No dia 25 de maio, na Paróquia Nossa Senhora
do Rosário, no Leme, foi celebrada a Páscoa da Iniciação Cristã do Vicariato
Sul. Todos os segmentos da Iniciação Cristã estavam presentes. A missa foi
celebrada pelo Frei Luiz Antônio, pároco local.
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terça-feira, 4 de junho de 2019
quarta-feira, 24 de abril de 2019
Cantai, cristãos, afinal
D.
Orani João Tempesta
Cardeal
Arcebispo do Rio de Janeiro
Caríssimos amigos e irmãos: Feliz Pascoa! O Senhor
ressuscitou verdadeiramente, Aleluia! Verdadeiramente ressuscitou. Esta é a
saudação utilizada pelos orientais nestes dias tão importantes e alegres. Nossa
liturgia é festiva. Inaugura-se o oitavo dia, o dia que não termina, o dia que
o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 118, 24). Depois de
termos vivido os dias de quaresma e o tríduo pascal, a Igreja coloca em nossos
corações e em nossos lábios esta alegria, que não pode ser uma alegria que
venha somente da exterioridade, mas de um coração renovado e transbordante de
alegria porque se reconciliou com o Senhor.
Nossas lutas, dificuldades e problemas
continuam aqui e acolá. As coisas ao redor não se transformam automaticamente.
Mas nós nos colocamos ante as coisas como alguém que se renovou interiormente,
e por isso mesmo se torna sinal da alegria divina e da misericórdia de Deus.
Mesmo quando os discípulos de Jesus estavam na prisão ou os mártires eram
conduzidos para sua oferta final, eles ali cantavam os louvores de Deus, ali
anunciavam Jesus Cristo Ressuscitado. Essa celebração deve se tornar cada vez
mais presente em nossos corações para que possamos proclamar sinceramente que
aquele que por nós morreu e foi sepultado, está vivo hoje, entre nós, e nós
somos suas testemunhas.
Se a liturgia deste dia é solene, muito mais
deve ser a nossa própria vida. Nosso coração transbordante de alegria independe
das circunstâncias ao nosso redor. Somos nós que somos renovados e
transformados para que contagiemos o mundo com a alegria pascal.
Iniciamos a oitava de Páscoa e o tempo
Pascal, e teremos 50 dias de celebração para que possamos contemplar,
aprofundar e fazer vida as realidades do mistério que estamos celebrando e que
agora faz com que busquemos as coisas do alto, as coisas de Deus. O mistério da
Páscoa é central em nossas vidas; norteia não somente o ano Litúrgico, mas toda
a nossa vida. Se Cristo não ressuscitou, vã é nossa fé. Que o Senhor nos dê a
possibilidade de experimentar o que significa que Cristo Ressuscitou e que
possamos também traduzir este significado, para que as pessoas ao nosso redor
entendam o que significa Ressurreição, deixar a vida velha e viver a vida nova,
vencer a morte e vencer o pecado.
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Mensagem de Páscoa e Bênção Urbi et Orbi 2018 do Papa Francisco
Como todo Domingo da Ressurreição, do balcão
central da Basílica de São Pedro, o Papa Francisco compartilhou a Mensagem de
Páscoa e deu a Bênção “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo).
Na Mensagem, recordou alguns conflitos atuais
ativos em algumas partes do mundo e sublinhou que “a morte, a solidão e o medo
já não são a última palavra. Há uma palavra que vem depois e que só Deus pode
pronunciar: é a palavra da Ressurreição”.
Queridos
irmãos e irmãs, feliz Páscoa!
Jesus
ressuscitou dos mortos.
Ressoa na Igreja, por todo o mundo, este
anúncio, juntamente com o cântico do Aleluia: Jesus é o Senhor, o Pai
ressuscitou-O e Ele está vivo para sempre no meio de nós.
O próprio Jesus preanunciara a sua morte e
ressurreição com a imagem do grão de trigo. Dizia: «Se o grão de trigo, lançado
à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24).
Foi isto mesmo que aconteceu: Jesus, o grão de trigo semeado por Deus nos
sulcos da terra, morreu vítima do pecado do mundo, permaneceu dois dias no
sepulcro; mas, naquela sua morte, estava contida toda a força do amor de Deus,
que se desencadeou e manifestou ao terceiro dia, aquele que celebramos hoje: a
Páscoa de Cristo Senhor.
Nós, cristãos, acreditamos e sabemos que a
ressurreição de Cristo é a verdadeira esperança do mundo, a esperança que não
decepciona. É a força do grão de trigo, a do amor que se humilha e oferece até
ao fim e que verdadeiramente renova o mundo. Esta força dá fruto também hoje
nos sulcos da nossa história, marcada por tantas injustiças e violências. Dá
frutos de esperança e dignidade onde há miséria e exclusão, onde há fome e
falta trabalho, no meio dos deslocados e refugiados – frequentemente rejeitados
pela cultura atual do descarte – das vítimas do narcotráfico, do tráfico de
pessoas e da escravidão dos nossos tempos.
quarta-feira, 28 de março de 2018
Papa explica a Semana Santa: Com a Páscoa o cristão se transforma em alguém novo
O Papa Francisco fez uma pausa no ciclo de
catequeses sobre a Missa para falar do Tríduo Pascal, os três dias
chaves da Semana Santa, que “marcam as etapas fundamentais de nossa fé e
de nossa vocação no mundo”.
“Todos os cristãos são chamados a viver estes
três dias santos como, por assim dizer, a ‘matriz’ de sua vida pessoa
e comunitária”, explicou.
“Estes três dias repropõem ao povo cristão os
grandes eventos da salvação realizados por Cristo, e assim o projetamos no
horizonte de seu destino futuro e o reforçam em seu compromisso de testemunho
na história”.
Francisco explicou que, na manhã de Páscoa,
“o canto da Sequência fará ouvir solenemente o anúncio da ressurreição”.
Palavras que contêm “um anúncio de alegria e de esperança, mas também um apelo
à responsabilidade e à missão”.
“Este anúncio é o centro de nossa fé e da
nossa esperança, é o kerigma que continuamente evangeliza a Igreja e
que, por sua vez, é enviada a evangelizar”.
Também recordou que “pelo Batismo, de
fato, somos renascidos com Jesus e morrermos para as coisas e a lógica do
mundo. Somos renascidos como criaturas novas: uma realidade que pede tornar-se
existência concreta dia a dia”.
O Papa acrescentou que “um cristão, se
verdadeiramente deixa-se lavar por Cristo, se verdadeiramente deixa-se despojar
por Ele do homem velho para caminhar em uma vida nova, mesmo permanecendo
pecador – porque todos o somos – não pode ser corrupto; não pode mais viver com
a morte na alma, nem ser causa de morte”.
Neste sentido, sublinhou que “o próximo,
sobretudo o menor e mais sofredor, torna-se a face concreta à qual doar o amor
que Jesus nos doou”.
“O mundo se transforma no espaço de nossa
vida de ressuscitado. De pé, e com a cabeça erguida, podemos compartilhar a
humilhação daqueles que ainda hoje, como Jesus, estão no sofrimento, na nudez,
na necessidade, na solidão, na morte, para ser, garças a Ele e com Ele,
instrumento de resgate e de esperança, sinais de vida e de ressurreição”.
O Papa convidou a se preparar para estes três
dias e “estar sempre mais profundamente inseridos no mistério de Cristo, morto
e ressuscitado por nós”. “Que a Virgem nos obtenha a graça de estarmos
interiormente envolvidos pelas celebrações dos próximos dias, para que o nosso
coração e a nossa vida sejam realmente transformados por elas”.
Fonte:
http://www.acidigital.com/noticias/papa-explica-a-semana-santa-com-a-pascoa-o-cristao-se-transforma-em-alguem-novo-31018/
quinta-feira, 11 de maio de 2017
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Benção Urbi et Orbi: o Pastor ressuscitado está próximo dos sofredores
Após presidir a celebração da Ressurreição do Senhor na Praça São Pedro, o Papa Francisco dirigiu-se à sacada central da Basílica São Pedro para a tradicional Mensagem e Bênção Urbi et Orbi. Eis a mensagem na íntegra:
“Queridos irmãos e irmãs,
Feliz Páscoa!
Hoje, em todo o mundo, a Igreja renova o anúncio maravilhoso dos primeiros discípulos: «Jesus ressuscitou!» - «Ressuscitou verdadeiramente, como havia predito!»
A antiga festa de Páscoa, memorial da libertação do povo hebreu da escravidão, alcança aqui o seu cumprimento: Jesus Cristo, com a sua ressurreição, libertou-nos da escravidão do pecado e da morte e abriu-nos a passagem para a vida eterna.
Todos nós, quando nos deixamos dominar pelo pecado, perdemos o caminho certo e vagamos como ovelhas perdidas. Mas o próprio Deus, o nosso Pastor, veio procurar-nos e, para nos salvar, abaixou-Se até à humilhação da cruz. E hoje podemos proclamar: «Ressuscitou o bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia!» (Missal Romano, IV Domingo de Páscoa, Antífona da Comunhão).
Através dos tempos, o Pastor ressuscitado não Se cansa de nos procurar, a nós seus irmãos extraviados nos desertos do mundo. E, com os sinais da Paixão – as feridas do seu amor misericordioso –, atrai-nos ao seu caminho, o caminho da vida. Também hoje Ele toma sobre os seus ombros muitos dos nossos irmãos e irmãs oprimidos pelo mal nas suas mais variadas formas.
O Pastor ressuscitado vai à procura de quem se extraviou nos labirintos da solidão e da marginalização; vai ao seu encontro através de irmãos e irmãs que sabem aproximar-se com respeito e ternura e fazer sentir àquelas pessoas a voz d’Ele, uma voz nunca esquecida, que as chama à amizade com Deus.
Cuida de quantos são vítimas de escravidões antigas e novas: trabalhos desumanos, tráficos ilícitos, exploração e discriminação, dependências graves. Cuida das crianças e adolescentes que se veem privados da sua vida despreocupada para ser explorados; e de quem tem o coração ferido pelas violências que sofre dentro das paredes da própria casa.
O Pastor ressuscitado faz-Se companheiro de viagem das pessoas que são forçadas a deixar a sua terra por causa de conflitos armados, ataques terroristas, carestias, regimes opressores. A estes migrantes forçados, Ele faz encontrar, sob cada ângulo do céu, irmãos que compartilham o pão e a esperança no caminho comum.
Nas vicissitudes complexas e por vezes dramáticas dos povos, que o Senhor ressuscitado guie os passos de quem procura a justiça e a paz; e dê aos responsáveis das nações a coragem de evitar a propagação dos conflitos e deter o tráfico das armas.
Concretamente nos tempos que correm, sustente os esforços de quantos trabalham ativamente para levar alívio e conforto à população civil na Síria, vítima duma guerra que não cessa de semear horrores e morte. Conceda paz a todo o Médio Oriente, a começar pela Terra Santa, bem como ao Iraque e ao Iémen.
Não falte a proximidade do Bom Pastor às populações do Sudão do Sul, do Sudão, da Somália e da República Democrática do Congo, que sofrem o perdurar de conflitos, agravados pela gravíssima carestia que está a afetar algumas regiões da África.
Jesus ressuscitado sustente os esforços de quantos estão empenhados, especialmente na América Latina, em garantir o bem comum da sociedade, por vezes marcadas por tensões políticas e sociais que, nalguns casos, desembocaram em violência. Que seja possível construir pontes de diálogo, perseverando na luta contra o flagelo da corrupção e na busca de soluções pacíficas viáveis para as controvérsias, para o progresso e a consolidação das instituições democráticas, no pleno respeito pelo estado de direito.
Que o Bom Pastor ajude ucraniana, atormentada ainda por um conflito sangrento, a reencontrar a concórdia, e acompanhe as iniciativas tendentes a aliviar os dramas de quantos sofrem as suas consequências.
O Senhor ressuscitado, que não cessa de cumular o continente europeu com a sua bênção, dê esperança a quantos atravessam momentos de crise e dificuldade, nomeadamente por causa da grande falta de emprego, sobretudo para os jovens.
Queridos irmãos e irmãs, este ano, nós, os crentes de todas as denominações cristãos, celebramos juntos a Páscoa. Assim ressoa, a uma só voz, em todas as partes da terra, o mais belo anúncio: «O Senhor ressuscitou verdadeiramente, como havia predito!» Ele, que venceu as trevas do pecado e da morte, conceda paz aos nossos dias. Feliz Páscoa!”
Ao final de sua mensagem, o Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção Apostólica, pedindo "não esqueçam de rezar por mim". Feliz Páscoa!
Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/04/16/p%C3%A1scoa_do_senhor_b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3o_urbi_et_orbi/1306097
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Mensagem de Páscoa do Regional Leste 1 – CNBB
Neste tempo em que celebramos a grande festa da Páscoa, nós bispos das dioceses que compõem o Regional Leste 1 da CNBB, abrangendo todo o Estado do Rio de Janeiro, desejamos enviar nossa fraterna saudação, envolta em fé e esperança. Falamos de esperança a partir de Jesus Cristo. Ele é a razão do nosso viver. É Ele que nos impele a manifestar um pouco do que vai em nossos corações, pois, nestes dias tão especiais, nós O contemplamos em Sua paixão, morte e ressurreição. Ao fazê-lo, lembramo-nos do povo fluminense que também vive suas dores e angústias, ansiando, na esperança, pelo bem e pela paz.
Quando contemplamos o Cristo Crucificado, vêm-nos à mente os inúmeros sofrimentos de todos os irmãos e irmãs em cada parte do mundo e, em especial, em nosso querido Estado do Rio, um sofrimento que tem muitos nomes e formas. Ele se encontra, por exemplo, em quem está privado de acesso à saúde, à educação, à moradia digna, à segurança, à geração de renda e à seguridade depois de trabalhar por longos anos. Esta é uma lista que pode ser acrescida de inúmeras outras situações, algumas das quais já foram tratadas em notas específicas de nossa Conferência Episcopal.
Em nossos dias, dois males tem tomado conta de vários corações humanos: a corrupção e aindiferença. Ambas são concretizações do mesmo pecado que leva cada um a pensar somente em si, isentando-se ilusoriamente das consequências de seus atos diante de Deus. Conscientes de que não podemos cair no erro da generalização ao destacar estes dois pecados, manifestamos nossa angústia diante do crescente risco de se plasmar uma cultura da indiferença perante a dor alheia, uma mentalidade que, na corrupção e outros meios semelhantes, olha apenas para si, pensando unicamente no seu próprio benefício.
Mas, a contemplação do Ressuscitado nos preenche de esperança. Naquele domingo da Páscoa, os que foram ao túmulo e o encontraram vazio souberam reconhecer que havia ocorrido algo muito maior do que sua capacidade de compreensão. Eles viram os sinais e acreditaram que a maldade, a dor e a morte não possuem a última palavra.
Em nossos dias, são muitos os sinais do Ressuscitado, sinais que nos podem fortalecer, apesar de tantas dores. São esses sinais que, diante de tanta dor, precisamos encontrar, valorizar e fazer acontecer sempre mais. Eles nos unem na busca de soluções pacíficas e eficazes.
Como, por exemplo, desprezar o esforço de tantos corações generosos, que, mesmo em grandes penúrias, abrem as portas e o coração para acolher quem também está sofrendo? Como não valorizar a união das famílias, das comunidades e dos diversos grupos que, na paz e na concórdia, trabalham pelo bem comum? Como negar a importância dos esforços por restituir à natureza a dignidade que lhe foi espoliada? Que alegria poder encontrar quem se consagra e se dedica a anunciar o Reino de Deus, na disponibilidade, no serviço desinteressado e na prática da caridade! Tocamos o mistério da Ressurreição quando, diante da violência, respondemos com o perdão e a reconciliação, rejeitando toda forma de vingança e agressividade.
Ancorados na esperança da Ressurreição, convocamos todos os que creem no Cristo e os que buscam a Deus de coração sincero a se unirem em oração, testemunhando a força da fraternidade num tempo em que vivenciamos crescente intolerância religiosa. Ao rezarmos juntos, pedindo a graça do discernimento, encontraremos caminhos para manter a esperança e semear soluções que darão frutos no futuro.
Neste ano em que celebramos os 300 anos de encontro da pequena e frágil imagem de N. S. Conceição Aparecida, nas águas do Rio Paraíba, rio que atravessa boa parte de nosso Estado do Rio, rogamos à Mãe do Ressuscitado, Mãe de todos os brasileiros, que nos ajude a trabalhar pelo desenvolvimento integral, solidário e sustentável para o nosso Estado e o Brasil inteiro.
Não nos esqueçamos de que não só colocaram o corpo de Jesus no túmulo, mas o lacraram com uma pedra e colocaram um grupo para vigiar. Nada, porém, deteve a vida, com todo o seu vigor. O Senhor Ressuscitou! Hoje, tendo situações de morte diante dos olhos, somos convidados a ter a esperança no coração e permanecer firmes no caminho da vida, do bem e da paz.
Unamo-nos sempre mais! Feliz Páscoa para todos!
Rio de Janeiro, 12 de abril de 2017
Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Presidente do Regional Leste 1
Dom José Francisco Rezende Dias, Arcebispo de Niterói e Vice Presidente do Regional Leste 1,
Dom Tarcísio Nascentes dos Santos, Bispo de Duque de Caxias e Secretário do Regional Leste 1,
Dom José Ubiratan Lopes, OFMCap, Bispo de Itaguaí,
Dom Luciano Bergamin, CRL, Bispo de Nova Iguaçu.
Dom Francesco Biasin, Bispo de Barra do Piraí e Volta Redonda,
Dom Nelson Francelino Ferreira, Bispo de Valença,
Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo de Nova Friburgo,
Dom Gregório Paixão, OSB, Bispo de Petrópolis,
Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, Bispo de Campos,
Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney,
Dom Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro,
Dom Luiz Henrique da Silva Brito, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro,
Dom Roque Costa Souza, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro,
Dom Joel Portella Amado, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro,
Dom Paulo Alves Romão, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro.
Fonte: http://cnbbleste1.org.br/2017/04/mensagem-de-pascoa-do-regional-leste-1-cnbb/
segunda-feira, 28 de março de 2016
Urbi et Orbi: Papa recorda conflitos e faz apelo pela paz
O Papa
Francisco presidiu, na manhã do Domingo de Páscoa, 27 de março, no adro da
Basílica de São Pedro, a solene celebração Eucarística da Ressurreição do
Senhor, da qual participaram milhares de fiéis e peregrinos de várias partes do
mundo.
A cerimônia
teve início com o rito do Ressurexit, anúncio da Ressurreição do Senhor. O Papa
não fez a homilia durante esta celebração, pois ao final da cerimônia dirigiu
aos fiéis suas felicitações de Santa Páscoa e concedeu a Bênção “Urbi et Orbi”
à Cidade de Roma e ao mundo inteiro, do balcão central da Basílica Vaticana.
A Praça São
Pedro foi adornada com mais de 35 mil flores e plantas provenientes da Holanda,
como acontece há 30 anos consecutivos por ocasião da solenidade pascal, uma
oferta que o Papa agradeceu.
“Jesus
Cristo, encarnação da misericórdia de Deus, por amor morreu na cruz e por amor
ressuscitou. Por isso, proclamamos hoje: Jesus é o Senhor! A sua Ressurreição
realizou plenamente a profecia do Salmo: A misericórdia de Deus é eterna,
o seu amor é para sempre, não morre jamais. Podemos confiar completamente
Nele e damos-lhe graças porque por nós Ele desceu ao fundo do abismo”, disse
Francisco na mensagem Urbi et Orbi, proferida neste Domingo de Páscoa.
“Diante dos
abismos espirituais e morais da humanidade, diante dos vazios que se abrem nos
corações e que provocam ódio e morte, somente uma infinita misericórdia pode
nos dar a salvação. Só Deus pode preencher com o seu amor esses vazios, esses
abismos, e fazer-nos não afundar, mas continuar caminhando juntos em direção à
Terra da liberdade e da vida.” E o pontífice que acrescentou:
“O anúncio
jubiloso da Páscoa: Jesus, o crucificado, não está aqui, ressuscitou nos dá a
certeza consoladora de que o abismo da morte foi superado e com ele foram
derrotados o luto, o pranto e a dor. O Senhor, que sofreu o abandono dos seus
discípulos, o peso de uma condenação injusta e a vergonha de uma morte infame,
nos faz agora compartilhar a sua vida imortal, e nos oferece o seu olhar de
ternura e compaixão para com os famintos e sedentos, com os estrangeiros e
prisioneiros, com os marginalizados e descartados, com as vítimas de abuso e
violência. O mundo está cheio de pessoas que sofrem no corpo e no
espírito, enquanto as crônicas diárias estão repletas de relatos de crimes
brutais, que muitas vezes acontecem dentro dos lares, e de conflitos armados
numa grande escala que submetem populações inteiras a provações inimagináveis.”
A seguir,
Francisco recordou as nações que estão em conflito:
“Cristo
ressuscitado indica caminhos de esperança para a querida Síria, um País
devastado por um longo conflito, com o seu cortejo triste de destruição, morte,
de desprezo pelo direito humanitário e desintegração da convivência
civil. Confiamos ao poder do Senhor ressuscitado os colóquios em
andamento, de modo que, com a boa vontade e a cooperação de todos, seja
possível colher os frutos da paz e dar início à construção de uma sociedade
fraterna, que respeite a dignidade e os direitos de cada cidadão. A
mensagem de vida proclamada pelo anjo junto da pedra rolada do sepulcro, vença
a dureza dos corações e promova um encontro fecundo entre povos e culturas nas
outras regiões da bacia do Mediterrâneo e do Oriente Médio, particularmente no
Iraque, Iêmen e na Líbia.”
Cantai, cristãos, afinal!
D.
Orani João Tempesta
Cardeal
Arcebispo do Rio de Janeiro
A Páscoa é o dia em que a Igreja se reveste
com seus melhores ornamentos, pois é o ápice do ano litúrgico. É o aniversário
do triunfo de Cristo. É a feliz conclusão do drama da Paixão e a alegria imensa
depois da dor. E uma dor e alegria que se fundem, pois se referem na história
ao acontecimento mais importante da humanidade: a redenção e libertação do
pecado da humanidade pelo Filho de Deus. Cantai, cristãos, afinal....
São Paulo nos diz: “Aquele que ressuscitou
Jesus Cristo devolverá a vida a nossos corpos mortais". Não se pode
compreender nem explicar a grandeza da Páscoa cristã sem evocar a Páscoa
Judaica. O próprio Cristo celebrou-a todos os anos durante a sua vida terrena,
segundo o ritual em vigor entre o povo de Deus, até o último ano de sua vida,
quando, então, aconteceu na ceia a instituição da Eucaristia.
Cristo, ao celebrar a Páscoa na Ceia, deu à
comemoração tradicional da libertação do povo judeu um sentido novo e muito
mais amplo. Não é um povo, uma nação isolada que Ele liberta, mas o mundo
inteiro, a quem prepara para o Reino dos Céus. A Páscoa cristã – cheia de
profunda simbologia – celebra a proteção que Cristo não cessou nem cessará de
dispensar à Igreja até que Ele abra as portas da Jerusalém celestial. A festa
da Páscoa é, antes de tudo, a representação do acontecimento chave da
humanidade, a Ressurreição de Jesus depois de sua morte consentida por Ele para
o resgate e a reabilitação do homem caído. São Paulo confirma como o
historiador que se apoia, não somente em provas, mas em testemunhos.
Páscoa é vitória, é o homem chamado à sua
maior dignidade! Como não se alegrar pela vitória d'Aquele que tão injustamente
foi condenado à paixão mais terrível e à morte de cruz? Pela vitória d'Aquele
que anteriormente foi flagelado, esbofeteado, cuspido, com tanta desumana
crueldade?
quarta-feira, 23 de março de 2016
Tríduo Pascal: o grande mistério da fé é a Ressurreição de Jesus
CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 23 de março de 2016
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 23 de março de 2016
Queridos
irmãos e irmãs, bom dia!
A nossa reflexão sobre misericórdia de Deus
nos introduz hoje ao Tríduo Pascal. Viveremos a Quinta, a Sexta e o Sábado
santo como momentos fortes que nos permitem entrar sempre mais no grande
mistério da nossa fé: a Ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo. Tudo, nestes
três dias, fala de misericórdia, porque torna visível até onde pode chegar o
amor de Deus. Escutaremos o relato dos últimos dias da vida de Jesus. O
evangelista João nos oferece as chaves para compreender o sentido profundo
disso: “Tendo amado os seus que estavam nesse mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,
1). O amor de Deus não tem limites. Como repetia muitas vezes Santo Agostinho,
é um amor que vai “até o fim sem fim”. Deus se oferece verdadeiramente todo
para cada um de nós e não economiza em nada. O mistério que adoramos nesta
Semana Santa é uma grande história do amor que não conhece obstáculos. A Paixão
de Jesus vai até o fim do mundo, porque é uma história de partilha com os
sofrimentos de toda a humanidade e uma permanente presença nos acontecimentos
da vida pessoal de cada um de nós. Em resumo, o Tríduo Pascal é memorial de um
drama de amor que nos dá a certeza de que não seremos nunca abandonados nas
provações da vida.
Na Quinta-feira Santa, Jesus institui a
Eucaristia, antecipando no banquete pascal o seu sacrifício no Gólgota. Para
fazer os discípulos compreenderem o amor que o anima, lava seus pés, oferecendo
ainda uma vez mais o exemplo em primeira pessoa de como eles mesmos deveriam
agir. A Eucaristia é o amor que se faz serviço. É a presença sublime de Cristo
que deseja alimentar cada homem, sobretudo os mais frágeis, para torná-los
capazes de um caminho de testemunho entre as dificuldades do mundo. Não
somente. Em dar-se a nós como alimento, Jesus atesta que devemos aprender a dividir
com os outros este alimento para que se torne uma verdadeira comunhão de vida
com quantos estão em necessidade. Ele se doa a nós e nos pede para
permanecermos Nele para fazermos o mesmo.
A Sexta-feira santa é o momento culminante do
amor. A morte de Jesus, que na cruz se abandona ao Pai para oferecer a salvação
ao mundo inteiro, exprime o amor dado até o fim, sem fim. Um amor que pretende
abraçar todos, ninguém excluído. Um amor que se estende a todo tempo e a todo
lugar: uma fonte inesgotável de salvação a que cada um de nós, pecadores,
podemos chegar. Se Deus nos demonstrou o seu amor supremo na morte de Jesus,
então também nós, regenerados pelo Espírito Santo, podemos e devemos nos amar
uns aos outros.
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