Neste dia 10 de junho, segunda-feira após o
Domingo de Pentecostes, é celebrada a memória da Bem-aventurada Virgem
Maria, Mãe da Igreja, data que foi estabelecida pelo Papa Francisco no
início de 2018, por meio de um Decreto da Congregação para o Culto Divino e a
Disciplina dos Sacramentos.
“Esta celebração ajudará a recordar que
a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz,
na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do
Redentor e dos redimidos”, afirma o documento.
O texto explica ainda que o Papa Francisco
decidiu estabelecer esta memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja, “considerando
atentamente quanto à promoção desta devoção possa favorecer o crescimento do
sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como,
também, da genuína piedade mariana”.
O Evangelho de São João narra que, “junto à
cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de
Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo
que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Depois disse ao
discípulo: ‘Eis aí tua mãe’” (Jo 19,25-27).
Com referência a este episódio evangélico, o
decreto assinala que a Virgem Maria “aceitou o testamento do amor do seu Filho
e acolheu todos os homens, personificado no discípulo amado, como filhos a
regenerar à vida divina, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou
na cruz, dando o Espírito”.
“Por sua vez, no discípulo amado, Cristo
elegeu todos os discípulos como herdeiros do seu amor para com a Mãe,
confiando-a a eles para que estes a acolhessem com amor filial”.
Além disso, continua o texto, “dedicada guia
da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no
cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo”.
Segundo o decreto, ao longo dos séculos, “a
piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe
dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo
e, também, ‘Mãe da Igreja’, como aparece nos textos dos autores espirituais
assim como nos do magistério de Bento XIV e Leão XIII”.
Assim, recorda que “o beato papa Paulo VI, a
21 de novembro de 1964, por ocasião do encerramento da terça sessão do Concílio
Vaticano II, declarou a bem-aventurada Virgem Maria ‘Mãe da Igreja, isto é, de
todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que lhe chamam Mãe
amorosíssima’ e estabeleceu que ‘com este título suavíssimo seja a Mãe de Deus
doravante honrada e invocada por todo o povo cristão’”.
Além disso, a Sé Apostólica propôs uma Missa votiva
em honra de Santa Maria, Mãe da Igreja, por ocasião do Ano Santo da
Reconciliação em 1975. “A mesma deu a possibilidade de acrescentar a invocação
deste título na Ladainha Lauretana (1980), e publicou outros formulários na
Coletânea de Missas da Virgem Santa Maria (1986). Para algumas nações e
famílias religiosas que pediram, concedeu a possibilidade de acrescentar esta
celebração no seu Calendário particular”.
Assim, o Papa Francisco “estabeleceu que esta
memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja inscrita no
Calendário Romano na Segunda-feira depois do Pentecostes, e que seja celebrada
todos os anos”.
