Retiro Arquidiocesano

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

“Somos chamados continuamente a viver e anunciar a Boa Nova do amor do Senhor”

Entre as muitas atividades programadas para o Ano da Misericórdia, a catequese também teve um lugar especial. Inspirado no lema do pontificado do Papa Francisco “Olhou-o com amor e o escolheu”, foi realizado o Jubileu dos Catequistas, entre os dias 23 e 25 de setembro, em Roma.
O encontro também teve como objetivo reafirmar a importância da catequese, que é uma das vias de evangelização. É a partir da Iniciação Cristã que crianças, jovens e adultos são inseridos na fé da Igreja. Após a escuta do primeiro anúncio, cada catecúmeno é chamado a aprofundar e estruturar essa intimidade com Deus. O jubileu, que contou com a presença de 15 mil catequistas do mundo inteiro, também permitiu que os participantes recebessem a Indulgência Plenária.
O encontro teve início no dia 23 de setembro, com a catequese em diversas línguas, porém, assim como aconteceu na Jornada Mundial da Juventude, os idiomas foram divididos por paróquias. Por isso, os nativos de língua portuguesa foram alocados na Igreja São Luís dos Franceses, próxima à Praça Navona, onde, além de brasileiros e portugueses, se reuniram catequistas de diversos países africanos.
Um sacerdote de Braga, cidade de Portugal, conduziu o momento de reflexão sobre o lema “Olhou-o com amor e o escolheu”, frase contextualizada a partir do quadro que retrata a Vocação de São Mateus, pintado por Caravaggio, localizado na Capela Contarelli dessa mesma igreja. A partir disso, os peregrinos foram convidados a contemplar a misericórdia divina através da pintura.
Para a coordenadora arquidiocesana da Iniciação Cristã, irmã Lúcia Imaculada, da Congregação Nossa Senhora de Belém, essa foi uma oportunidade para relembrar que, assim como Mateus, cada catequista também é chamado por Deus para a missão.
“Trouxemos esta vocação de Mateus para a nossa missão como catequistas, mostrando que fomos escolhidos, chamados, vocacionados a esse trabalho dentro da Igreja por um ato de misericórdia do Senhor. E precisamos, como Cristo, ser misericordiosos uns com os outros”, afirmou a religiosa, que representou a Arquidiocese do Rio de Janeiro no Jubileu dos Catequistas, no Vaticano.
No segundo dia, 24 de setembro, pela manhã, os peregrinos participaram de um momento de adoração e confissões, como preparo para a peregrinação rumo à Porta Santa. Devido à quantidade de pessoas, a entrada foi dividida em grupos.
“A peregrinação não é apenas uma caminhada ou passar pela Porta Santa, ela deve ser espiritual, como o Papa Francisco nos pede. Que seja um sinal externo do desejo de continuar caminhando com Jesus e a Igreja. A Via da Conciliação, que nos levaria em direção à Porta Santa, estava marcada por diversos banners com imagens de catequistas de todo o mundo, com uma frase dita por eles. Tivemos a graça de encontrar nosso São José de Anchieta representado também”, contou.
Ainda no sábado, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, os peregrinos participaram de um momento de partilha que contou com quatro testemunhos: de um catequista de Moçambique, outra da França, um padre da Inglaterra – único sacerdote cego e surdo do mundo falou sobre a importância do acolhimento a pessoas com deficiência no trabalho evangelizador – e um catequista peruano, mas que vive na Itália. Em seguida, em comunhão com a Igreja do mundo inteiro, eles rezaram a oração das Vésperas, pela Liturgia das Horas.
O domingo, 25 de setembro, foi um dos dias mais aguardados, quando todos se dirigiram à Praça São Pedro para participar da missa presidida pelo Papa Francisco.
“Somos chamados continuamente a viver e anunciar a Boa Nova do amor do Senhor”, recordou o Papa.
Durante a homilia, ele ressaltou a postura que um cristão deve ter para anunciar o Reino de Deus não só com palavras, mas por meio do próprio testemunho.
“Quem anuncia a esperança de Jesus é portador de alegria e vê longe, porque sabe olhar para além do mal e dos problemas. Ao mesmo tempo, vê bem de perto, porque está atento ao próximo e às suas necessidades”, disse.
“Que o Senhor - acrescentou o Pontífice -, nos dê a graça de sermos renovados cada dia pela alegria do primeiro anúncio: Jesus ama-nos pessoalmente! Que Ele nos dê a força de viver e anunciar o mandamento do amor, vencendo a cegueira da aparência e as tristezas mundanas. Que nos torne sensíveis aos pobres, que não são um apêndice do Evangelho, mas página central, sempre aberta diante de nós”.
Após a celebração, o Papa Francisco cumprimentou os representantes dos países, sendo um deles a irmã Lúcia Imaculada, e em seguida, como de costume, saudou o povo de Deus.
“Para mim os momentos mais importantes foram, primeiramente, o encontro com o Papa Francisco, não pela minha pessoa em si, mas por tudo aquilo que eu representava naquele momento: a minha congregação, as Irmãs de Nossa Senhora de Belém, a Arquidiocese do Rio de Janeiro com seus oito mil catequistas que trazia no coração. Saudamos o Santo Padre em nome da arquidiocese e ele sorriu. O outro foi durante o momento de partilha, no qual tive a oportunidade de ouvir o testemunho de um catequista de Moçambique que nos falou sobre a catequese ligada ao martírio. Ele chegou a ser sequestrado e viu amigos morrerem como mártires, na década de 1990. Ele ainda disse: ‘Sou catequista em todos os momentos, mesmo nos mais difíceis’”, relatou irmã Lúcia.

Jubileu dos Catequistas na Arquidiocese do Rio
No dia 24 de setembro, foi realizada no Santuário da Divina Misericórdia, em Vila Valqueire, a peregrinação dos catequistas da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Os catequistas passaram pela Porta Santa e participaram da celebração eucarística presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta.
A data foi escolhida em sintonia com o Jubileu dos Catequistas, celebrado no Vaticano pelo Papa Francisco.
“Aqui foi uma festa bonita, primeiramente de ação de graças pelo ministério de transmissores e educadores da fé de nossos catequistas, que levam os catecúmenos ao encontro com o Cristo, e nossos jovens e adolescentes a amadurecerem na sua fé e no discipulado de Cristo”, disse Dom Orani. 
Representantes do Regional Leste 1: Vera Lucy (Diocese de Barra do Piraí/Volta Redonda), Patrícia Costa (Arquidiocese de Niterói), Ir. Inês Maria (Arquidiocese de Niterói) e Ir. Lucia (Arquidiocese do Rio de Janeiro)

Fotos: Arquivo Pessoal / Vera Lucy de Oliveira Honório

Fontes: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4978/somos-chamados-continuamente-a-viver-e-anunciar-a-boa-nova-do-amor-do-senhor e Jornal Testemunho de Fé, edição nº 817, página 24