Catequistas de todo o Brasil se reuniram no
Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), de 8 a 10 de
fevereiro, para o congresso “Catequistas Brasil”. O objetivo da organização do
evento, feita pela revista “Paróquias”, foi levar formação para os catequistas
a fim de que se dediquem à pastoral de forma evangelizadora e missionária,
munidos de estratégias e métodos construtivos que beneficiam na formação dos
discípulos de Jesus, e, também, oferecer conhecimentos técnicos e didáticos para
capacitar os catequistas, inclusive abordando temas relacionados às novas
tecnologias. A revista “Paróquias” publica conteúdos sobre gestão eclesial
e prática pastoral.
O evento aconteceu no Centro de Eventos
Padre Vitor Coelho de Almeida, que fica ao lado do santuário, e reuniu cerca de
duas mil pessoas. Além da atividade central, uma plenária, contou também com
conferências temáticas, oficinas ministradas por catequistas e quatro arenas
catequéticas: Conhecimento, Pedagógica, Comunicação e Vocacional, além de
tendas para experiências diversas.
“Foram dois mil catequistas reunidos com o
único intuito de salvar almas. Porque ninguém tem a catequese como profissão e,
sim, como missão. Ninguém ganha dinheiro dando aulas de catequese. Ao mesmo
tempo, foi um evento pago. Por ser Aparecida, acabou sendo um custo mais alto
porque precisava de hospedagem, entre outras coisas. Então foram pessoas que
investiram ou receberam investimento para estar ali pensando em como salvar
almas. Isso não tem preço”, afirmou Alexandre Varela, autor do blog “O
Catequista” e de livros sobre a fé católica.
Ele foi o último palestrante do evento e
falou sobre o papel do catequista nesse momento do pontificado de Francisco.
“Ele é diferente dos outros pontífices. Papa
São João Paulo II era muito carismático, mas quando pegávamos para ler seus
escritos, percebíamos que ele era extremamente catequético. Bento XVI então nem
se fala. Ler as coisas que ele escreve é como ter uma aula. Já Francisco, não.
Francisco vai fazer o anúncio. Poderíamos dizer que é o kerigma, mas é um passo
antes do kerigma, ainda porque ele faz um anúncio mais sutil, mais primordial.
Ele chama. E nosso papel como catequistas é acolher e catequizar”, disse.
O conteúdo do congresso foi elaborado por
leigos e religiosos especialistas em catequese, sob a supervisão dos padres
Paulo Cesar Gil, da Arquidiocese de São Paulo, membro da Comissão
Bíblico-Catequética da CNBB, e João Carlos Almeida, da Congregação dos Padres
do Sagrado Coração de Jesus (SCJ), conhecido como padre Joãozinho. Eles foram
dois dos mais de 80 palestrantes do evento.
“Foi um grande festival de três dias com
troca de conhecimentos, shows – porque é legal que as pessoas, de alguma
maneira, se confraternizem – e tudo na casa da Mãe Aparecida que, por si só, já
é um espetáculo à parte”, elogiou Varela.
Maria Christina Siqueira Veríssimo,
catequista da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Pechincha, contou que gostou
muito da experiência que teve no evento.
“Eu achei que não tinha perfil para estar
entre os jovens e adultos aqui, mas fui mesmo assim e achei a experiência
fantástica. Foi maravilhoso! Lindo! As palestras foram ótimas! Valeu muito a
pena! Acrescentou-me espiritualmente. Nós já fazemos uma caminhada, e esse
congresso complementou essa nossa caminhada. A proposta do encontro de
catequese é apresentar Jesus às pessoas através do seu próprio testemunho de
vida. E esse testemunho precisa ser compatível com a Palavra e os mandamentos
de Deus. E isso tudo foi pregado lá”, pontuou.
Mais
informações no site: www.catequistasbrasil.com.br
Foto: https://catequistasbrasil.com.br/galeria/
Fonte:
http://arqrio.org/noticias/detalhes/7310/congresso-em-aparecida-reuniu-dois-mil-catequistas
