os olhos da fé e amá-lo com o coração.
O Papa Francisco em sua mensagem para este tempo lembra que somente olhando para Jesus, aprenderemos melhor a olhar com os olhos da fé e contemplar a beleza da criação com ternura e paixão. Ainda “se às vezes a caridade parece desaparecer em muitos corações humano, é verdade que no coração de Deus ela jamais desaparecerá”.
A Quaresma é uma jornada espiritual que envolve os cristãos no mesmo dinamismo da fé esperança e caridade. Este tempo é favorável para testemunhar aos homens e mulheres, do nosso tempo, o reflexo do amor de Deus pelo qual somos os destinatários graças à Páscoa.  

segunda-feira, 18 de março de 2019

Papa: imitar a misericórdia do Senhor. A esmola não é só material, mas também espiritual

Durante a missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa fala da misericórdia de Deus e oferece conselhos para viver plenamente o tempo da Quaresma.

Não julgar os outros, não condenar e perdoar: deste modo, se imita a misericórdia do Pai. Na missa celebrada na Casa Santa Marta (18/03), o Papa Francisco recordou a todos que na vida, para não errar, é preciso “imitar Deus”, “caminhar diante dos olhos do Pai”. Partindo do Evangelho do dia, extraído de Lucas (Lc 6,36-38), o Pontífice falou antes de mais sobre a misericórdia de Deus, capaz de perdoar as ações mais “graves”.
A misericórdia de Deus é algo tão grande, tão grande. Não nos esqueçamos disto. Quantas pessoas [dizem]: “Eu fiz coisas tão graves. Eu comprei meu lugar no inferno, não poderei voltar atrás”. Mas pense na misericórdia de Deus, não? Recordemos aquela história da pobre viúva que foi se confessar com o cura d’Ars (o marido tinha se suicidado; tinha se lançado da ponte num rio, não?). E chorava. Disse: “Mas eu sou uma pecadora, coitada. Mas coitado do meu marido! Está no inferno! Ele se suicidou e o suicídio é um pecado mortal. Está no inferno”. E o cura d’Ars disse: “Mas espere senhora, porque da ponte até o rio existe a misericórdia de Deus”. Mas até o fim, até o fim, há a misericórdia de Deus.

Bons hábitos na Quaresma
Para colocar-se no sulco da misericórdia, Jesus indica conselhos práticos. Antes de tudo, não julgar: um péssimo costume do qual abster-se, sobretudo neste tempo de Quaresma.
É um hábito que se infiltra na nossa vida sem que percebamos. Sempre! Até mesmo para começar uma conversa, não? “Mas você viu aquela pessoa o que fez?”. O julgamento sobre o outro. Pensemos quantas vezes por dia nós julgamos. Mas por favor! Parecemos todos juízes, não! Todos. Mas sempre para começar uma conversa, um comentário a respeito do outro, julgam: “Mas olha, fez uma plástica! Está pior do que antes”. O julgamento.
Depois, perdoar, mesmo que seja “tão difícil”, porque as nossas ações dão “a medida a Deus de como deve fazer conosco”.

Mantenhamos os bolsos abertos
Na homilia, o Papa convidou todos a aprender a sabedoria da generosidade, via mestra para renunciar às “fofocas”, em que “julgamos continuamente, condenamos continuamente e dificilmente perdoamos”.
O Senhor nos ensina: “Dai”. “Dai e vos será dado”: sejam generosos em doar. Não tenham os bolsos fechados; sejam generosos em doar aos pobres, àqueles que precisam e dar também tantas coisas: dar conselhos, dar sorrisos às pessoas, sorrir. Sempre dar, dar. “Dai e vos será dado. E vos será dado numa boa medida, calcada, sacudida, transbordante”, porque o Senhor será generoso: nós somos um e Ele nos dará cem de tudo aquilo que nós damos. E esta é a atitude que blinda o não julgamento, o não condenar e o perdoar. A importância da esmola, mas não só a esmola material, mas também a esmola espiritual; dedicar tempo a quem precisa, visitar um doente, sorrir.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2019-03/papa-francisco-missa-santa-marta-quaresma.html

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Mensagem completa do Papa Francisco para a Quaresma de 2019

A Santa Sé divulgou nesta terça-feira, 26 de fevereiro, a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2019, na qual, mediante o jejum, a oração e a esmola, faz um chamado à conversão.
“Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação, que ‘será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus’. Não deixemos que passe em vão este tempo favorável! Peçamos a Deus que nos ajude a realizar um caminho de verdadeira conversão. Abandonemos o egoísmo, o olhar fixo em nós mesmos, e voltemo-nos para a Páscoa de Jesus; façamo-nos próximo dos irmãos e irmãs em dificuldade, partilhando com eles os nossos bens espirituais e materiais”.
A seguir, o texto completo da mensagem do Papa Francisco:

«A criação encontra-se em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus» (Rm 8, 19)

Queridos irmãos e irmãs!
Todos os anos, por meio da Mãe Igreja, Deus «concede aos seus fiéis a graça de se prepararem, na alegria do coração purificado, para celebrar as festas pascais, a fim de que (…), participando nos mistérios da renovação cristã, alcancem a plenitude da filiação divina» (Prefácio I da Quaresma). Assim, de Páscoa em Páscoa, podemos caminhar para a realização da salvação que já recebemos, graças ao mistério pascal de Cristo: «De facto, foi na esperança que fomos salvos» (Rm 8, 24).
Este mistério de salvação, já operante em nós durante a vida terrena, é um processo dinâmico que abrange também a história e toda a criação. São Paulo chega a dizer: «Até a criação se encontra em expetativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus» (Rm 8, 19). Nesta perspetiva, gostaria de oferecer algumas propostas de reflexão, que acompanhem o nosso caminho de conversão na próxima Quaresma.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Chegou o tempo de conversão

Começamos o grande tempo da Quaresma com a quarta-feira de cinzas, tempo de penitência e de renovação interior preparando-nos para a Páscoa do Senhor. A liturgia da Igreja convida-nos com insistência a purificar a nossa alma e a recomeçar com o coração renovado a nossa vida cristã.
“Diz o Senhor Todo-Poderoso: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, com jejum, lágrimas e gemidos de luto. Rasgai os vossos corações, não as vossas vestes; convertei-vos ao Senhor vosso Deus, porque ele é compassivo hoje”. Uma das opções litúrgicas no momento da imposição das cinzas recordar-nos-á as palavras do Gênesis, depois do pecado original: “lembra-te, ó homem, de que és pó e em pó te hás de tornar” (Gn 3,19).
O Senhor quer que nos desapeguemos das coisas da terra para que possamos dirigir-nos a Ele, e que nos afastemos do pecado, que envelhece e mata, e retornemos à fonte da vida e da alegria: “O próprio Jesus Cristo é a graça mais sublime de toda a Quaresma. É Ele quem se apresenta diante de nós na simplicidade admirável do Evangelho”.
Dirigir o coração a Deus, converter-se, significa estarmos dispostos a empregar todos os meios para viver como Ele espera que vivamos, a não tentar servir a dois senhores, a afastar da vida qualquer pecado deliberado. Jesus procura em nós um coração contrito, conhecedor das suas faltas e pecados disposto a eliminá-los. Então lembrar-vos-eis do vosso proceder perverso e dos vossos dias que não foram bons. O Senhor deseja uma dor sincera dos pecados, que se manifestará antes de mais nada na Confissão sacramental: Converter-se quer dizer para nós procurar novamente o perdão e a força de Deus no sacramento da reconciliação e assim recomeçar sempre, avançar diariamente.
Nesse sentido, a outra opção para a imposição das cinzas nos dirige para aproveitarmos esse tempo para uma sincera conversão: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1, 15).
Nessa caminhada de conversão, o Senhor também nos pede ao iniciarmos a quaresma um sacrifício especial: a abstinência e, além dela, o jejum, pois o jejum fortifica o espírito, mortificando a carne e a sua sensualidade; eleva a alma a Deus; abate a concupiscência, dando forças para vencer e amortecer as suas paixões, e prepara o coração para que não procure outra coisa senão agradar a Deus em tudo.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Retiro Quaresmal do Vicariato Suburbano no espírito do Ano Mariano


Aconteceu no último sábado, dia 25 de março, o retiro quaresmal da Iniciação Cristã do Vicariato Suburbano, que reuniu 83 catequistas em torno do tema “E sua mãe conservava no coração todas essas coisas” (Lc 2, 51b), no convento das Servas, no bairro do Campinho. Na abertura do retiro tivemos missa celebrada pelo Padre Josué, da Paróquia Nossa Senhora Medianeira de todas as graças, de Oswaldo Cruz. Seguiram-se atividades diversas que proporcionaram formação, reflexão e aprofundamento da vivência quaresmal inspirada pelo Ano Mariano.
Com a ajuda da Irmã Lucy, da Congregação de Nossa Senhora de Belém, os catequistas tiveram a oportunidade de recordar os passos da leitura orante da Bíblia, refletindo sobre a narrativa da Anunciação (Lc 1,26-38) e, para fechar a manhã, palestra com o Padre Eufrázio, assessor eclesiástico da Iniciação Cristã, que desenvolveu o tema do retiro. Na parte da tarde os participantes realizaram um terço vivo no jardim do convento, refletindo sobre as virtudes de Nossa Senhora através dos mistérios gozosos e, na sequência, viveram a experiência do deserto, meditando sobre a parábola do filho pródigo (Lc 15,11-32). A conclusão do retiro foi marcada pela adoração ao Cristo eucarístico, conduzida pelo Padre Vicente, da Paróquia São José de Barros Filho.
Veja mais fotos:

terça-feira, 21 de março de 2017

24 horas para o Senhor

Confira a Programação de cada Vicariato:


A Arquidiocese do Rio, no período da Quaresma, realizará mais uma vez a iniciativa “24 horas para o Senhor” nos dias 24 e 25 de março, na qual as igrejas de todo o mundo vão abrir as portas para que os fiéis busquem o Sacramento da Reconciliação. A iniciativa é motivada pelo Papa Francisco.
Vicariato Norte
Com o tema: “Família, local de misericórdia e vida”, terá início no dia 24 de março, na Paróquia Divino Espírito Santo e São João Batista, na Rua Felipe Camarão, 12, no Maracanã, com vigília. A missa de abertura será presidida por Dom Paulo Alves Romão, novo bispo animador do Vicariato Norte, às 21h. Durante a noite haverá louvor, pregação, música, testemunhos e adoração. O encerramento será no dia 25 de março, às 6h, com envio realizado pelo padre Roberto Almeida.
No dia 25 de março, pela manhã, na Praça Saens Pena, na Tijuca, terá adoração das 8h às 17h, com as presenças do vigário episcopal norte, padre Aldo de Souto Santos, padre Gleuson Gomes, Isaías, Ministério RAV, Grupo de Teatro Santo Afonso, Cláudio Castro, Cia de Artes Paixão e Ministério Renova. Haverá padres atendendo confissões na presença do Santíssimo Sacramento.
temp_title24_horas_2017_Norte_16032017120946
Vicariato Urbano

No dia 24 de março, na Lapa, terá acolhimento às 20h. Haverá apresentação do musical “O Servo de Deus: Guido”, seguido de Palavra de Misericórdia com o bispo auxiliar do Rio e animador do Vicariato Urbano, Dom Luiz Henrique da Silva Brito. A celebração penitencial será presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, às 22h, seguida de exposição do Santíssimo Sacramento, às 22h30. Ocorrerá louvorzão, arrastão de evangelização nos bares e ruas com as comunidades Aliança da Misericórdia, RCC, Shalom, Sementes do Verbo e O Caminho. Haverá padres para confissões na Igreja do Carmo da Lapa, no Largo da Lapa, s/nº, e nos Arcos da Lapa.
No dia 25 de março, haverá translado do Santíssimo para a Igreja do Carmo da Lapa, às 2h, com vigília com as irmãs de Missionárias da Caridade. A Hora Santa será às 6h com as irmãs da Fraternidade O Caminho.
Haverá Hora Santa nas foranias: paróquias Nossa Senhora da Consolata, em São Cristóvão, e Nossa Senhora de Fátima, no Centro, às 7h; nas paróquias Santo André, em São Cristóvão, e Santo Antônio dos Pobres, no Centro, às 8h; nas paróquias São Januário e Santo Agostinho, em São Cristóvão, Sagrada Família, na Saúde, e Senhor Bom Jesus do Monte, em Paquetá, às 9h; nas paróquias Santa Edwiges, em São Cristóvão, Sagrado Coração de Jesus, na Glória, e Santa Catarina de Alexandria, na Saúde, às 10h; nas paróquias Santa Rita, no Centro, Santo Cristo dos Milagres, no Santo Cristo, e Santa Teresa de Jesus, em Santa Teresa, às 11h, e no Carmelo de Santa Teresa, em Santa Teresa, das 12h às 15h.
Acontecerá na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa Via-Sacra, às 15h, seguida de missa de encerramento presidida pelo bispo auxiliar do Rio Dom Joel Portella Amado.
temp_title24_horas_2017_Urbano_16032017120956
Vicariato Oeste
Com o tema: “Eu quero misericórdia (Papa Francisco)”, terá início no dia 24 de março, no Calçadão de Bangu, com confissões a partir das 8h, com a presença dos Missionários da Comunidade Aliança de Misericórdia. A missa será presidida pelo bispo auxiliar e animador do Vicariato Oeste, Dom Joel Portella Amado, às 19h. Após a missa terá Via- Sacra promovida pelo Setor Juventude do Vicariato Oeste.

temp_title24_horas_2017_Oeste_16032017121257


Vicariato Suburbano

No dia 24 de março, cada paróquia do vicariato realizará uma atividade penitencial. No dia 25 de março, haverá concentração na Paróquia São Brás, na Rua Andrade Figueira, 158, em Madureira, com confissões durante todo o dia, das 8h às 18h30.
temp_title24_horas_2017_Suburbano_16032017120952


Vicariato Leopoldina
No dia 24 de março, na Capela do Shopping Via Brasil, Rua Itapera, 550, no Irajá, adoração e confissões com padres da 5ª e 6ª foranias, das 10h às 18h. Na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Estrada Governador Chagas Freitas, 520, na Ilha do Governador, 1ª forania do Vicariato Oeste, missa de abertura da vigília, às 19h. A exposição do Santíssimo, acontecerá das 20h30 às 5h15, seguida de adoração e bênção às 5h45.
No dia 25 de março, a missa de encerramento será às 6h. na Capela do Hospital Federal de Bonsucesso, adoração e confissões com os padres da 2ª forania, das 9h às 12h. Na Basília Santuário da Nossa Senhora da Penha, adoração e confissões com os padres da 3ª e 4ª foranias, às 13h.
temp_title24_horas_2017_Leopoldinaok_16032017142826


Vicariato Jacarepaguá
Dia 24 de março, na Capela São João Paulo II, no Américas Shopping, na Avenida das Américas, 15500, no Recreio dos Bandeirantes, haverá missa de abertura, às 12h15, presidida pelo vigário episcopal, padre Robert Józef, e concelebrada pelo pároco da Igreja Imaculada Conceição, padre André Vilar de Moraes Martins. O início das confissões será às 13h30. Os Terços serão: da Misericórdia, às 15h; Mariano, às 18h, e dos Homens, às 19h30, seguido de louvor às 20h30. A vigília acontecerá na Igreja Imaculada Conceição, na Rua Humberto Cozzo, 41, no Recreio dos Bandeirantes, com animação da Comunidade Católica Shalom e Comunidades Novas, das 22h às 7h.
No dia 25 de março, haverá catequese quaresmal na paróquia, às 9h. Haverá confissões no Américas Shopping, às 10h, com a chegada da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida às 11h, seguida de missa de encerramento às 12h15, presidida pelo bispo auxiliar e animador do Vicariato Jacarepaguá, Dom Roque Costa Souza, e concelebrada pelo reitor do Seminário Arquidiocesano de São José, cônego Leandro Câmara.
temp_title24_horas_2017_Jacarepagu_16032017122646


Vicariato Sul
No dia 24 de março, na Paróquia Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, missa de abertura com o bispo auxiliar e animador do Vicariato Sul, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, às 18h. Haverá lucernário às 19h30, seguido de exposição do Santíssimo. Após terá a vigília e adoração até as 6h30 do dia 25 de março.
No dia 25 de março, ocorrerão missas às 7h, 8h, 9h, 12h e 15h. Haverá celebração penitencial às 10h, seguida de bênção do Santíssimo, às 11h30. Terá adoração às 13h. A missa de encerramento será presidida pelo vigário episcopal do Sul, padre Jorge Diegues, às 17h.
temp_title24_horas_2017_Sul_16032017120954


Vicariato Santa Cruz

No dia 24 de março, o momento de oração acontecerá em dois pontos do vicariato: no Calçadão de Campo Grande, às 17h, e na Estação do BRT Santa Cruz, a partir das 18h, ambos com Via Sacra e encerramento com missa.
No dia 25 de março, cada paróquia irá fazer sua programação até às 17h.
Seminário de São José
No “Ano da Família”, o Seminário Arquidiocesano de São José reunirá as famílias dos seminaristas para as “24 horas para o Senhor” no seminário, no Rio Comprido, dia 25 de março, das 8h às 12h. Haverá missa “O Rio Celebra”, presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, às 9h, com transmissão pela WebTV Redentor, RedeVida e Rádio Catedral. Após a missa, terá pregação com o diácono Melquisedec, seguida de visita a todo seminário.
temp_title24_horas_2017_Seminrio_16032017120949

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/5517/24-horas-para-o-senhor

segunda-feira, 13 de março de 2017

Retiro Quaresmal do Vic. Leopoldina




Aconteceu...

  Neste sábado, 11 de março a Iniciação Cristã do Vicariato Leopoldina reuniu-se para uma manhã de vivência e espiritualidade: um Retiro Quaresmal na Paróquia de Santa Edwiges, em Brás de Pina. 
  Foi um momento de partilha, oração, e porque não dizer, de confraternização. 
  A manhã começou com a celebração da Santa Missa, presidida pelo nosso caríssimo vigário episcopal,  Pe. Alberto Gonzaga, que nos dirigiu uma homilia muito rica em orientações e reflexões. 
  Após a Missa, nos reunimos para um café da manhã, onde encontramos distribuídos pelo salão, palavras de exortação a uma vivência quaresmal bastante profunda: perdão, confissão, amor, caridade, jejum, esmola, solidariedade, entre outras. 
  No segundo momento, ouvimos a palestra do Pe. Thiago Sardinha, reitor do Santuário de Nossa Senhora da Penha de França, que nos fez refletir sobre a passagem de Ex 3, 7-12, que nos recordou a garantida presença de Deus conosco e a necessidade de nossa conversão e serviço. 
  Concluindo esta manhã maravilhosa, Pe. Givanildo, assessor da Iniciação Cristã do nosso vicariato e pároco que nos acolheu em sua casa, conduziu um momento de Adoração ao Santíssimo, que cumulou de bênçãos e de paz a todos os presentes. 
  Estivemos em torno de 86 catequistas representando as nossas 6 foranias. 
  Agradecemos a Deus pela presença destes sacerdotes em nosso meio e também a todos que de alguma forma, contribuíram para a realização de mais esta atividade em nosso vicariato. 
  Deus nos abençoe e proteja sempre. Amém. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2017


"A Palavra é um dom. O outro é um dom." Este é o título da mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2017. Leia a seguir o texto na íntegra.
Amados irmãos e irmãs!
            A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
            A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.
1.         O outro é um dom
            A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.
            A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
            Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.